Ô, coitado
Nem
o MinC acredita mais no
ator Guilherme Fontes
Marcelo
Camacho
Mirian Monteiro
 |
|
Fontes:
ele terá de devolver cada tostão desviado. Total
pode chegar a
2,6 milhões
|
O cineasta, ator e trambiqueiro Guilherme Fontes ainda esperneia,
mas o cerco contra ele se fecha cada vez mais. Agora, até
o complacente Ministério da Cultura cobra medidas urgentes
para sanar irregularidades na produção do filme Chatô
O Rei do Brasil. Essas medidas incluem a devolução
de verbas aos cofres públicos e a prestação
de informações sobre gastos duvidososíssimos.
O ministério resolveu agir com base em um estudo feito por
auditores externos da Fundação Universidade de Brasília.
Segundo a auditoria, os contas de Fontes pode chegar a
2,6 milhões de reais. Desse montante, 926.000
deveriam ter sido devolvidos à conta do projeto original
de Chatô na quinta-feira passada. A Secretaria do Audiovisual
afirma que Fontes usou o dinheiro indevidamente, para realizar o
projeto paralelo 500 Anos de História do Brasil. Ele,
evidentemente, discorda e não realizou o depósito.
"Não houve desvio", afirma o Orson Welles de Jacarepaguá.
"Meus advogados estão preparando uma defesa." Outros 373.000
reais, oriundos da utilização de notas fiscais inidôneas
e de pagamentos irregulares, também terão de ser entregues
ao governo até o dia 8 de setembro. Noves fora, resta um
gasto de 1,3 milhão que ainda não precisa ser devolvido,
mas precisa ser justificado. E muito. Afinal, quase metade dele
está no bolso de Fontes, a título de pró-labore.
"Pelas minhas contas, não devo ao Estado nem 5.000
reais", diz o cineasta, em sua melhor interpretação.
"Mas a neurose chegou a tal ponto que estão questionando
até o meu salário!" Ô, coitado.
|