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Açúcar,
a droga da vez Walter Willett, de Harvard: "Obesidade e diabetes serão o desafio de saúde pública do século XXI" |
Cumprimento VEJA por
abrir a discussão sobre o aumento do consumo de açúcar observado
ao longo dos anos em todo o mundo e trazer à tona os diversos malefícios
a ele relacionados potencialmente ("Açúcar é a droga
da vez?", 23 de setembro). Esse é um problema não
somente médico mas também social, político, econômico
e cultural. Infelizmente, o desafio é muito mais complexo, e o açúcar
é apenas um dos vilões atuais, entre os quais podemos citar
o sal, o sedentarismo, as gorduras etc.
Carlos Eduardo Barra Couri
Ph.D.,
endocrinologista da equipe de transplante de células-tronco da USP de Ribeirão
Preto
Ribeirão Preto, SP
Abusar do açúcar
engorda, adoece e mata, mas quantos se importam com isso? Movimentos indutores
da redução do consumo mudarão paradigmas, mas reverterão
comportamentos, quando cedo, em duas décadas. Somos lentos demais para
aprender; assim, é melhor começarmos logo.
Mara Narciso
Endocrinologista
Montes
Claros, MG
Tenho de concordar que o açúcar é
um grande vilão para o nosso organismo, pois só nos proporciona
calorias e aumento de peso. Mas tenho de ressaltar que todos os alimentos em
excesso causam obesidade ou sobrepeso, com exceção de hortaliças
cruas. O consumo moderado de qualquer alimento não leva a pessoa à
obesidade. Assim como tudo na vida, deve haver um equilíbrio.
Gisele
Maria Giovinazzo
Nutricionista
São José do Rio Preto, SP
Tenho
orientado as pessoas a diminuir os três vilões da saúde: açúcar,
sal e gordura trans. O açúcar está em primeiro
lugar, pois, além do diabetes, em excesso provoca resistência à
insulina, dislipidemias, hipertensão, hiperatividade, celulite, estrias,
cáries, ou seja, é um alimento prejudicial para todas as idades.
Maria de Fátima Nunes Duarte
Nutricionista clínico-esportivo-funcional
Natal,
RN
Primeiro surgiram os castos e os celibatários. Depois,
os abstêmios e os vegetarianos. Agora surgiram outros pregando contra o
consumo de açúcar. É, este mundo realmente está ficando
muito chato.
Tarcísio Manzan de Mello
Ribeirão Preto, SP
Muito
oportuna a reportagem sobre o açúcar. Como diabético há
mais de trinta anos, tenho plena consciência do grande mal que esse produto
pode trazer ao nosso organismo, e a reportagem retrata muito bem essa situação.
Érvio
Trípoli
Bauru, SP
VEJA convida seus leitores a fazer uma séria reflexão quanto
à indicação pelo presidente Lula do advogado Antonio Toffoli
para assumir a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Para que se concretize
essa indicação, o Senado Federal precisa, após arguição
pública que vise a apurar notável saber jurídico e conduta
ilibada, confirmar ou rejeitar a escolha presidencial. Cabe ao Senado Federal
abandonar a contumaz prática de servir apenas de cartório, manter
sua integridade constitucional e arguir com profundidade o candidato, bem como
analisar sua ficha corrida e, caso se constate a falta de pré-requisitos
para o cargo, ter a coragem de defender o país e sua mais alta corte ("Ministro
e réu", 23 de setembro).
Paulo César Barros Monteiro
Bauru,
SP
O presidente indica para a vaga do falecido Carlos Alberto
Direito o advogado Antonio Toffoli, sem mestrado, processado, com dupla reprovação
em concursos para juiz estadual e pífia produção acadêmica,
mas ligado visceralmente ao PT! Já que o presidente atropelou o sistema
de indicação, com seu apaniguado com tão pouca qualificação,
que o igualmente desqualificado Senado Federal cumpra, ao menos uma vez, com a
sua tarefa e rejeite a indicação do "doutor" Toffoli.
Emir
Nunes Moreira
Curitiba, PR
Finalmente
um político importante abre nova perspectiva na discussão sobre
as substâncias psicoativas ilícitas, em particular a maconha, quando
se posiciona favoravelmente à descriminalização do consumo
e considera a pessoa mais importante do que a droga (Amarelas, 23 de setembro).
Há muito os especialistas batem nessa tecla, sem a devida repercussão.
Parabéns, senhor Fernando Henrique, pela coragem e pela lucidez.
Professor
Antonio Nery Filho
Ph.D., coordenador-geral do Centro de Estudos e Terapia
do Abuso de Drogas (Cetad) da Universidade Federal da Bahia
Salvador, BA
Concordo
com FHC que o usuário de drogas é um doente e o traficante, um bandido.
Mas no Brasil não temos um sistema de saúde único básico
que funcione, que dirá para tratar usuários de álcool e drogas.
Para um político, é muito fácil afirmar que isso é
um problema médico e que ele não é especialista. Para quem
atende crianças, jovens e adultos que chegam todos os dias ao consultório,
vitimados pelas drogas, é um horror. O uso da maconha está associado
ao desenvolvimento de esquizofrenia, ao dano cerebral em usuários crônicos
e a muitos outros prejuízos, além de ser a porta de acesso a outras
drogas.
Márcio Candiani
Psiquiatra
Belo Horizonte, MG
Que
prazer nos dá um líder esclarecido, ponderado e experiente! Se,
além das drogas, nossas outras mazelas tivessem esse tipo de abordagem
e análise para a formulação de políticas públicas,
com certeza estaríamos mais bem atendidos e colhendo frutos mais positivos
na formação cultural e cívica de nossa gente.
Marcos M.
Schlemm
Curitiba, PR
Mais uma vez, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso nos traz palavras sábias, que poucos teriam a coragem
de dizer. Esperamos que a sociedade saiba entender e aprovar as medidas propostas.
Edson
Luiz Montemezzo
Francisco Beltrão, PR
Apesar da "biografia
extraordinária", Fernando Henrique Cardoso não foi feliz ao
escolher um assunto tão polêmico, "a descriminalização
da maconha", para voltar a ser notícia. O tiro deverá sair
pela culatra, porque, enquanto um é favorável à legalização
do uso da maconha, milhares são contrários a ela. O ex-presidente
deveria explorar mais sua intelectualidade para mostrar à juventude quantos
prejuízos a alienação política traz ao país,
e não dizer que "o acesso legal à droga reduz os danos que
a droga causa". Aos 78 anos de idade, FHC resolveu polemizar erguendo desnecessariamente
uma bandeira que já destruiu a vida de tantas famílias.
Mirna
Machado
Atibaia, SP
Não
será absurdo se Pimenta Neves ("Quase uma década de impunidade",
23 de setembro), amanhã ou depois, se animar a lançar um livro,
como fez Hosmani Ramos (que dia desses fugiu para a Islândia, de onde, preso,
mandou avisar que não voltaria ao Brasil). Esse cidadão matou uma
pessoa inocente a sangue-frio, com dois disparos, um dos quais de misericórdia,
na cabeça. Ele agiu com premeditação, fugiu do local, confessou
e internou-se em uma clínica para dar a impressão de que enlouquecera
de amor. Por duas vezes a Justiça confirmou sua autoria. Mas ele continua
livre. A jurisprudência entende que, até se exaurir o último
recurso da defesa, Pimenta não pode cumprir sua pena. O quadro se agrava
diante da demora em julgar esses recursos. Já se vão quase dez anos.
Por isso dói tanto na alma ler o depoimento do pai de Sandra, publicado
em VEJA. Como advogado, sugiro ao Conselho Nacional de Justiça que destaque
em seu site e mande distribuir para todos os magistrados, em cópia ampliada,
a íntegra desse depoimento. Seria muito apropriado.
Gustavo H.B.A. Freire
Recife,
PE
Onde está a lógica de "ninguém será
considerado culpado antes que todos os recursos sejam julgados"? Ele é
réu confesso. O que pode ser analisado pela Justiça são as
agravantes do crime.
Sebastião Machado
São Pedro, SP
Em relação
à reportagem "O legado de Aécio em concreto" (2 de setembro),
a prefeitura de Belo Horizonte esclarece que a região passa por um intenso
processo de requalificação desde agosto de 2003, quando tiveram
início o remanejamento dos camelôs da área central da cidade
e a implantação dos chamados shoppings populares. Em janeiro de
2004 entrou em vigor o Código de Posturas do Município, que proíbe
o comércio informal no logradouro público. Amparada pela legislação,
a administração municipal concluiu, em janeiro de 2006, a transferência
dos 2 371 camelôs da área central para os shoppings populares.
A iniciativa trouxe novos tempos para a região central de Belo Horizonte.
Também no início de 2004, a prefeitura implantou o Programa Centro
Vivo, que tem colocado em prática uma série de obras e ações
que visam à revitalização econômica, estrutural, cultural
e à segurança de toda a área central da cidade. Obras como
a requalificação das praças Sete de Setembro, Raul Soares
e Rui Barbosa, a reforma do Parque Municipal e da Praça da Estação,
a revitalização das ruas dos Caetés, Rio de Janeiro e do
entorno do Mercado Central, melhorias na iluminação pública,
a implementação do programa de despoluição visual
e a implantação do projeto Olho Vivo, entre várias outras
ações, resultaram em mais segurança, limpeza, cultura, trabalho
e, sobretudo, mais qualidade de vida na área central. A reocupação
do lugar por moradores também é uma realidade. A fiscalização
da Secretaria de Administração Regional Municipal Centro-Sul atua
diariamente, nos três turnos, para manter os passeios desocupados e as vias
públicas livres do comércio irregular. São 400 auxiliares
de fiscalização todos os dias na área central trabalhando
com esse objetivo. Da mesma forma atuam as equipes da Limpeza Urbana, que dia
e noite varrem as ruas e avenidas da área central.
Fernando Viana Cabral
Secretário
de Administração Regional Municipal Centro-Sul
Belo Horizonte,
MG
Reprodução![]() |
| Anos 60 Apelos a Jango pela estatização |
Correção: a foto que ilustrou a reportagem "O Brasil é a quinta potência"
(9 de setembro) é de uma manifestação pela estatização
das refinarias privadas de petróleo, realizada no início dos anos
60, e não da campanha O Petróleo É Nosso, do início
dos anos 50.