|
|
Cartas
 |
"Que o eleitor abra bem os olhos nestas
eleições, pois as aparências enganam!"
Bauer Sancler
Brasília, DF |
Partido do Botox
Políticos que são
exibidos como mercadorias e vendidos pela aparência, e não
pela essência, deveriam ser submetidos ao Código de
Defesa do Consumidor como propaganda enganosa. O consumidor-eleitor,
nesse caso, teria o direito de exigir a substituição
do produto ou a reparação dos vícios de origem
a qualquer tempo durante seu mandato ("No partido do Botox cabe
todo mundo", 23 de agosto).
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Com certeza, nosso país
estaria muito melhor se os políticos, em vez de Botox, tivessem
vergonha na cara.
Adson Marchiori da Silva
Itanhaém, SP
O Botox faz bonito com a aparência
dos candidatos. Pena que a mudança é apenas exterior.
O interior continua envelhecido e cheirando a podre.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP
Bom seria se existisse Botox
para corrigir as falhas na política. Desvio de verbas, compras
ilegais, favorecimento em licitações, caixa dois são
exemplos da grande sujeira no governo brasileiro. Tentaram, a todo
custo, maquiar essas ações, aplicar doses de idéias
fúteis, que acabaram por durar um período longo. Mas,
assim como no caso do Botox, o efeito acaba.
Daniel Merege
Cerquilho, SP
Lula deve ter dividido sua dose
de Botox com os brasileiros. O Botox congelou as rugas do presidente
e a capacidade da população de se indignar. Como ela
pode assistir inerte a esse espetáculo de corrupção
e despreparo e ainda pedir bis?
Heliene Andrade
Stanford, Califórnia, EUA
Enquanto nossos políticos
botocam o rostinho, um homem passa mais de dez horas fazendo peregrinação
pelos hospitais do Rio de Janeiro na tentativa de reimplantar o
dedo polegar perdido num acidente. No fim, recebe apenas um curativo
e a explicação de que não se podia fazer mais
nada.
Carlos Henrique Seabra
Rio de Janeiro, RJ
A atitude do presidente Lula de
usar Botox é digna de apreciação porque mostra
sua auto-estima ao melhorar a aparência. Ele deveria aproveitar
a oportunidade e usar Botox em sua administração,
em seu partido (PT), em seu ministério e em parte do Congresso,
para melhorar também a aparência de conduta perante
o eleitorado das próximas eleições.
Francisco Thomé
Crato, CE
Assim como o presidente Lula,
eu também faria uma recauchutagem se não tivesse de
pagar a conta. Agora, para completar, só falta mesmo ele
passar óleo de peroba na cara, depois de mentir tanto no
horário político e dissimular de modo geral.
Maria Edina M. Baima
São Luís, MA
Prefiro um político de
aparência mais velha, sem Botox, e honesto atuando em Brasília
a um de aparência mais jovem, com Botox, só que corrupto.
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO
Não adianta Lula puxar,
esticar e se sentir rejuvenescido. O principal nele, que necessitaria
de mudança, o "miolo" (para usar a linguagem apropriada),
nesta quadra da vida, não há Botox que dê jeito.
Para a educação não existe solução
que não seja muito estudo, e desde criança, mesmo
para quem, como ele, nasceu de "mãe analfabeta".
Antonio Carlos de Abreu
Cuiabá, MT
Chego à conclusão
de que o interesse real de quem está no poder não
é o de realizar as transformações sociais que
prometeu durante toda a vida, mas, sim, o de transformar sua aparência
pessoal, por vaidade e para demonstrar ser o que não é.
Pobre de um país que tem pessoa tão incoerente em
sua direção.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR
Para boa parte dos candidatos,
um tratamento intensivo à base de óleo de peroba certamente
seria muito mais eficiente que as aplicações de Botox.
Tasso Rossi
Porto Velho, RO
Sanguessugas e mensaleiros
Não sou eleitor, ainda
tenho 15 anos, mas, graças à reportagem "E não
é que eles insistem?" (23 de agosto), sei exatamente em quem
não votar quando chegar minha hora. Tal matéria me
deixou com um misto de ansiedade e desgosto. A lista de políticos
envolvidos em corrupção é muito grande e, como
se não bastasse, na mesma revista eles figuram mostrando
sua aplicação de Botox. É muita cara-lisa!
Arthur Branco Costa
Taboão da Serra, SP
VEJA presta relevante serviço
à democracia ao divulgar as fotos e o "currículo",
no melhor estilo do Velho Oeste, dos caras-de-pau da política
brasileira, que esnobam a impunidade e exploram a amnésia
do povo.
Belmiro Deusdete
Alagoinhas, BA
Ainda bem que existem reportagens
esclarecedoras como essa de VEJA, pois diminui a possibilidade de
essas saúvas do Erário terem chance de se reeleger.
Esses parlamentares insistem porque subestimam o eleitor, mas nossa
memória já não está tão curta
como eles pensam, sobretudo quando temos um órgão
de imprensa primoroso e disposto a prestar um eminente serviço
à democracia, relembrando a conduta de cada um durante o
mandato.
João Gomes Bandeira
Campo Grande, MS
Acredito que o problema maior
não seja eles se candidatarem, mas, sim, serem eleitos para
novo mandato! Se a Justiça falha do nosso país não
os proíbe de concorrer, devemos dar nossa resposta por meio
do voto!
Ronald Monteiro
Curitiba, PR
Carta ao leitor
Na Carta ao leitor ("O efeito
limpante do voto", 23 de agosto) e na reportagem "E não é
que eles insistem?", somos alertados da possibilidade, por meio
do voto, de punir os maus políticos nas próximas eleições.
Vemos vários meios de comunicação ressaltando
a importância do voto como a melhor forma de fazer isso e,
assim, melhorar o país. No entanto, o que eu esperava da
imprensa era uma discussão mais séria e crítica
sobre as instituições democráticas deste país,
que não podem e/ou não querem punir os maus políticos.
Essa função não é do povo. Será
que não existe gente séria no Executivo, no Legislativo
e no Judiciário?
Diogo R.B. Ducatti
Curitiba, PR
O presidente do TSE sentencia:
"Quem não obedece à lei não merece respeito
e muito menos o seu voto". Não é muito pouco? Não
mereceria também a cadeia?
Sérgio Garcia
Ubatuba, SP
Veja essa
Educativa a frase do presidente
do TSE, Marco Aurélio Mello: "A sociedade não é
vítima, mas autora. Somos responsáveis pelos políticos
em geral, pelos homens públicos que aí estão"
(Veja essa, 23 de agosto). É de perguntar ao senhor presidente
do TSE duas coisas: 1) Pelo esquema político atual, qual
a segurança que o eleitor tem de não votar em corrupto,
mesmo que o candidato seja principiante e desconhecido?; 2) Em quem
o senhor presidente do TSE votaria?
Geraldo de Almeida Filho
Pedra Azul, MG
Urna eletrônica
A respeito da reportagem "Por
que mudar?" (23 de agosto), gostaria de cumprimentar VEJA pela iniciativa
de trazer ao público um assunto tão importante. Sou
universitária da cidade do Recife e me preocupo com a forma
como é conduzido o processo eleitoral. É fundamental
que se discuta a questão do sigilo das urnas por se tratar
de um ponto importantíssimo para a democracia. A revista
está de parabéns por abordar o tema. A jornalista
autora do texto também merece congratulações
por conduzir a matéria de forma clara e objetiva.
Oriana Camila F. da Silva
Recife, PE
Luiz Antônio Vedoin
Surpreendido com a citação
de meu nome em reportagem da revista VEJA ("O corruptor", 23 de
agosto), faço os seguintes esclarecimentos: 1) Como ministro
das Comunicações, nunca recebi o senhor José
Airton Cirilo para tratar da liberação de recursos
federais de nenhuma origem. Ele esteve em meu gabinete para se informar
sobre pendências de uma rádio comunitária no
ministério, cujo responsável, um parente seu, havia
morrido. Se o assunto relacionado à liberação
de recursos para aquisição de ônibus foi levado
ao ministério, ele que aponte o nome de quem o recebeu ou
agiu junto a órgãos federais; 2) Não conheço
o autor da entrevista ou das supostas denúncias que vêm
sendo publicadas pelos órgãos de comunicação.
Se ele ouviu qualquer referência a meu nome sobre o assunto
citado na reportagem, ela é mentirosa ou ele comprou ficção.
Enquanto estive no Ministério das Comunicações
realizei apenas quatro convênios relacionados ao programa
de inclusão digital. Os recursos não têm como
origem emendas parlamentares nem relação alguma com
o senhor José Airton Cirilo; 3) Assombra-me o fato de um
veículo como VEJA divulgar uma informação dessa
natureza, com texto e imagem a meu respeito, sem ao menos me ouvir
sobre um assunto tão sério. Se VEJA tivesse me procurado,
em respeito à população e aos seus leitores,
faria com prazer os esclarecimentos que fossem necessários,
porque esse é também o papel de quem exerce atividade
pública. Tenho uma vida limpa e desafio quem quer que seja
a apontar qualquer fato que levante dúvidas sobre minha conduta
como homem público.
Deputado Eunício Oliveira
Brasília, DF
Sempre ouvi dizer que só
conseguiríamos acabar com a corrupção neste
país quando provas convincentes fossem apresentadas, já
que ninguém corrupto ou corruptor se dispunha
a falar. Não sei que provas o senhor Luiz Antônio Vedoin
apresenta, mas o que ele declara seria suficiente para num
país sério, evidentemente colocar nas grades
todos esses "distintos" deputados e senadores. Infelizmente estamos
descobrindo que, mesmo com a confissão do corruptor, mais
uma vez o Congresso tenta vigorosamente inocentar seus membros.
Rogério Luis Battistini
Curitiba, PR
Márcio Thomaz Bastos
É na pessoa do senhor
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos (Amarelas,
23 de agosto), que vejo como a política transforma as pessoas.
Com a frase "nem sei como consegui viver tanto sem sê-lo",
ele mostra claramente que os holofotes e os microfones que o acompanham
no cargo de ministro da Justiça conseguiram transformar a
sua imagem, que era de uma pessoa que possuía total credibilidade
até estar na política. Não me surpreenderá
se ele aceitar ficar mais quatro anos nesse cargo, caso Lula seja
reeleito. Política é um vício como outro qualquer.
Rodrigo Bulla
Joinville, SC
Tenho o maior respeito pelo senhor
ministro da Justiça, que, sem dúvida, é um
dos melhores juristas do país, mas dizer que o governo Lula
é, disparado, aquele que melhor enfrentou a corrupção
chega a ser abusar da paciência do cidadão. Ora, e
não foi o próprio Lula quem declarou, em entrevista
na França, que caixa dois era prática normal na política
e todo mundo a adotava? E não foi por causa do tal do mensalão
que caiu em desgraça o monolítico ministro José
Dirceu? E não foi o não menos plenipotenciário
ministro da Fazenda Antônio Palocci quem mandou devassar a
vida bancária do caseiro que conhecia seu outro lado? E não
foi o PT que sempre disse à nação que era diferente
de todos os outros partidos e depois não era? E Waldomiro
Diniz saiu de onde, afinal, senão da ante-sala do Palácio
do Planalto? Como diria o saudoso Bussunda: "Ih, ó o cara,
fala sério aí..."
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
Muito pertinente a citação
de Montesquieu pelo ministro Márcio Thomaz Bastos, tendo
em vista o momento político vivido. No entanto, e em razão
de sua recente declaração de que estava com medo das
ações do crime organizado em São Paulo, vale
a pena lembrar o que disse Cervantes: "Quem perde a fortuna perde
muito. Mas quem perde a coragem perde tudo".
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE
O senhor Márcio Thomaz
Bastos, ao citar um amigo que faz tradução livre de
pensamento de Montesquieu, generaliza ao pensar que a pessoa não
se detém por ser honesta, mas por ter medo. Não concordo!
Pode ser o caso dele. Quanto a mim, sou honesto por convicção,
convicção essa consolidada pela formação
ética e moral recebida de meus pais.
José Cassiano dos Santos
Presidente Venceslau, SP
As respostas do ministro Márcio
Thomaz Bastos na entrevista das páginas amarelas foram de
uma falsidade e cinismo capazes de fazer corar até o Maníaco
do Parque.
Carlos Antonio Cardoso
Vitória, ES
O senhor ministro deve saber
que o "contador de história" pode ser enquadrado no artigo
171 do Código Penal ou, no mínimo, ser chamado de
Pinóquio.
Paulo Ferreira da Silva
Cruzeiro, SP
Francenildo Costa
Estou com a boca amargando. Acabo
de ler a entrevista de Francenildo Costa dada a VEJA (Auto-retrato,
23 de agosto). Oxalá os eleitores de Palocci e seus asseclas
também a leiam antes das eleições.
Wagner Gomes Pereira
Mineiros, GO
Estou indignado com o que está
acontecendo com o caseiro Francenildo Costa, que representa em parte
o povo brasileiro. Quem deveria permanecer desempregado e banido
da política brasileira é o senhor Palocci, mas, ao
contrário, quem fala a verdade é que está sendo
impedido de ter uma vida digna, um emprego.
Américo Dias Neto
Cruzeiro, DF
O auto-retrato de Francenildo
Costa nos revela a crise ética que o Brasil enfrenta. A verdade
foi comprada por "bolsas família", vale-gás e outros
programas ditos sociais. O caseiro nos revela também que
é preciso cuidado para enfrentar os "poderosos éticos
do PT" quando o assunto é corrupção. Triste
realidade a do nosso país, que afugenta aqueles que falam
a verdade e reelege os mentirosos.
Ana Virgínia Coni da Silva
Salvador, BA
A entrevista com o caseiro Francenildo
a VEJA foi chocante, estarrecedora e motivadora de um despertar
brutal de indignação. É melhor nos corrompermos
todos?
Osvaldo Ferreira
Parintins, AM
Francenildo Costa teve a coragem
de contar o que sabia sobre os poderosos e agora corre o risco de
nunca mais encontrar emprego. Palocci está querendo se eleger
e provavelmente conseguirá. Ficará mais rico e mais
poderoso. É fácil entender a amargura do senhor Francenildo
numa situação como essa. Será que tem alguém
no Brasil que vai dar serviço ao senhor Francenildo para
que ele não se torne um miserável? A amargura enche
também o coração de todos aqueles que têm
a esperança de que a justiça seja feita mas sempre
vêem que nada muda.
Elettra Greene
Ribeirão Preto, SP
Previdência
Déficit é o saldo
negativo entre a receita e a despesa num orçamento. E isso
é representado por números, e não por palavras.
Fui auditor da Previdência e constatei que o sistema previdenciário
sempre seria superavitário se: 1) Todos os empregados pagassem
sua parcela de contribuição. E pagam, porque é
descontada automaticamente da folha de pagamento; 2) Se todos os
empregadores repassassem o que recolhem dos empregados à
Previdência, e recolhessem a parte que lhes cabe; 3) Se o
governo recolhesse sua parte. Como os empregadores nem sempre fazem
sua parte, e o governo, nunca, além de desviar os recursos
dos aposentados para destino espúrio, juntando-se a isso
as fraudes de todo tipo contra o sistema, tudo o que se fala sobre
a bancarrota da Previdência é conversa fiada para deixar
os velhinhos deste país angustiados e ver se morrem logo
para salvar o sistema ("O dilema do ovo e da galinha", 23 de agosto).
Manoel Ambrósio de Oliveira
Uberlândia, MG
Não há necessidade
de fazer reforma na Previdência para zerar seu déficit.
Existe, sim, a necessidade de uma reforma moral e de caráter.
Diminuir a sonegação, a corrupção (os
sanguessugas, os mensaleiros, as aposentadorias ilegais) e aumentar
o tempo necessário para que um parlamentar possa se aposentar
são reformas que fariam sobrar dinheiro para pagar não
só o rombo que dizem existir como também as aposentadorias
legais do presente e do futuro.
Wildson Amaral de Souza
Natal, RN
Cuba
As cinco vezes em que estive
em Cuba me deram a dimensão de quão grave é
a recuperação dos bens desapropriados pelo regime
de Fidel Castro, caso ocorra a tão ansiada transição
democrática. São questões como essa que extrapolam
o valor financeiro e econômico das propriedades. Há
sérios problemas de habitação, a começar
pela total impossibilidade de privacidade. Todos sabem tudo sobre
todos. Isso porque os imensos casarões de outrora são
habitados por muitas famílias sem nenhuma adaptação.
Com freqüência, três ou quatro famílias
convivem num mesmo andar e às vezes compartilham um único
banheiro. A princípio, logo após a revolução,
o Consejo Superior de la Reforma Urbana se encarregou da distribuição
das famílias nas novas moradias, abrigando, inclusive, um
número elevado de camponeses que se instalaram em Havana,
incentivados pelo governo tão-somente para fortalecer a ideologia,
esvaziando o campo e dando um golpe duro na agropecuária.
Agora, é o Instituto de la Vivienda. Mas, se você perguntar
a dez cubanos sobre os procedimentos que norteiam essa distribuição,
obterá dez respostas distintas ("Materialismo dialético",
23 de agosto)!
Maria das Graças Targino
Professora universitária e doutora em ciência da informação
Teresina, PI
Pepsi
Com relação à
nota "Uma mulher no comando da Pepsi" (23 de agosto), esclarecemos
que a Pizza Hut não pertence mais à PepsiCo há
alguns anos. Além de Pepsi e Gatorade, mencionadas pela revista,
o grupo atualmente detém nos Estados Unidos marcas como Fritolay,
Tropicana, Aquafina e Quaker e, no Brasil, Toddy, Toddynho, Coqueiro,
Quaker e Elma Chips.
José Talarico
Vice-presidente jurídico e de relações governamentais
do grupo PepsiCo
São Paulo, SP
Mães e filhas
Sou professora de língua
portuguesa na escola Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá (MT).
Minhas alunas de 8ª série leram o livro Espelho,
Espelho Meu, de Fanny Abramovich, que trata dessa relação
delicada entre mãe e filha. Fiquei muito feliz ao receber
minha VEJA no domingo e ser presenteada com essa reportagem maravilhosa
("Uma relação tão delicada", 23 de agosto).
Até parece que vocês descobriram que estávamos
abordando esse assunto e resolveram enriquecer nosso trabalho publicando
matéria tão interessante e esclarecedora. Todas as
alunas (inclusive a mãe delas) estão lendo-a para
depois complementarmos nosso trabalho. Parabéns, VEJA. Como
sempre, primando pela qualidade e pela atualidade de seus conteúdos.
Cada vez mais me sinto satisfeita em ser sua assinante.
Nadir de Fátima Borges Bittencourt
Cuiabá, MT
Achei muito boa a matéria
sobre o relacionamento entre mãe e filha, ainda mais por
esse assunto ser muito pouco estudado no Brasil. Sei bem do que
estou falando, pois defendi em março deste ano a dissertação
"Relatos de mães, relatos de filhas: o relacionamento na
vida adulta", pela Universidade Federal do Espírito Santo
(Ufes), e não encontrei nenhuma bibliografia nacional quando
estava pesquisando. Ao entrevistar vinte díades (dez mães
e dez filhas adultas, sendo metade do número de filhas casada
e metade, solteira), concluí que a estimulação
cultural dos laços familiares ajuda na minimização
dos problemas, pois ambas desejam primordialmente manter o relacionamento
entre elas. Embora se perceba que a relação é
mais próxima agora do que no passado, essa intimidade é
permeada de segredos, e o sexo, principalmente, ainda não
faz parte do diálogo entre elas. Além disso, as filhas,
ao mesmo tempo em que buscam se diferenciar da mãe, desejam
a proximidade, valorizam a opinião materna, sentem sempre
que estão fazendo menos do que deveriam, são mais
críticas e evitam preocupar a mãe. Já as mães
sentem orgulho em perceber que as filhas se parecem com elas ou
realizaram coisas que não lhes foi possível realizar.
Espero ver mais matérias desse tipo na revista, mas valorizem
mais as pesquisas nacionais.
Kirlla Cristhine Almeida Dornelas
Serra, ES
Congresso
A deputada Teté Bezerra
reitera: 1) Newton Payot Sabaraense não é, nem nunca
foi, seu assessor, conforme atestam documentos emitidos pela Câmara
Federal. Na verdade, o nome do assessor da deputada Teté
é Newton Augusto Sabaraense; 2) A insistência do repórter
em tomar como verdade a versão dos réus quanto ao
suposto encontro entre a deputada Teté Bezerra, seu marido,
ex-senador Carlos Bezerra, e os co-réus em questão
beira ao desespero. Também neste caso o jornalista abraça
sem titubeios a versão dos réus, sem absolutamente
nenhuma prova material de tal encontro, e refuta de maneira convicta
a garantia da deputada negando o encontro; 3) A deputada Teté
Bezerra reafirma o que já disse reiteradas vezes: não
tem nenhum envolvimento com as empresas da família Vedoin;
não se relaciona nem jamais pactuou acordo de nenhuma natureza
com essas pessoas; nunca apresentou emenda alguma destinada à
compra de unidades móveis de saúde; portanto, nada
fez que possa desabonar sua conduta de pessoa pública detentora
de mandato eletivo outorgado pela sociedade mato-grossense e, em
nome dessas verdades, apela por respeito e pela observação
honesta e isenta de seus esclarecimentos.
Kleber Lima
Assessor de imprensa da deputada Teté Bezerra
Cuiabá, MT
Emerson Kapaz
Com referência às
afirmações feitas a meu respeito pelo senhor Luiz
Antônio Vedoin em entrevista concedida ao jornalista Marcelo
Carneiro publicada na edição 1.970 (23 de agosto),
venho, mais uma vez, desmenti-las. Nunca tive imóveis em
Brasília e jamais fiz acordo algum com esse senhor, já
que não o conheço, e o processarei criminalmente.
Reafirmo que aguardo com serenidade pela Justiça, que certamente
fará prevalecer a verdade.
Emerson Kapaz
São Paulo, SP
Ética
Gostaria de colaborar com o altíssimo
padrão de qualidade de VEJA com duas pequenas correções
à matéria "Passado nazista" (23 de agosto). A grafia
correta é Waffen (alemão para "em armas"), e não
Wafen, como consta na reportagem. Além disso, é válido,
a título de esclarecimento, que as unidades da Waffen-SS
não foram diretamente incumbidas dos assassinatos em massa
nos campos de concentração. Elas tiveram caráter
estritamente militar como tropa de choque. Na verdade, elementos
das várias agências das SS (schutzstaffeln ou Forças
de Proteção do partido nazista) foram convocados para
formar os grupos de extermínio chamados Einsatzgruppen, entre
eles membros das infames Gestapo, Kripo, RSHA e também das
Waffen-SS. Portanto, é muitíssimo provável
que nem o escritor Günter Grass nem o papa Bento XVI jamais
tenham recebido ordens de fuzilar ou jogar alguém numa câmara
de gás.
Leonardo Carvalho de Sousa
Fortaleza, CE
Oriente Médio
A guerra, que começou
por causa de um erro estratégico de Israel, vai se transformar
em um pesadelo político para o Oriente Médio. Em breve,
o Hezbollah terá o apoio de outros países muçulmanos.
Não será hora de os Estados Unidos deixarem de vender
armas a Israel e se empenharem na missão de paz prevista
pela ONU ("Uma vitória do terror", 23 de agosto)?
Victória de Oliveira Vieira Machado
São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Diogo Mainardi se superou nesta
semana ("Ginecomastia, sanfoneiros, pobres", 23 de agosto). Morri
de rir de seus comentários sobre o pobre Lula. Ou seria sobre
o Lula pobre? Melhor ainda foi dizer que não vai assistir
ao programa do Alckmin para não correr o risco de desistir
de votar nele. Boa idéia. Vou fazer o mesmo. Embora já
venham me pesando na consciência os 400 vestidinhos da dona
Lu. E a caminhonete do acupunturista. Obrigada, Mainardi. Você
é um sopro de lucidez em meio a tantos descalabros.
Renata Amoroso Lima
Belo Horizonte, MG
Caro Diogo, ao terminar de ler
sua coluna, chorei. Não sei se do bolero que escutava ou
se da tristeza que vi refletida em cada letra que você escreveu.
Numa bizarra sincronia, esta é a primeira vez que leio algo
que transcreve exatamente o que sinto sem ter escrito uma só
palavra.
Fernando Martins
São Paulo, SP
Tenho arraigada (mas racional)
ojeriza ao Lula e mais ainda ao PT. Isso coincide, imagino, com
a visão do Diogo Mainardi. Em relação ao articulista,
sou ciclotímico; às vezes gosto e freqüentemente
discordo. Passou dos limites na crítica "Ginecomastia, sanfoneiros,
pobres". Faltou objetividade. Não entendi: deplora o presidente
ou os sanfoneiros, feios e pobres em geral?
Lucio F. Pereira
São Paulo, SP
Confesso que não gostei
das duas últimas colunas do Mainardi. Mas essa está
ótima. Assim como o nosso presidente Lula, tem muita gente
por aí que enriquece, faz plástica, põe jaqueta
nos dentes, compra roupas de grife, um Rolex, faz aulas de etiqueta,
contrata um personal stylist e continua com cara de pobre... Hilário!
Mas o pior é a inversão de valores. Muitas dessas
pessoas acreditam que ter dinheiro, status e poder é tudo.
E elas podem tudo! Esquecem que o que realmente importa é
ter caráter, integridade e educação.
Paula Purchio Duarte Ponz
Campinas, SP
André Petry
Cumprimento André Petry
e VEJA por dedicarem espaço nobre à discussão
sobre decisões judiciais no campo dos direitos sexuais ("Tributo
à tolerância", 23 de agosto). O respeito e a garantia
de direitos igualitários têm, em sua coluna, um importante
aliado. A primeira sentença que decidiu pelo direito de companheiro
do mesmo sexo à inclusão como dependente em plano
de saúde foi proferida em 1996, pelo juiz federal da 10ª
Vara de Porto Alegre Roger Raupp Rios. Além da procedência
do pedido, a decisão colocou o direito brasileiro no contexto
da jurisprudência internacional, especialmente européia,
canadense e americana. Foi base da posterior ação
civil pública movida pelo Ministério Público
Federal em virtude de denúncia da organização
não-governamental Nuances, que estendeu para todo o Brasil
providência similar à referida sentença.
Debora Diniz
Diretora da Anis Instituto de Bioética, Direitos Humanos
e Gênero
Brasília, DF
Gente
Antônio Calloni diz que
pediu o afastamento da novela Páginas da Vida por
causa de uma depressão profunda. Duvido disso. Por que será
que quando ele fazia aquele personagem maravilhoso na minissérie
JK, o famoso Afonso Frederico Schmidt, e já estava
com a depressão, não pediu para se afastar? O atual
personagem de Calloni em Páginas da Vida é
um porre (assim como todos os personagens das novelas de Manoel
Carlos), talvez o pior de sua carreira, mas colocar uma doença
tão séria quanto a depressão num assunto de
trabalho chega a ser obtuso demais em se tratando de Antônio
Calloni. Eu tenho depressão e não gostaria que essa
brecha lançada por ele fosse diagnosticada como uma grave
doença (Gente, 23 de agosto).
Marcelo Teixeira
São Paulo, SP
Gostamos muito da seção
Gente, pois ela fala de novelas, do que os famosos pensam e até
mesmo de algumas fofocas. Achamos muito interessante o modo como
vocês organizam a seção e como falam dos famosos.
Faz com que a revista não fique fútil.
Fernanda C. Stähelin, 13 anos
Gabriela Bento, 13 anos
Florianópolis, SC
Funk do PCC
A reportagem "O funk do PCC"
(23 de agosto) mostra até onde chegou a ousadia do crime
organizado no estado de São Paulo. O Brasil anda como caranguejo,
para trás. Dentro de alguns anos, atingiremos o padrão
de vida da África ou, quiçá, estaremos vivendo
como vivem os colombianos com as Farc. Lamentável esse estado
de coisas, incompetência total dos políticos de todos
os partidos, que só sabem fazer negociatas, objetivando o
enriquecimento ilícito.
Camila Meneghim Pedroso de Oliveira, 15 anos,
São Paulo, SP
Cartas
Normalmente, nos fins de semana
acompanho as reportagens de VEJA, mas muitas vezes leio apenas algumas.
Tenho observado na seção Cartas que algumas das matérias
que não li são comentadas ali na semana seguinte.
Muitas vezes elas me despertam certo interesse, fazendo com que
eu pegue a revista da semana anterior e a leia. Mas o que mais tem
se mostrado interessante é a diversidade de opiniões
nos comentários, mesmo que muitas vezes contraditórios.
Por meio deles, é possível ampliar o entendimento
de determinados assuntos, pois às vezes abordam a reportagem
de um ponto de vista que eu nem sequer havia pensado. Parabéns,
leitores, por suas cartas. Assim, nós também somos
parte da notícia!
Beatriz Antunes, 15 anos
São Paulo, SP
Mozart
O artigo "As cartas não
mentem" (19 de julho) afirma que, segundo a correspondência
de Mozart, ele manteve casos amorosos com uma cantora e com sua
sobrinha. Mozart, de fato, manteve casos amorosos com algumas cantoras
líricas, porém a "sobrinha" a que refere o artigo
era na realidade sua prima. Chamava-se Maria Anna Thekla Mozart
(1758-1841), ou Bäsle, como Mozart a apelidou carinhosamente
nas cartas que lhe escreveu. Bäsle era filha de Franz Aloys,
tio paterno de Mozart.
Kátia Brehm
Lisboa, Portugal
Audi
A Audi foi citada na coluna Desce
(23 de agosto), na qual se afirma que, após sete anos da
abertura da fábrica no Paraná, a empresa está
fechando as portas no Brasil. Gostaríamos de esclarecer que
a Audi encerra em agosto apenas a produção local do
modelo Audi A3. Ela continuará atuando no mercado brasileiro
por meio das operações da Audi Brasil Distribuidora.
Portanto, a marca Audi permanecerá no país, oferecendo
um extenso leque de produtos, partindo do novo A3 Sportback até
o luxuoso A8 e os demais lançamentos previstos para este
e os próximos anos.
Claudia d'Amato
LVBA Comunicação Assessoria de imprensa da Audi do
Brasil
São Paulo, SP
Luiz Gushiken
A revista VEJA (edição
1970), na seção Radar, publicou destacada nota informando
sobre a minha presença em sofisticado jantar no restaurante
Magari, na cidade de São Paulo. Em nenhum momento, nem eu
nem minha assessoria fomos procurados pela revista. Lamento profundamente
não ter tido a oportunidade de esclarecer as informações
equivocadas de que o colunista dispunha. A nota expõe negativamente
minha condição de homem público ao levar aos
leitores uma série de inverdades. Como publicada, insinua
uma postura desmedida que desgasta minha imagem com falsas informações
sobre o pagamento de uma vultosa conta em dinheiro vivo. No sentido
de restabelecimento da verdade e para assegurar a informação
correta aos leitores, solicito a correção das informações.
Luiz Gushiken
Brasília, DF
CORREÇÃO:
Na edição VEJA Curitiba O Melhor da
Cidade, lançada na semana passada na capital paranaense,
o endereço correto da loja local da distribuidora de vinhos
Expand é Rua Comendador Araújo, 1030, fone: 041 3078-1111.
|
SÓ PRIVILEGIADOS
A leitora Ana Lúcia
Carvalho está indignada: "Nos dias 25, 26 e 27
de julho, a Varig embarcou um grupo de quase 200 passageiros
no vôo RG 9741 Frankfurt/São Paulo, preterindo
pessoas com passagens confirmadas. Tal grupo se dizia
constituído por desembargadores, juízes
e seus acompanhantes retornando de um congresso em Paris".
Ana Lúcia, que embarcou no dia 26, protestou
e fotografou alguns componentes do grupo. "Tentaram
tomar e quebrar a minha máquina e fui insultada
com palavras de baixo calão", diz a leitora,
revoltada e chocada com a educação dos
privilegiados passageiros.
|
|
|
INTER RUMO
AO MUNDIAL
 |
Os leitores Lucas
Guimarães Abreu, de Ipatinga (MG), Jorge Luis
Weber, de Ponta Porã (MS), e Paola Loewe de Oliveira,
de Santa Cruz do Sul (RS), corrigem uma informação
publicada na seção Datas da semana passada:
"O Sport Club Internacional não vai disputar
o Mundial de Clubes contra o Barcelona. Além
dos campeões da Europa e da América do
Sul, o torneio promovido pela Fifa no Japão também
inclui representantes da Oceania, Ásia, África
e América do Norte, Central e Caribe", escreveu
Lucas. "O Inter, vencedor da Libertadores, e o Barcelona,
campeão da Liga dos Campeões da Europa,
começam a disputa apenas nas semifinais", diz
Paola. "Os colorados aguardam o confronto entre os campeões
da África e da Ásia, que serão
conhecidos apenas em novembro. Já o Barcelona
espera o confronto entre o América, do México
(campeão da Concacaf), e o Auckland, da Nova
Zelândia (campeão da Oceania)." Os interessados
podem conferir a tabela do Mundial (Copa Toyota) no
site da Fifa (http://www.fifa.com/).
|
|
|
OS DENTES DO
PRESIDENTE
Os
dentistas mineiros Guilherme Silva e Fernando Pedrosa,
de Belo Horizonte, leram a reportagem "No partido do
Botox cabe todo mundo" (23 de agosto) e acreditam que
o presidente Lula não fez cirurgia corretiva
na arcada dentária, mas usa dentadura: "O presidente
Lula, muito provavelmente, é portador de prótese
total removível", escreveu Fernando. "Sua alteração
no sorriso deveu-se à confecção
de uma nova prótese", garante Guilherme. Já
o cirurgião-dentista Mário Alexandretti,
de Florianópolis (SC), tem outro diagnóstico:
"O presidente Lula fez próteses de porcelana
(jaquetas)".
|
|
|