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VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
 | | Os
três pequenos intrépidos de A Casa Monstro: uma mansão
viva, e muito brava |
A Casa
Monstro (Monster House, Estados Unidos, 2006. Estréia nesta sexta-feira
no país) Nada como um cineasta capaz de aprender com seus erros.
Depois dos resultados discutíveis obtidos com as técnicas de animação
utilizadas em O Expresso Polar, o produtor Robert Zemeckis depurou a forma
e aplicou-a com ótimo efeito nesse desenho, sobre três crianças
que decidem enfrentar uma casa que parece estar viva e muito brava. Original
e capaz de provocar alguns arrepios bem genuínos (é o caso de pensar
se os muito pequenos vão se divertir ou se apavorar), o filme dirigido
pelo estreante Gil Kenan conta com excelentes talentos vocais, fornecidos por
atores como Steve Buscemi, Kathleen Turner e Maggie Gyllenhaal. Ou seja, se puder,
veja em inglês. Veja
cenas.
DVD
Divulgação
 | | Imagem:
pai vaidoso, filha triste |
Questão
de Imagem (Comme une Image, França/Itália, 2004. Europa)
Diretora do ótimo O Gosto dos Outros, a francesa Agnès
Jaoui se sai aqui com um filme ainda mais contundente. A jovem Lolita (Marilou
Berry) vive para impressionar seu pai, Étienne, um escritor de grande prestígio
(papel de Jean-Pierre Bacri, marido da diretora e co-roteirista). Em vão:
ele acha a filha gorda e desenxabida, e se compraz em ferir seus sentimentos
por exemplo, dizendo que nunca amou a mãe dela, ou saindo no meio da apresentação
em que Lolita tenta se lançar como cantora lírica. Como Étienne,
todos os outros personagens estão de alguma forma presos às suas
percepções mais frívolas e superficiais. E não é
por outra razão, sugere Agnès, que eles fazem de sua vida pessoal
uma fonte de tanta frustração e descontentamento.
LIVROS
Hulton
Archive/Getty Images
 |  | | London:
as tramóias do boxe | |
Por
um Bife e outras Histórias de Boxeadores, de Jack London (tradução
de Jorge Ritter; Artes e Ofícios; 224 páginas; 32 reais)
O americano Jack London pseudônimo literário de John Griffith
Chaney (1876-1916) é conhecido como um escritor aventureiro, o viajante
que transformou regiões rústicas como o Alasca em cenário
de excelentes obras. Pois ele era também um boxeador diletante. Em suas
viagens, levava sempre as luvas, para desafiar para alguns rounds quem encontrasse
pelo caminho. Essa coletânea reúne cinco contos que London escreveu
sobre o esporte. São narrativas vigorosas, que revelam as tramóias
e a crueldade do mundo do boxe. Consta até que Gene Tunney, campeão
dos pesos pesados no fim dos anos 1920, decidiu se aposentar depois de ler o conto
O Jogo. Joel
Saget/AP
 |  | | Houellebecq:
França tratada a pauladas | |
A
Possibilidade de uma Ilha, de Michel Houellebecq (tradução
de André Telles; Record; 480 páginas; 49,90 reais) Quando
lançou Partículas Elementares, em 1998, Houellebecq deu uma
boa sacudida na literatura francesa. E é irônico que ele hoje sustente
praticamente sozinho a glória das letras francesas. A França, seus
orgulhos e ilusões são desmontados a pauladas em seus livros. Aliás,
não só a França, mas a humanidade em geral: Houellebecq é
um cético furioso. Com mais de 300.000 exemplares vendidos em seu país
de origem, A Possibilidade de uma Ilha narra a história de Daniel,
um humorista amargurado que adere a uma seita que preconiza a clonagem como meio
de chegar à vida eterna. A existência medíocre do Daniel "original"
é comentada, com desencanto, por seus clones, em um futuro pós-nuclear.
Leia
trecho. Napoleon
Sarony/Time & Life Pictures/Getty Images
 |  | | Wilde:
para encantar as crianças | |
O
Amigo Fiel, de Oscar Wilde (adaptação de Gonzalo Cárcamo;
Berlendis & Vertecchia; 48 páginas; 35 reais) Mais conhecido
por peças em que retratava ironicamente a sociedade vitoriana e pelo romance
O Retrato de Dorian Gray, o irlandês Oscar Wilde (1854-1900) era
também um grande autor de histórias para crianças. O Amigo
Fiel é uma fábula sobre as diferentes e complicadas exigências
de lealdade que esse laço impõe a dois amigos. A presente edição
traz belas ilustrações coloridas de Cárcamo, autor também
da adaptação. O desenhista modificou os personagens animais, recorrendo
a bichos da fauna brasileira o pintarroxo que conta a história no
conto de Wilde se transforma em um curió nessa versão. Leia
trecho. CDs Mario
Rodrigues
 |  | | Santtana:
a nata do pop brasileiro contemporâneo | |
3
Sessions in a Greenhouse, Lucas Santtana & Seleção Natural
(Diginóis) O cantor, compositor e guitarrista Lucas Santtana é
um dos artistas mais criativos do pop brasileiro atual. Ele tem ligações
estreitas com o tropicalismo: seu pai, Roberto Sant'Ana, produziu discos de artistas
do movimento e seu tio é o compositor Tom Zé. Mas Lucas nunca se
prendeu a um estilo musical. Seus dois discos anteriores tinham samba, namoros
com o funk e música eletrônica. 3 Sessions in a Greenhouse foi
gravado em três tacadas. As reuniões foram suficientes para Lucas
e a banda Seleção Natural criarem um punhado de canções
sólidas, que casam cavaquinho, dub (um reggae psicodélico) e um
naipe de metais que incendeia qualquer pista de dança. Algumas faixas do
disco podem ser baixadas de graça pelo site www.diginois.com.br.
Divulgação
 |  | | Art
Brut: inteligência e humor | |
Bang
Bang Rock & Roll, Art Brut (EMI) A exemplo dos conterrâneos
do Bloc Party e dos escoceses do Franz Ferdinand, o quinteto inglês Art
Brut é obcecado pela sonoridade das bandas da década de 80. Sua
principal influência é o Gang of Four, que misturou a crueza do punk
com letras mais literárias. O lado cabeça da banda desponta no nome:
"arte bruta" era o rótulo do pintor francês Jean Dubuffet para os
trabalhos artísticos criados por pessoas que viviam à margem da
sociedade, como os doentes mentais. Mas o Art Brut é bem-humorado. Os vocais
desleixados de Eddie Argos dão um colorido especial a canções
como a irônica Formed a Band, sobre uma banda que resolveria os conflitos
do Oriente Médio, e Emily Kane, que celebra um primeiro amor inesquecível.
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