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Edição 1971 . 30 de agosto de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Artigo: Gustavo Ioschpe
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Que o eleitor abra bem os olhos nestas eleições, pois as aparências enganam!"
Bauer Sancler
Brasília, DF

Partido do Botox

Políticos que são exibidos como mercadorias e vendidos pela aparência, e não pela essência, deveriam ser submetidos ao Código de Defesa do Consumidor como propaganda enganosa. O consumidor-eleitor, nesse caso, teria o direito de exigir a substituição do produto ou a reparação dos vícios de origem a qualquer tempo durante seu mandato ("No partido do Botox cabe todo mundo", 23 de agosto).
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

Com certeza, nosso país estaria muito melhor se os políticos, em vez de Botox, tivessem vergonha na cara.
Adson Marchiori da Silva
Itanhaém, SP

O Botox faz bonito com a aparência dos candidatos. Pena que a mudança é apenas exterior. O interior continua envelhecido e cheirando a podre.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Bom seria se existisse Botox para corrigir as falhas na política. Desvio de verbas, compras ilegais, favorecimento em licitações, caixa dois são exemplos da grande sujeira no governo brasileiro. Tentaram, a todo custo, maquiar essas ações, aplicar doses de idéias fúteis, que acabaram por durar um período longo. Mas, assim como no caso do Botox, o efeito acaba.
Daniel Merege
Cerquilho, SP

Lula deve ter dividido sua dose de Botox com os brasileiros. O Botox congelou as rugas do presidente e a capacidade da população de se indignar. Como ela pode assistir inerte a esse espetáculo de corrupção e despreparo e ainda pedir bis?
Heliene Andrade
Stanford, Califórnia, EUA

Enquanto nossos políticos botocam o rostinho, um homem passa mais de dez horas fazendo peregrinação pelos hospitais do Rio de Janeiro na tentativa de reimplantar o dedo polegar perdido num acidente. No fim, recebe apenas um curativo e a explicação de que não se podia fazer mais nada.
Carlos Henrique Seabra
Rio de Janeiro, RJ

A atitude do presidente Lula de usar Botox é digna de apreciação porque mostra sua auto-estima ao melhorar a aparência. Ele deveria aproveitar a oportunidade e usar Botox em sua administração, em seu partido (PT), em seu ministério e em parte do Congresso, para melhorar também a aparência de conduta perante o eleitorado das próximas eleições.
Francisco Thomé
Crato, CE

Assim como o presidente Lula, eu também faria uma recauchutagem se não tivesse de pagar a conta. Agora, para completar, só falta mesmo ele passar óleo de peroba na cara, depois de mentir tanto no horário político e dissimular de modo geral.
Maria Edina M. Baima
São Luís, MA

Prefiro um político de aparência mais velha, sem Botox, e honesto atuando em Brasília a um de aparência mais jovem, com Botox, só que corrupto.
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

Não adianta Lula puxar, esticar e se sentir rejuvenescido. O principal nele, que necessitaria de mudança, o "miolo" (para usar a linguagem apropriada), nesta quadra da vida, não há Botox que dê jeito. Para a educação não existe solução que não seja muito estudo, e desde criança, mesmo para quem, como ele, nasceu de "mãe analfabeta".
Antonio Carlos de Abreu
Cuiabá, MT

Chego à conclusão de que o interesse real de quem está no poder não é o de realizar as transformações sociais que prometeu durante toda a vida, mas, sim, o de transformar sua aparência pessoal, por vaidade e para demonstrar ser o que não é. Pobre de um país que tem pessoa tão incoerente em sua direção.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

Para boa parte dos candidatos, um tratamento intensivo à base de óleo de peroba certamente seria muito mais eficiente que as aplicações de Botox.
Tasso Rossi
Porto Velho, RO

 

Sanguessugas e mensaleiros

Não sou eleitor, ainda tenho 15 anos, mas, graças à reportagem "E não é que eles insistem?" (23 de agosto), sei exatamente em quem não votar quando chegar minha hora. Tal matéria me deixou com um misto de ansiedade e desgosto. A lista de políticos envolvidos em corrupção é muito grande e, como se não bastasse, na mesma revista eles figuram mostrando sua aplicação de Botox. É muita cara-lisa!
Arthur Branco Costa
Taboão da Serra, SP

VEJA presta relevante serviço à democracia ao divulgar as fotos e o "currículo", no melhor estilo do Velho Oeste, dos caras-de-pau da política brasileira, que esnobam a impunidade e exploram a amnésia do povo.
Belmiro Deusdete
Alagoinhas, BA

Ainda bem que existem reportagens esclarecedoras como essa de VEJA, pois diminui a possibilidade de essas saúvas do Erário terem chance de se reeleger. Esses parlamentares insistem porque subestimam o eleitor, mas nossa memória já não está tão curta como eles pensam, sobretudo quando temos um órgão de imprensa primoroso e disposto a prestar um eminente serviço à democracia, relembrando a conduta de cada um durante o mandato.
João Gomes Bandeira
Campo Grande, MS

Acredito que o problema maior não seja eles se candidatarem, mas, sim, serem eleitos para novo mandato! Se a Justiça falha do nosso país não os proíbe de concorrer, devemos dar nossa resposta por meio do voto!
Ronald Monteiro
Curitiba, PR

 

Carta ao leitor

Na Carta ao leitor ("O efeito limpante do voto", 23 de agosto) e na reportagem "E não é que eles insistem?", somos alertados da possibilidade, por meio do voto, de punir os maus políticos nas próximas eleições. Vemos vários meios de comunicação ressaltando a importância do voto como a melhor forma de fazer isso e, assim, melhorar o país. No entanto, o que eu esperava da imprensa era uma discussão mais séria e crítica sobre as instituições democráticas deste país, que não podem e/ou não querem punir os maus políticos. Essa função não é do povo. Será que não existe gente séria no Executivo, no Legislativo e no Judiciário?
Diogo R.B. Ducatti
Curitiba, PR

O presidente do TSE sentencia: "Quem não obedece à lei não merece respeito e muito menos o seu voto". Não é muito pouco? Não mereceria também a cadeia?
Sérgio Garcia
Ubatuba, SP

 

Veja essa

Educativa a frase do presidente do TSE, Marco Aurélio Mello: "A sociedade não é vítima, mas autora. Somos responsáveis pelos políticos em geral, pelos homens públicos que aí estão" (Veja essa, 23 de agosto). É de perguntar ao senhor presidente do TSE duas coisas: 1) Pelo esquema político atual, qual a segurança que o eleitor tem de não votar em corrupto, mesmo que o candidato seja principiante e desconhecido?; 2) Em quem o senhor presidente do TSE votaria?
Geraldo de Almeida Filho
Pedra Azul, MG

 

Urna eletrônica

A respeito da reportagem "Por que mudar?" (23 de agosto), gostaria de cumprimentar VEJA pela iniciativa de trazer ao público um assunto tão importante. Sou universitária da cidade do Recife e me preocupo com a forma como é conduzido o processo eleitoral. É fundamental que se discuta a questão do sigilo das urnas por se tratar de um ponto importantíssimo para a democracia. A revista está de parabéns por abordar o tema. A jornalista autora do texto também merece congratulações por conduzir a matéria de forma clara e objetiva.
Oriana Camila F. da Silva
Recife, PE

 

Luiz Antônio Vedoin

Surpreendido com a citação de meu nome em reportagem da revista VEJA ("O corruptor", 23 de agosto), faço os seguintes esclarecimentos: 1) Como ministro das Comunicações, nunca recebi o senhor José Airton Cirilo para tratar da liberação de recursos federais de nenhuma origem. Ele esteve em meu gabinete para se informar sobre pendências de uma rádio comunitária no ministério, cujo responsável, um parente seu, havia morrido. Se o assunto relacionado à liberação de recursos para aquisição de ônibus foi levado ao ministério, ele que aponte o nome de quem o recebeu ou agiu junto a órgãos federais; 2) Não conheço o autor da entrevista ou das supostas denúncias que vêm sendo publicadas pelos órgãos de comunicação. Se ele ouviu qualquer referência a meu nome sobre o assunto citado na reportagem, ela é mentirosa ou ele comprou ficção. Enquanto estive no Ministério das Comunicações realizei apenas quatro convênios relacionados ao programa de inclusão digital. Os recursos não têm como origem emendas parlamentares nem relação alguma com o senhor José Airton Cirilo; 3) Assombra-me o fato de um veículo como VEJA divulgar uma informação dessa natureza, com texto e imagem a meu respeito, sem ao menos me ouvir sobre um assunto tão sério. Se VEJA tivesse me procurado, em respeito à população e aos seus leitores, faria com prazer os esclarecimentos que fossem necessários, porque esse é também o papel de quem exerce atividade pública. Tenho uma vida limpa e desafio quem quer que seja a apontar qualquer fato que levante dúvidas sobre minha conduta como homem público.
Deputado Eunício Oliveira
Brasília, DF

Sempre ouvi dizer que só conseguiríamos acabar com a corrupção neste país quando provas convincentes fossem apresentadas, já que ninguém – corrupto ou corruptor – se dispunha a falar. Não sei que provas o senhor Luiz Antônio Vedoin apresenta, mas o que ele declara seria suficiente para – num país sério, evidentemente – colocar nas grades todos esses "distintos" deputados e senadores. Infelizmente estamos descobrindo que, mesmo com a confissão do corruptor, mais uma vez o Congresso tenta vigorosamente inocentar seus membros.
Rogério Luis Battistini
Curitiba, PR

 

Márcio Thomaz Bastos

É na pessoa do senhor ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos (Amarelas, 23 de agosto), que vejo como a política transforma as pessoas. Com a frase "nem sei como consegui viver tanto sem sê-lo", ele mostra claramente que os holofotes e os microfones que o acompanham no cargo de ministro da Justiça conseguiram transformar a sua imagem, que era de uma pessoa que possuía total credibilidade até estar na política. Não me surpreenderá se ele aceitar ficar mais quatro anos nesse cargo, caso Lula seja reeleito. Política é um vício como outro qualquer.
Rodrigo Bulla
Joinville, SC

Tenho o maior respeito pelo senhor ministro da Justiça, que, sem dúvida, é um dos melhores juristas do país, mas dizer que o governo Lula é, disparado, aquele que melhor enfrentou a corrupção chega a ser abusar da paciência do cidadão. Ora, e não foi o próprio Lula quem declarou, em entrevista na França, que caixa dois era prática normal na política e todo mundo a adotava? E não foi por causa do tal do mensalão que caiu em desgraça o monolítico ministro José Dirceu? E não foi o não menos plenipotenciário ministro da Fazenda Antônio Palocci quem mandou devassar a vida bancária do caseiro que conhecia seu outro lado? E não foi o PT que sempre disse à nação que era diferente de todos os outros partidos e depois não era? E Waldomiro Diniz saiu de onde, afinal, senão da ante-sala do Palácio do Planalto? Como diria o saudoso Bussunda: "Ih, ó o cara, fala sério aí..."
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Muito pertinente a citação de Montesquieu pelo ministro Márcio Thomaz Bastos, tendo em vista o momento político vivido. No entanto, e em razão de sua recente declaração de que estava com medo das ações do crime organizado em São Paulo, vale a pena lembrar o que disse Cervantes: "Quem perde a fortuna perde muito. Mas quem perde a coragem perde tudo".
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE

O senhor Márcio Thomaz Bastos, ao citar um amigo que faz tradução livre de pensamento de Montesquieu, generaliza ao pensar que a pessoa não se detém por ser honesta, mas por ter medo. Não concordo! Pode ser o caso dele. Quanto a mim, sou honesto por convicção, convicção essa consolidada pela formação ética e moral recebida de meus pais.
José Cassiano dos Santos
Presidente Venceslau, SP

As respostas do ministro Márcio Thomaz Bastos na entrevista das páginas amarelas foram de uma falsidade e cinismo capazes de fazer corar até o Maníaco do Parque.
Carlos Antonio Cardoso
Vitória, ES

O senhor ministro deve saber que o "contador de história" pode ser enquadrado no artigo 171 do Código Penal ou, no mínimo, ser chamado de Pinóquio.
Paulo Ferreira da Silva
Cruzeiro, SP

 

Francenildo Costa

Estou com a boca amargando. Acabo de ler a entrevista de Francenildo Costa dada a VEJA (Auto-retrato, 23 de agosto). Oxalá os eleitores de Palocci e seus asseclas também a leiam antes das eleições.
Wagner Gomes Pereira
Mineiros, GO

Estou indignado com o que está acontecendo com o caseiro Francenildo Costa, que representa em parte o povo brasileiro. Quem deveria permanecer desempregado e banido da política brasileira é o senhor Palocci, mas, ao contrário, quem fala a verdade é que está sendo impedido de ter uma vida digna, um emprego.
Américo Dias Neto
Cruzeiro, DF

O auto-retrato de Francenildo Costa nos revela a crise ética que o Brasil enfrenta. A verdade foi comprada por "bolsas família", vale-gás e outros programas ditos sociais. O caseiro nos revela também que é preciso cuidado para enfrentar os "poderosos éticos do PT" quando o assunto é corrupção. Triste realidade a do nosso país, que afugenta aqueles que falam a verdade e reelege os mentirosos.
Ana Virgínia Coni da Silva
Salvador, BA

A entrevista com o caseiro Francenildo a VEJA foi chocante, estarrecedora e motivadora de um despertar brutal de indignação. É melhor nos corrompermos todos?
Osvaldo Ferreira
Parintins, AM

Francenildo Costa teve a coragem de contar o que sabia sobre os poderosos e agora corre o risco de nunca mais encontrar emprego. Palocci está querendo se eleger e provavelmente conseguirá. Ficará mais rico e mais poderoso. É fácil entender a amargura do senhor Francenildo numa situação como essa. Será que tem alguém no Brasil que vai dar serviço ao senhor Francenildo para que ele não se torne um miserável? A amargura enche também o coração de todos aqueles que têm a esperança de que a justiça seja feita mas sempre vêem que nada muda.
Elettra Greene
Ribeirão Preto, SP

 

Previdência

Déficit é o saldo negativo entre a receita e a despesa num orçamento. E isso é representado por números, e não por palavras. Fui auditor da Previdência e constatei que o sistema previdenciário sempre seria superavitário se: 1) Todos os empregados pagassem sua parcela de contribuição. E pagam, porque é descontada automaticamente da folha de pagamento; 2) Se todos os empregadores repassassem o que recolhem dos empregados à Previdência, e recolhessem a parte que lhes cabe; 3) Se o governo recolhesse sua parte. Como os empregadores nem sempre fazem sua parte, e o governo, nunca, além de desviar os recursos dos aposentados para destino espúrio, juntando-se a isso as fraudes de todo tipo contra o sistema, tudo o que se fala sobre a bancarrota da Previdência é conversa fiada para deixar os velhinhos deste país angustiados e ver se morrem logo para salvar o sistema ("O dilema do ovo e da galinha", 23 de agosto).
Manoel Ambrósio de Oliveira
Uberlândia, MG

Não há necessidade de fazer reforma na Previdência para zerar seu déficit. Existe, sim, a necessidade de uma reforma moral e de caráter. Diminuir a sonegação, a corrupção (os sanguessugas, os mensaleiros, as aposentadorias ilegais) e aumentar o tempo necessário para que um parlamentar possa se aposentar são reformas que fariam sobrar dinheiro para pagar não só o rombo que dizem existir como também as aposentadorias legais do presente e do futuro.
Wildson Amaral de Souza
Natal, RN

 

Cuba

As cinco vezes em que estive em Cuba me deram a dimensão de quão grave é a recuperação dos bens desapropriados pelo regime de Fidel Castro, caso ocorra a tão ansiada transição democrática. São questões como essa que extrapolam o valor financeiro e econômico das propriedades. Há sérios problemas de habitação, a começar pela total impossibilidade de privacidade. Todos sabem tudo sobre todos. Isso porque os imensos casarões de outrora são habitados por muitas famílias sem nenhuma adaptação. Com freqüência, três ou quatro famílias convivem num mesmo andar e às vezes compartilham um único banheiro. A princípio, logo após a revolução, o Consejo Superior de la Reforma Urbana se encarregou da distribuição das famílias nas novas moradias, abrigando, inclusive, um número elevado de camponeses que se instalaram em Havana, incentivados pelo governo tão-somente para fortalecer a ideologia, esvaziando o campo e dando um golpe duro na agropecuária. Agora, é o Instituto de la Vivienda. Mas, se você perguntar a dez cubanos sobre os procedimentos que norteiam essa distribuição, obterá dez respostas distintas ("Materialismo dialético", 23 de agosto)!
Maria das Graças Targino
Professora universitária e doutora em ciência da informação
Teresina, PI

 

Pepsi

Com relação à nota "Uma mulher no comando da Pepsi" (23 de agosto), esclarecemos que a Pizza Hut não pertence mais à PepsiCo há alguns anos. Além de Pepsi e Gatorade, mencionadas pela revista, o grupo atualmente detém nos Estados Unidos marcas como Fritolay, Tropicana, Aquafina e Quaker e, no Brasil, Toddy, Toddynho, Coqueiro, Quaker e Elma Chips.
José Talarico
Vice-presidente jurídico e de relações governamentais do grupo PepsiCo
São Paulo, SP

 

Mães e filhas

Sou professora de língua portuguesa na escola Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá (MT). Minhas alunas de 8ª série leram o livro Espelho, Espelho Meu, de Fanny Abramovich, que trata dessa relação delicada entre mãe e filha. Fiquei muito feliz ao receber minha VEJA no domingo e ser presenteada com essa reportagem maravilhosa ("Uma relação tão delicada", 23 de agosto). Até parece que vocês descobriram que estávamos abordando esse assunto e resolveram enriquecer nosso trabalho publicando matéria tão interessante e esclarecedora. Todas as alunas (inclusive a mãe delas) estão lendo-a para depois complementarmos nosso trabalho. Parabéns, VEJA. Como sempre, primando pela qualidade e pela atualidade de seus conteúdos. Cada vez mais me sinto satisfeita em ser sua assinante.
Nadir de Fátima Borges Bittencourt
Cuiabá, MT

Achei muito boa a matéria sobre o relacionamento entre mãe e filha, ainda mais por esse assunto ser muito pouco estudado no Brasil. Sei bem do que estou falando, pois defendi em março deste ano a dissertação "Relatos de mães, relatos de filhas: o relacionamento na vida adulta", pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e não encontrei nenhuma bibliografia nacional quando estava pesquisando. Ao entrevistar vinte díades (dez mães e dez filhas adultas, sendo metade do número de filhas casada e metade, solteira), concluí que a estimulação cultural dos laços familiares ajuda na minimização dos problemas, pois ambas desejam primordialmente manter o relacionamento entre elas. Embora se perceba que a relação é mais próxima agora do que no passado, essa intimidade é permeada de segredos, e o sexo, principalmente, ainda não faz parte do diálogo entre elas. Além disso, as filhas, ao mesmo tempo em que buscam se diferenciar da mãe, desejam a proximidade, valorizam a opinião materna, sentem sempre que estão fazendo menos do que deveriam, são mais críticas e evitam preocupar a mãe. Já as mães sentem orgulho em perceber que as filhas se parecem com elas ou realizaram coisas que não lhes foi possível realizar. Espero ver mais matérias desse tipo na revista, mas valorizem mais as pesquisas nacionais.
Kirlla Cristhine Almeida Dornelas
Serra, ES

 

Congresso

A deputada Teté Bezerra reitera: 1) Newton Payot Sabaraense não é, nem nunca foi, seu assessor, conforme atestam documentos emitidos pela Câmara Federal. Na verdade, o nome do assessor da deputada Teté é Newton Augusto Sabaraense; 2) A insistência do repórter em tomar como verdade a versão dos réus quanto ao suposto encontro entre a deputada Teté Bezerra, seu marido, ex-senador Carlos Bezerra, e os co-réus em questão beira ao desespero. Também neste caso o jornalista abraça sem titubeios a versão dos réus, sem absolutamente nenhuma prova material de tal encontro, e refuta de maneira convicta a garantia da deputada negando o encontro; 3) A deputada Teté Bezerra reafirma o que já disse reiteradas vezes: não tem nenhum envolvimento com as empresas da família Vedoin; não se relaciona nem jamais pactuou acordo de nenhuma natureza com essas pessoas; nunca apresentou emenda alguma destinada à compra de unidades móveis de saúde; portanto, nada fez que possa desabonar sua conduta de pessoa pública detentora de mandato eletivo outorgado pela sociedade mato-grossense e, em nome dessas verdades, apela por respeito e pela observação honesta e isenta de seus esclarecimentos.
Kleber Lima
Assessor de imprensa da deputada Teté Bezerra
Cuiabá, MT

 

Emerson Kapaz

Com referência às afirmações feitas a meu respeito pelo senhor Luiz Antônio Vedoin em entrevista concedida ao jornalista Marcelo Carneiro publicada na edição 1.970 (23 de agosto), venho, mais uma vez, desmenti-las. Nunca tive imóveis em Brasília e jamais fiz acordo algum com esse senhor, já que não o conheço, e o processarei criminalmente. Reafirmo que aguardo com serenidade pela Justiça, que certamente fará prevalecer a verdade.
Emerson Kapaz
São Paulo, SP

 

Ética

Gostaria de colaborar com o altíssimo padrão de qualidade de VEJA com duas pequenas correções à matéria "Passado nazista" (23 de agosto). A grafia correta é Waffen (alemão para "em armas"), e não Wafen, como consta na reportagem. Além disso, é válido, a título de esclarecimento, que as unidades da Waffen-SS não foram diretamente incumbidas dos assassinatos em massa nos campos de concentração. Elas tiveram caráter estritamente militar como tropa de choque. Na verdade, elementos das várias agências das SS (schutzstaffeln ou Forças de Proteção do partido nazista) foram convocados para formar os grupos de extermínio chamados Einsatzgruppen, entre eles membros das infames Gestapo, Kripo, RSHA e também das Waffen-SS. Portanto, é muitíssimo provável que nem o escritor Günter Grass nem o papa Bento XVI jamais tenham recebido ordens de fuzilar ou jogar alguém numa câmara de gás.
Leonardo Carvalho de Sousa
Fortaleza, CE

 

Oriente Médio

A guerra, que começou por causa de um erro estratégico de Israel, vai se transformar em um pesadelo político para o Oriente Médio. Em breve, o Hezbollah terá o apoio de outros países muçulmanos. Não será hora de os Estados Unidos deixarem de vender armas a Israel e se empenharem na missão de paz prevista pela ONU ("Uma vitória do terror", 23 de agosto)?
Victória de Oliveira Vieira Machado
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi se superou nesta semana ("Ginecomastia, sanfoneiros, pobres", 23 de agosto). Morri de rir de seus comentários sobre o pobre Lula. Ou seria sobre o Lula pobre? Melhor ainda foi dizer que não vai assistir ao programa do Alckmin para não correr o risco de desistir de votar nele. Boa idéia. Vou fazer o mesmo. Embora já venham me pesando na consciência os 400 vestidinhos da dona Lu. E a caminhonete do acupunturista. Obrigada, Mainardi. Você é um sopro de lucidez em meio a tantos descalabros.
Renata Amoroso Lima
Belo Horizonte, MG

Caro Diogo, ao terminar de ler sua coluna, chorei. Não sei se do bolero que escutava ou se da tristeza que vi refletida em cada letra que você escreveu. Numa bizarra sincronia, esta é a primeira vez que leio algo que transcreve exatamente o que sinto sem ter escrito uma só palavra.
Fernando Martins
São Paulo, SP

Tenho arraigada (mas racional) ojeriza ao Lula e mais ainda ao PT. Isso coincide, imagino, com a visão do Diogo Mainardi. Em relação ao articulista, sou ciclotímico; às vezes gosto e freqüentemente discordo. Passou dos limites na crítica "Ginecomastia, sanfoneiros, pobres". Faltou objetividade. Não entendi: deplora o presidente ou os sanfoneiros, feios e pobres em geral?
Lucio F. Pereira
São Paulo, SP

Confesso que não gostei das duas últimas colunas do Mainardi. Mas essa está ótima. Assim como o nosso presidente Lula, tem muita gente por aí que enriquece, faz plástica, põe jaqueta nos dentes, compra roupas de grife, um Rolex, faz aulas de etiqueta, contrata um personal stylist e continua com cara de pobre... Hilário! Mas o pior é a inversão de valores. Muitas dessas pessoas acreditam que ter dinheiro, status e poder é tudo. E elas podem tudo! Esquecem que o que realmente importa é ter caráter, integridade e educação.
Paula Purchio Duarte Ponz
Campinas, SP

 

André Petry

Cumprimento André Petry e VEJA por dedicarem espaço nobre à discussão sobre decisões judiciais no campo dos direitos sexuais ("Tributo à tolerância", 23 de agosto). O respeito e a garantia de direitos igualitários têm, em sua coluna, um importante aliado. A primeira sentença que decidiu pelo direito de companheiro do mesmo sexo à inclusão como dependente em plano de saúde foi proferida em 1996, pelo juiz federal da 10ª Vara de Porto Alegre Roger Raupp Rios. Além da procedência do pedido, a decisão colocou o direito brasileiro no contexto da jurisprudência internacional, especialmente européia, canadense e americana. Foi base da posterior ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em virtude de denúncia da organização não-governamental Nuances, que estendeu para todo o Brasil providência similar à referida sentença.
Debora Diniz
Diretora da Anis ­ Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
Brasília, DF

 

Gente

Antônio Calloni diz que pediu o afastamento da novela Páginas da Vida por causa de uma depressão profunda. Duvido disso. Por que será que quando ele fazia aquele personagem maravilhoso na minissérie JK, o famoso Afonso Frederico Schmidt, e já estava com a depressão, não pediu para se afastar? O atual personagem de Calloni em Páginas da Vida é um porre (assim como todos os personagens das novelas de Manoel Carlos), talvez o pior de sua carreira, mas colocar uma doença tão séria quanto a depressão num assunto de trabalho chega a ser obtuso demais em se tratando de Antônio Calloni. Eu tenho depressão e não gostaria que essa brecha lançada por ele fosse diagnosticada como uma grave doença (Gente, 23 de agosto).
Marcelo Teixeira
São Paulo, SP

Gostamos muito da seção Gente, pois ela fala de novelas, do que os famosos pensam e até mesmo de algumas fofocas. Achamos muito interessante o modo como vocês organizam a seção e como falam dos famosos. Faz com que a revista não fique fútil.
Fernanda C. Stähelin, 13 anos
Gabriela Bento, 13 anos
Florianópolis, SC

 

Funk do PCC

A reportagem "O funk do PCC" (23 de agosto) mostra até onde chegou a ousadia do crime organizado no estado de São Paulo. O Brasil anda como caranguejo, para trás. Dentro de alguns anos, atingiremos o padrão de vida da África ou, quiçá, estaremos vivendo como vivem os colombianos com as Farc. Lamentável esse estado de coisas, incompetência total dos políticos de todos os partidos, que só sabem fazer negociatas, objetivando o enriquecimento ilícito.
Camila Meneghim Pedroso de Oliveira, 15 anos,
São Paulo, SP

 

Cartas

Normalmente, nos fins de semana acompanho as reportagens de VEJA, mas muitas vezes leio apenas algumas. Tenho observado na seção Cartas que algumas das matérias que não li são comentadas ali na semana seguinte. Muitas vezes elas me despertam certo interesse, fazendo com que eu pegue a revista da semana anterior e a leia. Mas o que mais tem se mostrado interessante é a diversidade de opiniões nos comentários, mesmo que muitas vezes contraditórios. Por meio deles, é possível ampliar o entendimento de determinados assuntos, pois às vezes abordam a reportagem de um ponto de vista que eu nem sequer havia pensado. Parabéns, leitores, por suas cartas. Assim, nós também somos parte da notícia!
Beatriz Antunes, 15 anos
São Paulo, SP

 

Mozart

O artigo "As cartas não mentem" (19 de julho) afirma que, segundo a correspondência de Mozart, ele manteve casos amorosos com uma cantora e com sua sobrinha. Mozart, de fato, manteve casos amorosos com algumas cantoras líricas, porém a "sobrinha" a que refere o artigo era na realidade sua prima. Chamava-se Maria Anna Thekla Mozart (1758-1841), ou Bäsle, como Mozart a apelidou carinhosamente nas cartas que lhe escreveu. Bäsle era filha de Franz Aloys, tio paterno de Mozart.
Kátia Brehm
Lisboa, Portugal

 

Audi

A Audi foi citada na coluna Desce (23 de agosto), na qual se afirma que, após sete anos da abertura da fábrica no Paraná, a empresa está fechando as portas no Brasil. Gostaríamos de esclarecer que a Audi encerra em agosto apenas a produção local do modelo Audi A3. Ela continuará atuando no mercado brasileiro por meio das operações da Audi Brasil Distribuidora. Portanto, a marca Audi permanecerá no país, oferecendo um extenso leque de produtos, partindo do novo A3 Sportback até o luxuoso A8 e os demais lançamentos previstos para este e os próximos anos.
Claudia d'Amato
LVBA Comunicação Assessoria de imprensa da Audi do Brasil
São Paulo, SP

 

Luiz Gushiken

A revista VEJA (edição 1970), na seção Radar, publicou destacada nota informando sobre a minha presença em sofisticado jantar no restaurante Magari, na cidade de São Paulo. Em nenhum momento, nem eu nem minha assessoria fomos procurados pela revista. Lamento profundamente não ter tido a oportunidade de esclarecer as informações equivocadas de que o colunista dispunha. A nota expõe negativamente minha condição de homem público ao levar aos leitores uma série de inverdades. Como publicada, insinua uma postura desmedida que desgasta minha imagem com falsas informações sobre o pagamento de uma vultosa conta em dinheiro vivo. No sentido de restabelecimento da verdade e para assegurar a informação correta aos leitores, solicito a correção das informações.
Luiz Gushiken
Brasília, DF

CORREÇÃO: Na edição VEJA Curitiba – O Melhor da Cidade, lançada na semana passada na capital paranaense, o endereço correto da loja local da distribuidora de vinhos Expand é Rua Comendador Araújo, 1030, fone: 041 3078-1111.

 

SÓ PRIVILEGIADOS

A leitora Ana Lúcia Carvalho está indignada: "Nos dias 25, 26 e 27 de julho, a Varig embarcou um grupo de quase 200 passageiros no vôo RG 9741 Frankfurt/São Paulo, preterindo pessoas com passagens confirmadas. Tal grupo se dizia constituído por desembargadores, juízes e seus acompanhantes retornando de um congresso em Paris". Ana Lúcia, que embarcou no dia 26, protestou e fotografou alguns componentes do grupo. "Tentaram tomar e quebrar a minha máquina e fui insultada com palavras de baixo calão", diz a leitora, revoltada e chocada com a educação dos privilegiados passageiros.

 

INTER RUMO AO MUNDIAL

Os leitores Lucas Guimarães Abreu, de Ipatinga (MG), Jorge Luis Weber, de Ponta Porã (MS), e Paola Loewe de Oliveira, de Santa Cruz do Sul (RS), corrigem uma informação publicada na seção Datas da semana passada: "O Sport Club Internacional não vai disputar o Mundial de Clubes contra o Barcelona. Além dos campeões da Europa e da América do Sul, o torneio promovido pela Fifa no Japão também inclui representantes da Oceania, Ásia, África e América do Norte, Central e Caribe", escreveu Lucas. "O Inter, vencedor da Libertadores, e o Barcelona, campeão da Liga dos Campeões da Europa, começam a disputa apenas nas semifinais", diz Paola. "Os colorados aguardam o confronto entre os campeões da África e da Ásia, que serão conhecidos apenas em novembro. Já o Barcelona espera o confronto entre o América, do México (campeão da Concacaf), e o Auckland, da Nova Zelândia (campeão da Oceania)." Os interessados podem conferir a tabela do Mundial (Copa Toyota) no site da Fifa (http://www.fifa.com/).

 

OS DENTES DO PRESIDENTE

Os dentistas mineiros Guilherme Silva e Fernando Pedrosa, de Belo Horizonte, leram a reportagem "No partido do Botox cabe todo mundo" (23 de agosto) e acreditam que o presidente Lula não fez cirurgia corretiva na arcada dentária, mas usa dentadura: "O presidente Lula, muito provavelmente, é portador de prótese total removível", escreveu Fernando. "Sua alteração no sorriso deveu-se à confecção de uma nova prótese", garante Guilherme. Já o cirurgião-dentista Mário Alexandretti, de Florianópolis (SC), tem outro diagnóstico: "O presidente Lula fez próteses de porcelana (jaquetas)".

 

 
 
 
 
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