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Edição 1971 . 30 de agosto de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Artigo: Gustavo Ioschpe
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Carta ao leitor
Nós fazemos por você

 

Paulo Vitale

Paula, Karina, Anna Paula e Giuliana: responsáveis por selecionar e explicar o que há de mais relevante e interessante na área de medicina e saúde

Nesta edição, a partir da página 88, VEJA publica uma reportagem sobre as descobertas da nova ciência do metabolismo em relação ao açúcar – um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros. Entre outras coisas, o leitor aprenderá a contabilizar o "açúcar invisível" em dezenas de pratos, para, desse modo, controlar melhor sua dieta. Medicina e saúde sempre estiveram entre os focos da cobertura de VEJA em seus 38 anos de vida – dois focos que vêm ganhando intensidade. Para se ter uma idéia, nos últimos cinco anos a revista dedicou 41 reportagens de capa e três edições especiais a esses temas. A editora Karina Pastore e as repórteres Anna Paula Buchalla, Paula Neiva e Giuliana Bergamo são as responsáveis por monitorar a área. Todas as semanas, elas garimpam notícias em quinze publicações especializadas nacionais e estrangeiras, duas dezenas de sites de universidades renomadas e trinta laboratórios farmacêuticos. Sua primeira missão é selecionar os assuntos de maior relevância para o leitor, avaliá-los e checá-los com os principais especialistas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. A segunda é traduzir tudo do jargão médico para uma linguagem simples e ilustrar as páginas de uma forma atraente e ao mesmo tempo rigorosamente científica.

Há trinta anos, as fontes de informação nas diversas áreas do conhecimento eram escassas no Brasil. Não havia internet, as publicações americanas e européias chegavam com muito atraso ao país (quando chegavam) e as comunicações entre os centros de pesquisa brasileiros e internacionais eram rarefeitas. Os jornalistas viam-se, então, obrigados a despender um esforço enorme na busca de novidades que valessem uma reportagem. Hoje, com a rede mundial de computadores e o encurtamento da distância que separava o Brasil do mundo, milhões de pessoas têm acesso a uma miríade de dados e estudos. Novidades é que não faltam. Mas como separar o que é avanço verdadeiro e vital do que não passa de alarido de experiências pessoais e falsas notícias? Esse é o nosso trabalho, leitor. O rigor na seleção dos temas das reportagens – bem como na sua apuração – faz parte do metabolismo de VEJA.

 
 
 
 
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