VEJA
Recomenda
DVD
Fotos divulgação
 |
 |
DVD
Life on Mars: viagem ao tempo da fita cassete
e dos interiores esfumaçados |
LIFE ON MARS PRIMEIRA TEMPORADA COMPLETA (Inglaterra, 2006. Log On)
Atormentado com a perseguição a um assassino
em série, o detetive Sam Tyler (John Simm) quase bate o carro numa via
expressa em Manchester, na Inglaterra. Ele sai do automóvel para respirar,
enquanto a canção Life on Mars, de David Bowie, é
executada em seu tocador de MP3 e, zás, é atropelado por
outro veículo. Quando desperta, Tyler não está mais em
2006: voltou 33 anos no calendário, até 1973. Não há
sombra da via expressa. Seu carro novo transmutou-se num velho Ford Cortina
e Life on Mars é tocada numa obsoleta fita cassete. Ao
chegar à delegacia onde trabalha, depara com pilhas de papéis
e muita fumaça de cigarro, no lugar dos laptops e do ambiente asséptico. E nenhuma mulher policial à vista, apenas marmanjos. A sequência
dessa viagem no tempo é vertiginosa, e resume o tema central da série
da rede inglesa BBC. Com roteiros inteligentes, pontuados pelo humor negro, Life on Mars coloca em perspectiva os costumes do presente e de um passado
nem tão distante. Tyler se horroriza com o chefe (Philip Glenister), que não hesita em socar suspeitos e plantar provas
para pegar bandidos. Seu tormento não advém só desse choque,
digamos, cultural: Tyler ouve vozes e vê indícios que lhe inculcam
a dúvida se viajou mesmo no tempo ou está só delirando
em coma.
KES (Inglaterra, 1969. Lume)
Filme de estreia de Ken Loach, um dos mais engajados diretores
em atividade, Kes tem lugar em uma cidade industrial do norte da Inglaterra,
em 1969 mas, tamanha é a indiferença à infância
exposta na história, que ela poderia se passar um século antes
e ter sido tirada de um dos tristíssimos romances de Charles Dickens.
Billy (David Bradley), um menino magro e sujinho de seus 12 ou 13 anos, mora
com a mãe, que não liga para ele, e o irmão abrutalhado.
Além disso, é ridicularizado pelos outros meninos e maltratado
pelos professores. Convencido de que o garoto não tem futuro, o diretor
de sua escola o pressiona a arrumar emprego e o que Billy mais teme na
vida é ter de descer às minas de carvão. Desolado, ele
quase por acaso encontra um foco para sua existência esquálida:
tira do ninho um pequeno gavião e passa a treiná-lo, segundo as
instruções que lê, com considerável dificuldade,
em um livro sobre falcoaria. Rodado em estilo naturalista, sem nenhum retoque
sentimental, este é um filme pessimista e de cortar o coração
mas belíssimo.
Televisão
 |
TELEVISÃO
Filhos do Carnaval: drama criminal |
FILHOS DO CARNAVAL (estreia no domingo 4,
na HBO, às 22h)
Uma das melhores produções do canal pago
HBO na América Latina, Filhos do Carnaval é uma espécie
de versão brasileira de A Família Soprano: um drama sobre
neuroses familiares em uma família de criminosos. Na primeira temporada,
exibida em 2006, a trama se centrava no esforço de um banqueiro do bicho,
Anésio Gebara (interpretado por Jece Valadão, que morreu no mesmo
ano), para apontar o sucessor entre três filhos, Cláudio (Enrique
Diaz), Brown (Rodrigo dos Santos) e Nilo (o rapper Thogun), frutos de casos fortuitos
do bicheiro. A segunda temporada começa com o enterro de Anésio. O ambicioso Cláudio, único herdeiro legítimo,
fica com o melhor negócio: o contrabando de placas eletrônicas para montagem de máquinas caça-níqueis. Mas traz os dois irmãos
para administrar outros braços da "empresa": o mulherengo Brown
assume a presidência da escola de samba, e o mais retraí-do Nilo
toca os decadentes pontos do jogo do bicho. Irmão do bandido morto, Comodoro
Gebara (Walmor Chagas) será o grande inimigo das ambições
de Cláudio. Dirigida por Cao Hamburger e escrita por Elena Soárez,
a nova temporada mantém a qualidade visual e a narrativa tensa da série.
Livro
AS AVENTURAS DE AUGIE MARCH, de Saul Bellow (tradução de Sonia Moreira; Companhia das Letras; 704 páginas; 67 reais)
"A espinha dorsal da literatura americana no século
XX está em dois romancistas: William Faulkner e Saul Bellow", disse
Philip Roth (como Bellow, um grande cronista das comunidades judaicas americanas).
E foi com As Aventuras de Augie March, seu terceiro livro, que Saul Bellow
(1915-2005) se consagrou. Lançado em 1953 (e só agora traduzido
no Brasil), o romance foi inteiramente escrito em Paris, onde Bellow viveu com
uma bolsa da Fundação Guggenheim. Trata-se de um painel ambicioso
da história americana na primeira metade do século XX, conduzido
pelo herói errante Augie March, que viveu a Grande Depressão nos
bairros pobres de Chicago e mais tarde exerceu todo tipo de função
sindicalista, corretor de imóveis, ladrão. Ao mesmo tempo
cínico e romântico, o personagem tornou-se o primeiro de uma galeria
de homens individualistas que seriam a marca maior de Bellow na literatura.
O próprio March define-se bem já na primeira frase do livro: "Sou
um americano".
Disco
 |
 |
DISCO
Alice in Chains: grunge com uma levada de autoajuda |
BLACK GIVES WAY TO BLUE, Alice in Chains (EMI)
"Ao lado do Nirvana, o Alice in Chains foi um dos expoentes
do grunge, o rock básico, barulhento e deprê que surgiu na cidade
americana de Seattle, nos anos 90. A banda passou por um longo recesso
catorze anos sem gravar um disco novo , e seu vocalista original, Layne
Staley, morreu de overdose de heroína, em 2002. Em 2005, porém,
os membros remanescentes o guitarrista Jerry Cantrell, o baterista Sean
Kinney e o baixista Mike Inez voltaram a tocar juntos, em um show para
levantar fundos para as vítimas do tsunami na Ásia. Daí
surgiu a ideia de um novo disco, para o qual foi convocado o cantor William
DuVall, cuja voz elástica lembra a de Staley. Black Gives Way to Blue (a escuridão cede lugar à tristeza, ou ao azul, na tradução
mais literal) é quase um disco de autoajuda: as onze músicas falam
muito em fé e perseverança, virtudes que teriam reerguido o grupo. A "sobrevivência" da banda é o tema central,
de acordo com Jerry Cantrell. A faixa-título, com participação
de Elton John ao piano, é uma homenagem a Layne Staley.
|

|
A|B#] A] posição
do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não consecutivas
Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense;
Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau:
Livrarias Catarinense; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel,
Saraiva, Siciliano; Campinas: Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande:
Leitura; Caxias do Sul: Siciliano; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Saraiva, Siciliano; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano;
Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia:
Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura;
João Pessoa: Siciliano; Joinville: Livrarias Curitiba; Juiz de Fora:
Leitura; Jundiaí: Siciliano; Londrina: Livrarias Porto; Maceió:
Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró: Siciliano; Natal: Siciliano;
Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Petrópolis: Nobel; Piracicaba:
Nobel; Porto Alegre: Fnac, Cultura, Livrarias Porto, Saraiva, Siciliano; Recife:
Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler, Siciliano; Rio Claro:
Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Siciliano, Travessa;
Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara dOeste: Nobel; Santo
André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos
Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente:
Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano;
Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva,
Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Submarino. |
|