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Firme e forte

Survivor premia gay nudista com
1 milhão de dólares

 
Divulgação/Globo
Monty Brinton/CBS

Andréa, de No Limite, e o felizardo Hatch: brasileiros e americanos são mesmo diferentes

Um sujeito gorducho, gay assumido, exibicionista e com fama de maquiavélico. Assim é Richard Hatch, o consultor corporativo de 39 anos que abocanhou o polpudo prêmio de 1 milhão de dólares oferecido ao vencedor de Survivor – o programa voyeurístico que inspirou No Limite, da Rede Globo. Maior fenômeno televisivo dos últimos tempos nos Estados Unidos, a atração da rede CBS extrapolou todas as expectativas de audiência em seu capítulo final, exibido na quarta-feira passada. Nada menos do que 51 milhões de pessoas grudaram os olhos na tela para ver qual dos quatro finalistas iria levar a melhor. Além do vitorioso, estavam na disputa uma motorista de caminhão, uma guia turística e um militar aposentado que se irritava profundamente com a mania de Hatch de andar peladão diante das câmaras. Eles foram os sobreviventes do grupo de dezesseis pessoas isoladas por 39 dias na Ilha de Pulau Tiga, no Mar da China. Para chegar até o fim do jogo, tiveram de passar por gincanas e testes de sobrevivência até piores do que os enfrentados pela turma de No Limite. No 13º e derradeiro episódio, foram obrigados a andar sobre brasa quente, ficaram pendurados em postes de madeira e responderam a perguntas constrangedoras sobre os participantes eliminados. Detalhe cruel: o vencedor foi escolhido justamente pelo voto de sete desses desclassificados. Hatch ganhou por 4 a 3. Mesmo tido como detestável pelos ex-companheiros, derrubou sua maior oponente, Kelly Wiglesworth, de 23 anos, que foi tachada de falsa e dissimulada.

Como numa aula prática de sociologia, foi possível notar que brasileiros e americanos têm maneiras diferentes de reagir a situações difíceis. Até agora, os brasileiros têm-se mostrado mais propensos ao choro e às demonstrações de emoção. No último episódio de No Limite, por exemplo, veio à tona um qüiproquó daqueles entre a carioca Andréa e a paulista Juliana. O bate-boca, soube-se depois, quase terminou em bofetadas. Em Survivor, os concorrentes primaram pelo calculismo. Hatch sobreviveu entre tantas "cobras" porque foi quem melhor soube criar alianças táticas. Em setembro, o programa deverá ser reprisado na TV americana. E já se anuncia para 2001 uma segunda edição, que será ambientada no deserto australiano.

 

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