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Edição 1 775 - 30 de outubro de 2002
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"Felizmente Lula acordou, e saberá colocar os radicais do PT na galeria dos aposentados do partido."
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG

 

Os radicais do PT

O PT precisa ser firme na sua promessa de consolidar um governo de coalizão e diálogo, em busca de um verdadeiro pacto social. O Brasil tem um grande desafio pela frente. Não poderemos superar os enormes obstáculos econômicos e sociais que afligem nosso país com radicalismo e intransigência ("O que querem os radicais do PT", 23 de outubro).
Gustavo Gomes de Matos
Rio de Janeiro, RJ

Manifesto meu protesto pela forma com que VEJA (edição 1.774) emite a opinião da revista sobre as correntes e o debate político interno do PT. Defendemos – Lula e os nossos candidatos –, em todo o país, posições aprovadas de forma majoritária, e isso se expressa em nosso programa e em nosso projeto para o Brasil. É um direito democrático das pessoas que compõem as várias correntes de opinião do PT manter diálogo e posições diferenciadas sobre assuntos complexos, que permitem diferentes enfoques para sua solução. Portanto, é inaceitável a maneira como a revista tenta desqualificar e apresentar essas interlocuções internas como contradições que não poderiam ser resolvidas por meio do diálogo.
Raul Pont

Deputado eleito e ex-prefeito de Porto Alegre
Porto Alegre, RS

Desconhecer as alas radicais do PT seria no mínimo ingenuidade, considerando que elas já vêm se manifestando mesmo antes da eleição. O eventual governo Lula poderia ouvir as reivindicações e propostas dessas alas, filtrar o que interessa para o país e descartar o que não interessa. Pulso forte e autoridade serão sem dúvida uma necessidade imperiosa para Lula se desvencilhar de antigos companheiros que rezam pela cartilha do canto da perua: "Quanto pior melhor".
Henrique Machado da Ponte
Fortaleza, CE

Com o grande poder de conciliação de Lula será fácil encontrar um equilíbrio entre todas as correntes. Sobretudo se tanto radicais quanto moderados tiverem o interesse comum do desenvolvimento social do Brasil.
Guilherme Mota Canabrava
Paraíso do Norte, PR

Os tempos mudam mesmo. Depois dessa eleição, ao perguntar para minha filha quem é o bom velhinho de barba, sorridente, que gosta de vermelho e que quer um mundo melhor, ela poderá responder: "Ah, essa é fácil. O Lula!".
Reynaldo Braga Floriano
São José dos Campos, SP

 

Enéas

Na reportagem sobre o ilustre Enéas ("1.570.000 votos", 16 de outubro) existe um erro no quadro Álbum de Família, em que é exibida uma foto do político quando militar. Ele jamais foi "cadete do Exército", e sim aluno da Escola de Sargento das Armas (EsSA).
Luciano Faiolo
Santa Maria, RS

 

Gustavo Franco

O discurso de Gustavo Franco em "As eleições e o mercado" (Em foco, 23 de outubro) é claro. Foi direto ao ponto. E ainda queriam que eu aceitasse um candidato despreparado. Mesmo não sofrendo na prática as conseqüências, pois moro na Austrália desde 1981. Não dá mesmo.
Marcia Diniz
Sydney, Austrália

 

Pobreza

Que os problemas brasileiros são enormes, que as desigualdades sociais ainda existem, ninguém contesta. Mas daí a dizer que o governo FHC foi um retrocesso, somente no discurso eleitoreiro das oposições. É muito importante que a ONU venha a premiar o trabalho desse governo que termina, que, se não foi o dos nossos sonhos, pelo menos manteve a democracia intacta ("Com o selo da ONU", 23 de outubro).
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

 

Diogo Mainardi

O que houve de melhor na edição 1.774 foi o colunista Diogo Mainardi, com seu artigo "Queremos jogo sujo" (23 de outubro). Impagável! Dei muitas risadas. Obrigada, Diogo, por salvar o meu domingo. Esqueceu de dizer que além de vitimismo eles sofrem também de uma doença chamada "síndrome discursiva", ou seja, são ótimos de papo mas ruins de ação. A cidade de Belém é o retrato do descaso, da péssima administração. Ao ser questionado sobre isso, o prefeito Edmilson responde que é culpa do governo do Estado, nunca de seus desvarios.
Maria das Graças O. da Silva
Belém, PA

 

Andrew Solomon

Muito interessante a entrevista com o escritor americano Andrew Solomon (Amarelas, 23 de outubro). Tenho lutado contra a síndrome do pânico desde os 18 anos; por conseqüência dessa doença tive sérios problemas depressivos. A depressão foi uma contradição em minha vida, a partir do momento em que senti a falta de motivação para viver. Hoje acredito que meu amor pela vida seja maior que o de muitas pessoas que não passaram pelo problema. Como o próprio Solomon diz, "pessoas que passam por uma experiência dessas e conseguem desenvolver um novo entendimento sobre si mesmas tornam-se mais aptas a compreender o mundo". A vida me ensinou da maneira mais difícil.
Luciana Caldas de Godoi
Paulínia, SP

 

Cegueira

Os cientistas americanos, italianos e brasileiros que participam das experiências em busca da cura da doença que cegou o filho da senhora Maria Odete Moschen e dezenas de seus familiares fazem seu trabalho aqui mesmo, em Colatina, cidade a 120 quilômetros de Vitória, na clínica do doutor Milton Moraes, que, com forte espírito de doação, assim como a família Moschen, se entrega de corpo e alma para o sucesso do projeto ("Não admito", 23 de outubro).
Cleuber Melotti
Colatina, ES

 

História

Gostaria de cumprimentar a revista VEJA pela excelente matéria "O último baú do imperador" (23 de outubro). Esse projeto, patrocinado pelo Instituto Cultural Banco Santos e conceituado pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), é uma das nossas grandes ações culturais deste ano.
Paulo Fernando Marcondes Ferraz
Presidente da Sabin
Rio de Janeiro, RJ

 

Religião

Sobre a reportagem "Milagre na Índia" (23 de outubro), esclareço que, segundo a doutrina católica, declarar que um fato é miraculoso não envolve a infalibilidade da Igreja e, portanto, pode ser contestado, e a Igreja pode e poderá sempre voltar atrás. Somente não pode ser corrigido aquilo que é dogma de fé – e reconhecimento de um fato como miraculoso não entra nessa categoria!
Henrique Soares da Costa
Maceió, AL

 

Claudio de Moura Castro

Como professora de matemática que atua na rede pública, procuro "reinventar" a fim de preencher as lacunas de minha formação e obter novas ferramentas para garantir o aprendizado de meus alunos. O amor ao magistério nos faz "gênios criativos". Quando procuro saber "para que" estou fazendo alguma atividade estou dando um sentido à aprendizagem ("O Professor Nota 10", Ponto de vista, 23 de outubro).
Professora Marli Ribeiro
Maia Eslompo
Ponta Grossa, PR

 

Dinossauros da política

Estranhamente, a reportagem "Barrados pelas urnas" (16 de outubro) faz acreditar que resultados eleitorais são positivos quando coincidem com as próprias posições e preferências pessoais de quem os avalie, e negativos quando contrariem as idiossincrasias particulares do avaliador. Não há como aplicar ao voto dois pesos e duas medidas. Se ele for considerado válido e salutar para banir alguém da vida pública, terá de ser reputado igualmente válido quando nela mantenha ou reconduza alguém, por mais que isso desagrade ao observador. Nesse sentido, parafraseando Rosa Luxemburgo, quando afirmou que liberdade é, sempre e fundamentalmente, a liberdade de quem discorda de nós, poder-se-ia dizer que democracia será, sempre e fundamentalmente, a eleição de quem pense diferente da gente. A reportagem incluiu-me de forma jocosa e gratuita numa categoria de "sáurios políticos", com "DNA preservado" e "salvos pelas urnas", por "defender idéias ultrapassadas" ou por "práticas políticas antiquadas". A reportagem não indica que idéias e práticas políticas seriam essas, em relação a mim. Certamente, todavia, não foram "idéias deslocadas no tempo", ou eu não teria votado pela flexibilização da CLT nem lutado pela renegociação da dívida rural, pelo disciplinamento da atividade bancária e pela vinculação de verbas à saúde, com reajuste anual.
Ronaldo Caiado
Deputado federal (PFL-GO)
Brasília, DF


CORREÇÕES: O nome da província japonesa onde fica a universidade em que se realizaram as pesquisas sobre a cúrcuma ("Os segredos do curry", Para usar, 23 de outubro) é Kumamoto. O texto da nota "Muito mais que H2O" (Para usar, 16 de outubro) foi elaborado com base em teste comparativo feito pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pro Teste.

 

O OPUS DEI NO MUNDO

Na entrevista com o padre John McCloskey (Amarelas, 16 de outubro), VEJA se referiu ao Opus Dei como uma "organização ultraconservadora ligada à Igreja Católica que atua de forma quase secreta". Alguns leitores rebateram a informação. "Em nenhum momento dos sete anos em que freqüento um centro de estudos dirigido pelo Opus Dei percebi quaisquer segredos ou atividades secretas. A forma de atuar do Opus Dei está longe disso", escreveu Pedro Piccoli, de Curitiba. Piccoli lembrou que no início deste mês a organização levou a Roma uma multidão para a cerimônia de canonização de São Josemaría Escrivá, fundador da ordem. O leitor Guilherme Lohmann Palhares, de Wellington, na Nova Zelândia, deu outra informação relevante: "As atividades do Opus Dei estão disponíveis na rede mundial de computadores, pelo endereço http://www.opusdei.org".

 

A IGREJINHA EM CAETÉ

Fábio Carneiro Corrêa, de Belo Horizonte, e outros oito leitores escreveram para lembrar que a igrejinha da Serra da Piedade – local onde o governador eleito em Minas Gerais, Aécio Neves, começou e terminou sua campanha eleitoral – fica no município mineiro de Caeté, a 54 quilômetros de Belo Horizonte, e não "na Caetés", como apareceu na legenda da foto publicada em destaque na reportagem "Aécio une Minas e mira o Planalto" (16 de outubro). "Como foi escrito, parece que a igrejinha fica na Rua Caetés, no centro de Belo Horizonte", ressaltou Corrêa.

 
Veja também
Da internet
www.caetenews.com.br
www.arquidiocese-bh.org.br



 
 
   
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