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Home  »  Revistas  »  Edição 2132 / 30 de setembro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Fernando Henrique Cardoso (Entrevista) – 47
José Antonio Dias Toffoli no STF – 46
Açúcar (capa) – 40
Caso Pimenta Neves – 30
Lya Luft – 24


Açúcar

"É imprescindível que todos nós tenhamos consciência da importância de uma alimentação saudável, longe dos excessos, pois ela está diretamente ligada à longevidade e à qualidade de vida."
Iolanda Souza Santos Manso Dias
Salvador, BA

Divulgação
Açúcar, a droga da vez
Walter Willett, de Harvard: "Obesidade e diabetes serão o desafio de saúde pública do século XXI"

 

Cumprimento VEJA por abrir a discussão sobre o aumento do consumo de açúcar observado ao longo dos anos em todo o mundo e trazer à tona os diversos malefícios a ele relacionados potencialmente ("Açúcar é a droga da vez?", 23 de setembro). Esse é um problema não somente médico mas também social, político, econômico e cultural. Infelizmente, o desafio é muito mais complexo, e o açúcar é apenas um dos vilões atuais, entre os quais podemos citar o sal, o sedentarismo, as gorduras etc.
Carlos Eduardo Barra Couri
Ph.D., endocrinologista da equipe de transplante de células-tronco da USP de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, SP

Abusar do açúcar engorda, adoece e mata, mas quantos se importam com isso? Movimentos indutores da redução do consumo mudarão paradigmas, mas reverterão comportamentos, quando cedo, em duas décadas. Somos lentos demais para aprender; assim, é melhor começarmos logo.
Mara Narciso
Endocrinologista
Montes Claros, MG

Tenho de concordar que o açúcar é um grande vilão para o nosso organismo, pois só nos proporciona calorias e aumento de peso. Mas tenho de ressaltar que todos os alimentos em excesso causam obesidade ou sobrepeso, com exceção de hortaliças cruas. O consumo moderado de qualquer alimento não leva a pessoa à obesidade. Assim como tudo na vida, deve haver um equilíbrio.
Gisele Maria Giovinazzo
Nutricionista
São José do Rio Preto, SP

Tenho orientado as pessoas a diminuir os três vilões da saúde: açúcar, sal e gordura trans. O açúcar está em primeiro lugar, pois, além do diabetes, em excesso provoca resistência à insulina, dislipidemias, hipertensão, hiperatividade, celulite, estrias, cáries, ou seja, é um alimento prejudicial para todas as idades.
Maria de Fátima Nunes Duarte
Nutricionista clínico-esportivo-funcional
Natal, RN

Primeiro surgiram os castos e os celibatários. Depois, os abstêmios e os vegetarianos. Agora surgiram outros pregando contra o consumo de açúcar. É, este mundo realmente está ficando muito chato.
Tarcísio Manzan de Mello
Ribeirão Preto, SP

Muito oportuna a reportagem sobre o açúcar. Como diabético há mais de trinta anos, tenho plena consciência do grande mal que esse produto pode trazer ao nosso organismo, e a reportagem retrata muito bem essa situação.
Érvio Trípoli
Bauru, SP

 

José Antonio Dias Toffoli

VEJA convida seus leitores a fazer uma séria reflexão quanto à indicação pelo presidente Lula do advogado Antonio Toffoli para assumir a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Para que se concretize essa indicação, o Senado Federal precisa, após arguição pública que vise a apurar notável saber jurídico e conduta ilibada, confirmar ou rejeitar a escolha presidencial. Cabe ao Senado Federal abandonar a contumaz prática de servir apenas de cartório, manter sua integridade constitucional e arguir com profundidade o candidato, bem como analisar sua ficha corrida e, caso se constate a falta de pré-requisitos para o cargo, ter a coragem de defender o país e sua mais alta corte ("Ministro e réu", 23 de setembro).
Paulo César Barros Monteiro
Bauru, SP

O presidente indica para a vaga do falecido Carlos Alberto Direito o advogado Antonio Toffoli, sem mestrado, processado, com dupla reprovação em concursos para juiz estadual e pífia produção acadêmica, mas ligado visceralmente ao PT! Já que o presidente atropelou o sistema de indicação, com seu apaniguado com tão pouca qualificação, que o igualmente desqualificado Senado Federal cumpra, ao menos uma vez, com a sua tarefa e rejeite a indicação do "doutor" Toffoli.
Emir Nunes Moreira
Curitiba, PR

 

Fernando Henrique Cardoso

Finalmente um político importante abre nova perspectiva na discussão sobre as substâncias psicoativas ilícitas, em particular a maconha, quando se posiciona favoravelmente à descriminalização do consumo e considera a pessoa mais importante do que a droga (Amarelas, 23 de setembro). Há muito os especialistas batem nessa tecla, sem a devida repercussão. Parabéns, senhor Fernando Henrique, pela coragem e pela lucidez.
Professor Antonio Nery Filho
Ph.D., coordenador-geral do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad) da Universidade Federal da Bahia
Salvador, BA

Concordo com FHC que o usuário de drogas é um doente e o traficante, um bandido. Mas no Brasil não temos um sistema de saúde único básico que funcione, que dirá para tratar usuários de álcool e drogas. Para um político, é muito fácil afirmar que isso é um problema médico e que ele não é especialista. Para quem atende crianças, jovens e adultos que chegam todos os dias ao consultório, vitimados pelas drogas, é um horror. O uso da maconha está associado ao desenvolvimento de esquizofrenia, ao dano cerebral em usuários crônicos e a muitos outros prejuízos, além de ser a porta de acesso a outras drogas.
Márcio Candiani
Psiquiatra
Belo Horizonte, MG

Que prazer nos dá um líder esclarecido, ponderado e experiente! Se, além das drogas, nossas outras mazelas tivessem esse tipo de abordagem e análise para a formulação de políticas públicas, com certeza estaríamos mais bem atendidos e colhendo frutos mais positivos na formação cultural e cívica de nossa gente.
Marcos M. Schlemm
Curitiba, PR

Mais uma vez, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos traz palavras sábias, que poucos teriam a coragem de dizer. Esperamos que a sociedade saiba entender e aprovar as medidas propostas.
Edson Luiz Montemezzo
Francisco Beltrão, PR

Apesar da "biografia extraordinária", Fernando Henrique Cardoso não foi feliz ao escolher um assunto tão polêmico, "a descriminalização da maconha", para voltar a ser notícia. O tiro deverá sair pela culatra, porque, enquanto um é favorável à legalização do uso da maconha, milhares são contrários a ela. O ex-presidente deveria explorar mais sua intelectualidade para mostrar à juventude quantos prejuízos a alienação política traz ao país, e não dizer que "o acesso legal à droga reduz os danos que a droga causa". Aos 78 anos de idade, FHC resolveu polemizar erguendo desnecessariamente uma bandeira que já destruiu a vida de tantas famílias.
Mirna Machado
Atibaia, SP

 

Caso Pimenta Neves

Não será absurdo se Pimenta Neves ("Quase uma década de impunidade", 23 de setembro), amanhã ou depois, se animar a lançar um livro, como fez Hosmani Ramos (que dia desses fugiu para a Islândia, de onde, preso, mandou avisar que não voltaria ao Brasil). Esse cidadão matou uma pessoa inocente a sangue-frio, com dois disparos, um dos quais de misericórdia, na cabeça. Ele agiu com premeditação, fugiu do local, confessou e internou-se em uma clínica para dar a impressão de que enlouquecera de amor. Por duas vezes a Justiça confirmou sua autoria. Mas ele continua livre. A jurisprudência entende que, até se exaurir o último recurso da defesa, Pimenta não pode cumprir sua pena. O quadro se agrava diante da demora em julgar esses recursos. Já se vão quase dez anos. Por isso dói tanto na alma ler o depoimento do pai de Sandra, publicado em VEJA. Como advogado, sugiro ao Conselho Nacional de Justiça que destaque em seu site e mande distribuir para todos os magistrados, em cópia ampliada, a íntegra desse depoimento. Seria muito apropriado.
Gustavo H.B.A. Freire
Recife, PE

Onde está a lógica de "ninguém será considerado culpado antes que todos os recursos sejam julgados"? Ele é réu confesso. O que pode ser analisado pela Justiça são as agravantes do crime.
Sebastião Machado
São Pedro, SP

 

Belo Horizonte

Em relação à reportagem "O legado de Aécio em concreto" (2 de setembro), a prefeitura de Belo Horizonte esclarece que a região passa por um intenso processo de requalificação desde agosto de 2003, quando tiveram início o remanejamento dos camelôs da área central da cidade e a implantação dos chamados shoppings populares. Em janeiro de 2004 entrou em vigor o Código de Posturas do Município, que proíbe o comércio informal no logradouro público. Amparada pela legislação, a administração municipal concluiu, em janeiro de 2006, a transferência dos 2 371 camelôs da área central para os shoppings populares. A iniciativa trouxe novos tempos para a região central de Belo Horizonte. Também no início de 2004, a prefeitura implantou o Programa Centro Vivo, que tem colocado em prática uma série de obras e ações que visam à revitalização econômica, estrutural, cultural e à segurança de toda a área central da cidade. Obras como a requalificação das praças Sete de Setembro, Raul Soares e Rui Barbosa, a reforma do Parque Municipal e da Praça da Estação, a revitalização das ruas dos Caetés, Rio de Janeiro e do entorno do Mercado Central, melhorias na iluminação pública, a implementação do programa de despoluição visual e a implantação do projeto Olho Vivo, entre várias outras ações, resultaram em mais segurança, limpeza, cultura, trabalho e, sobretudo, mais qualidade de vida na área central. A reocupação do lugar por moradores também é uma realidade. A fiscalização da Secretaria de Administração Regional Municipal Centro-Sul atua diariamente, nos três turnos, para manter os passeios desocupados e as vias públicas livres do comércio irregular. São 400 auxiliares de fiscalização todos os dias na área central trabalhando com esse objetivo. Da mesma forma atuam as equipes da Limpeza Urbana, que dia e noite varrem as ruas e avenidas da área central.
Fernando Viana Cabral
Secretário de Administração Regional Municipal Centro-Sul
Belo Horizonte, MG

Reprodução
Anos 60
Apelos a Jango pela estatização


Correção:
a foto que ilustrou a reportagem "O Brasil é a quinta potência" (9 de setembro) é de uma manifestação pela estatização das refinarias privadas de petróleo, realizada no início dos anos 60, e não da campanha O Petróleo É Nosso, do início dos anos 50.

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