Edição 1933 . 30 de novembro de 2005

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Música
Jabá condenado

Warner americana paga 5 milhões
de dólares por divulgação ilegal


Marina Chavez
Green Day: pagou, tocou

Na semana passada, a gravadora Warner concordou em pagar 5 milhões de dólares ao governo americano, como pena por ter empregado meios ilegítimos – leia-se jabaculê – para que seus artistas tivessem boa execução nas rádios dos Estados Unidos. Num comunicado à imprensa, os executivos da companhia não deram o braço a torcer. Segundo eles, os presentinhos que distribuíam eram parte "de uma estratégia normal de promoção". Mas o desembolso dos 5 milhões – que serão utilizados em projetos educacionais – é uma inequívoca confissão de culpa. A Warner é a segunda gravadora a sucumbir à investigação de Eliot Spitzer, promotor de Nova York que está em luta contra o jabá. Há seis meses, a Sony/BMG pagou 10 milhões de dólares por causa do mesmo tipo de ilegalidade. Os documentos levantados por Spitzer no caso Warner mostram que diretores de rádios foram agraciados com viagens e aparelhos eletrônicos (especialmente iPods). Um radialista ganhou uma viagem para assistir ao show do Green Day – e retribuiu colocando o grupo na lista dos mais tocados de sua rádio. No Brasil, as promoções entre gravadoras e rádios ainda são consideradas "normais". Recentemente, a filial brasileira da Warner distribuiu trinta iPods para que críticos pudessem "apreciar melhor" o último disco da filha de Elis Regina. Procurada por VEJA sobre a condenação da matriz, a companhia não fez comentários.

 
 
 
 
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