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Música
Jabá condenado
Warner americana paga 5 milhões
de dólares por divulgação ilegal
Marina Chavez
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| Green Day: pagou, tocou |
Na semana passada, a gravadora Warner concordou em
pagar 5 milhões de dólares ao governo americano, como
pena por ter empregado meios ilegítimos leia-se jabaculê
para que seus artistas tivessem boa execução
nas rádios dos Estados Unidos. Num comunicado à imprensa,
os executivos da companhia não deram o braço a torcer.
Segundo eles, os presentinhos que distribuíam eram parte
"de uma estratégia normal de promoção". Mas
o desembolso dos 5 milhões que serão utilizados
em projetos educacionais é uma inequívoca confissão
de culpa. A Warner é a segunda gravadora a sucumbir à
investigação de Eliot Spitzer, promotor de Nova York
que está em luta contra o jabá. Há seis meses,
a Sony/BMG pagou 10 milhões de dólares por causa do
mesmo tipo de ilegalidade. Os documentos levantados por Spitzer
no caso Warner mostram que diretores de rádios foram agraciados
com viagens e aparelhos eletrônicos (especialmente iPods).
Um radialista ganhou uma viagem para assistir ao show do Green Day
e retribuiu colocando o grupo na lista dos mais tocados de
sua rádio. No Brasil, as promoções entre gravadoras
e rádios ainda são consideradas "normais". Recentemente,
a filial brasileira da Warner distribuiu trinta iPods para que críticos
pudessem "apreciar melhor" o último disco da filha de Elis
Regina. Procurada por VEJA sobre a condenação da matriz,
a companhia não fez comentários.
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