Curinga na
manga
Aquarela
do Brasil é trunfo da Globo
para
enfrentar mais de um problema
Marcelo
Marthe
Divulgação/Globo
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| Maria
Fernanda e Edson Celulari: romance na época da II Guerra |
No
ar desde a semana passada, a minissérie Aquarela do Brasil
é a nova aposta da Rede Globo num gênero que se
tornou sinônimo de ibope vitaminado as superproduções
de época. A tentativa de repetir os passos do sucesso Terra
Nostra é visível. O diretor é o mesmo Jayme
Monjardim. Também marcam presença estrelas da novela
anterior das 8, como a bela Maria Fernanda Cândido e o galã
Thiago Lacerda, agora alguns quilinhos mais gordo. A principal missão
de todos é bombardear a concorrência acirrada dos filmes
do SBT, que vinham batendo atrações micadas, como
a Muvuca de Regina Casé e o humorístico Garotas
do Programa, nas noites de terça e sexta-feira. Na
estréia, deu certo. Pelo folgado placar de 30 a 21 pontos
no ibope, a série neutralizou um Silvio Santos munido de
artilharia pesada: a fita de ação Força
Aérea Um, estrelada por Harrison Ford. Aquarela do
Brasil, no entanto, tem outro papel importante: atuar como um
curinga na programação noturna.
Columbia Buena Vista
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| Força
Aérea Um: série
bateu filme do SBT |
Com a atual overdose de transmissões futebolísticas
e a chegada das Olimpíadas de Sydney, em setembro, o esporte
tende a ocupar espaço cada vez maior no horário noturno.
Assim, no melhor estilo encolhe e estica, o folhetim de Lauro César
Muniz deve mudar de horário e duração ao sabor
das conveniências. Já no segundo dia, atrasou mais
de uma hora e teve dois em vez de três blocos. "Isso é
ruim porque afeta o ritmo da trama", pondera um renomado autor global.
A emissora reconhece o risco, mas confia no carisma de suas estrelas
e na caprichadíssima reconstituição de época
para manter o ibope. Ao longo de quatro meses, Aquarela,
cuja trama se desenrola na época da II Guerra Mundial, deve
exibir externas feitas na Itália e até cenas de batalha
gravadas com recrutas do Exército. Prepare suas armas, Silvio.
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