Panorama
Radar

Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
Divergências de bilionários
Marcos
d'Paula/AE
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Divulgação
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Fricção
Eike
e Esteves: atuação em conjunto da dupla durou pouco |
O BTG Pactual,
de André Esteves, não está mais assessorando Eike Batista na tentativa que o homem mais rico do Brasil está empreendendo para comprar
a Vale. Eike diz a quem quiser ouvir que não gostou do modo de atuação
de Esteves na (até agora) frustrada tentativa de controlar a Vale. Esteves
bota panos quentes: "Do meu lado, não há stress algum".
Diz que pode estar fora dessa negociação, mas continua fazendo outras
para o grupo de Eike. |
Eleições 2010
Lula
pede licença
Pode ser, é claro, balão de ensaio, mas efetivamente
Lula tem dito privadamente a alguns de seus ministros que vai licenciar-se do
cargo por três meses para fazer a campanha de Dilma Rousseff como se fosse
a sua própria.
Câmara
Zero Hora/Ag. RBS
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Procurou,
achou
Paulo Roberto: sob investigação |
Carretel de denúncias
O
deputado Paulo Roberto (PTB-RS) começou a ser investigado pela Câmara
por suspeita de venda de passagens, mas pode acabar no Conselho de Ética
por outro motivo. Uma comissão de sindicância descobriu indícios
de que Paulo Roberto ficava com parte dos salários de dois de seus assessores.
Brasil
A bomba no FAT
A partir de outubro (e até o fim
do ano), o Tesouro começa a pingar um total de 2,8 bilhões de reais
para tapar o rombo no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). É a primeira
vez na história que o FAT (que banca o seguro-desemprego ao trabalhador)
fechará no vermelho. Ou melhor, não fechará, porque o governo
vai abrir o cofre. Mas o que é ruim vai ficar pior: em 2010, o buraco previsto
é de 7,8 bilhões de reais.
Governo
Vai ter reajuste?
Surgiu
um stress entre o governo e algumas das empreiteiras que tocam as obras do PAC.
Para ficar prontas no prazo, seria preciso fazer aditivos aos contratos
o que poderia implicar um reajuste de até 25% sobre o valor contratado.
Há ministros certos de que se trata de um movimento articulado com um objetivo
óbvio: se o governo não topar assinar os aditivos, a mãe
do PAC, Dilma Rousseff, entrará no ano eleitoral sem várias obras.
Economia
O dobro do Big Brother
Para marcar seus oitenta anos
de Brasil, a Unilever começa no próximo fim de semana uma megacampanha
que culminará em dezembro com a entrega do maior prêmio individual
já pago no Brasil num sorteio de TV: 2 milhões de reais.
Em
Portugal
Duda Mendonça está abrindo uma agência em Portugal
para atender à conta do Pingo Doce, uma das maiores redes de supermercado
de lá. Segue a trilha de Eduardo Fischer, que há três anos
abriu a Fischer Portugal e hoje atende a algumas das maiores contas do país.
Religião
A hora da sacolinha 1
Apesar de a Igreja
Católica ter quase o triplo de fiéis que as denominações
evangélicas, o dinheiro que recolhe de contribuições é
substancialmente menor. Esse dado aparece numa recém-concluída pesquisa
nacional, realizada pelo Instituto Análise, que investigou a relação
dos fiéis com suas igrejas. O resultado deixará a Igreja Católica
preocupada. Primeiro, porque, enquanto 60% dos católicos declaram que doam
algum dinheiro às suas paróquias, 78% dos evangélicos dizem
que contribuem para os seus templos.
Antonio Gaudério/Folha Imagem
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Com fé
Templo:
mão aberta para as doações |
A hora da sacolinha 2
Mais
importante do que isso, os evangélicos se dispõem a botar mais reais
na sacolinha. Aos números: a Igreja Católica arrecada em média
por mês cerca de 680 milhões de reais de seus fiéis, segundo
a pesquisa. As diversas denominações evangélicas somadas
recolhem 1,032 bilhão de reais a cada mês. Como se chega a esse total
se o número de católicos é quase o triplo do de evangélicos?
Simples, os evangélicos doam mais. Cada não pentecostal doa 36 reais
por mês. Um pentecostal doa 31 reais. Já os católicos contribuem
com 14 reais (os praticantes) e com 3 reais (os não praticantes).
Com Paulo
Celso Pereira |