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O bispo sai da imprensa escrita
A Igreja Universal concentrará seus investimentos em TV, rádio e internet e venderá seus veículos impressos. Seus dois títulos de circulação comercial, o mineiro Hoje em Dia e o gaúcho Correio do Povo, foram oferecidos ao empresário Vittorio Medioli, dono dos jornais O Tempo e Super Notícia, ambos de Belo Horizonte. Os executivos de Medioli confirmam as conversas, mas dizem que a compra não ocorreu. Já o dono da Igreja Universal, Edir Macedo, jurou a seus assistentes mais fiéis que o negócio está fechado.
À procura de um sócio
O Vox Populi é o único dos dez maiores institutos de pesquisa do país que não tem sócios estrangeiros. Na verdade, não tem sequer um sócio nacional. Agora, quer mudar isso. Desde o fim do ano, o dono da empresa, Marcos Coimbra, procura um parceiro para sua instituição. Já conversou com a África, do publicitário Nizan Guanaes, e com a MCI, do cientista político Antônio Lavareda. Outras grandes agências de publicidade estão interessadas no instituto.
Roseana é candidata
Fiel aliado do presidente do Senado, José Sarney, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, tem garantido a seus interlocutores que disputará o governo do Maranhão. O clã Sarney tem outro plano. Sabe que Lobão se movimenta e procura apoios, mas não pretende lhe dar a legenda do PMDB. Ao contrário do que o ministro imagina, a governadora Roseana Sarney vai disputar a reeleição, mesmo amargando maus índices de popularidade. A decisão foi tomada em uma reunião de família realizada há dez dias.
Dá para gastar menos
O caso a seguir prova como o governo negocia mal seus contratos. A estatal Eletronuclear fechou um deles com a Andrade Gutierrez, de Sérgio Andrade, pelo qual pagaria 1,3 bilhão de reais pela construção da usina de Angra 3. Em julho passado, o Tribunal de Contas da União determinou que a Eletronuclear refizesse o contrato. Monitorado pelo ministro José Jorge, do TCU, o novo acerto foi fechado na semana passada. Por ele, Angra 3 sairá 120 milhões de reais mais barata para os contribuintes.
Eles querem ser Toffoli
Já há três candidatos para a vaga que o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, deixará quando assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Justiça, Tarso Genro, tentam emplacar o procurador da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, que mantinha uma ruidosa disputa por espaço com Toffoli. Também são cogitados para o posto o paulista Sérgio Renault, que foi secretário de Reforma do Judiciário e subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, e Luís Roberto Barroso, que defende o assassino e terrorista italiano Cesare Battisti.
Com reportagem de José Edward |