Brasil Justiça

Esta semana
Sumário
Brasil
O código de conduta do governo contra a corrupção
Almirantes vão às compras
CUT elege primeiro não-metalúrgico para presidente
O promotor que chamou os sem-terra de nazistas
As irregularidades nos tribunais de contas
Galeão ocioso e Cumbica saturado
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guias
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Insulto à vítima

Promotor acusa os sem-terra
de serem nazistas

O julgamento de dois oficiais da Polícia Militar apontados como responsáveis pela morte de trabalhadores sem-terra, em um conflito ocorrido em 1995 em Corumbiara, interior de Rondônia, acabou ofuscado, na semana passada, pela atuação do promotor de Justiça responsável pela acusação. O promotor Tarcísio Leite Matos usou da palavra para pedir a absolvição dos réus e atacar duramente os sem-terra, que eram as vítimas. Durante seu falatório, misturou suas idiossincrasias a respeito da reforma agrária com fatos narrados no processo e criticou severamente os manifestantes. Chegou a ponto de chamá-los de "nazistas" e profetizou: "Ou o Brasil acaba com os sem-terra ou os sem-terra acabam com o Brasil". Os policiais acusados foram tratados com toda condescendência e respeito pelo senhor promotor.

Tarcísio Leite Matos alegou que os policiais estavam cumprindo ordens e que não havia provas para condená-los. Depois do show, os jurados absolveram o capitão José Cysmeiros Pachá e o tenente Mauro Ronaldo Flores, por 6 votos a 1. Os réus chefiavam um batalhão que deu apoio à desastrada operação de reintegração de posse em fazenda invadida pelos sem-terra, que resultou na morte de dez manifestantes e dois PMs. Graças a tamanho absurdo na performance do promotor, o resultado do julgamento pode ser anulado. O pedido foi feito na semana passada pelo Conselho Superior do Ministério Público de Rondônia, que também decidiu afastá-lo do caso. A justificativa é que ele não tinha o direito de explicitar suas opiniões em uma corte de Justiça.

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco