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"Se
os Beatles estivessem certos ao dizer que moramos em um submarino
amarelo, eu ia querer muito que ele não fosse russo."
João Luiz Braga
São Paulo, SP |
Submarino
russo
Sem dúvida, a tragédia do submarino Kursk ("Horror
no fundo do mar e estupidez fora dele", 23 de agosto) provocou
grande comoção mundial, pois foi triste e revoltante
observar, de forma impotente, a troca de 118 vidas pela manutenção
de segredos militares. No entanto, e aqui reside grande ironia,
é bom lembrar que esses 118 marinheiros, para os quais
endereçamos nossas preces, não hesitariam em disparar
seus mísseis equipados com ogivas nucleares, com poder
de fogo e precisão suficientes para pulverizar cidades
como São Paulo. Afinal, sua tripulação foi
treinada e conscientizada da sua missão de atacar e destruir,
sem remorsos.
Joaquim Augusto Domingues
São Paulo, SP
É
lamentável observarmos que a empáfia, a arrogância
e a vaidade dos homens conseguem ser mais fortes que a solidariedade
e a humildade de reconhecer suas limitações.
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA
a.brito@globo.com
O
que sobrou de positivo dessa tragédia do submarino, se
é que isso é possível, foi que pelo menos
momentaneamente a humanidade se mostrou solidária e misericordiosa.
Cícero Moreira Gomes
Curitiba, PR
Música
O que compromete mesmo a credibilidade da proposta do festival
da Globo é a surrealista fórmula de pré-seleção,
em que doze luminares selecionaram herculeamente 48 dentre quase
24.000 canções inscritas,
no lapso de setenta dias, o que dá para cada crítico
cerca de 29 músicas e letras por dia. O cachê deve
ter sido altíssimo para justificar o "sacrifício".
De nossa parte (não fomos classificados com Quem Mandou
Mandela Amar), resta-nos o consolo da boa companhia de Lenine
e Billy Blanco ("Festival para quê?", 23 de agosto).
Silvestre de Almeida Filho
Campina Grande, PB
Televisão
Acho que já está na hora de os senhores Gugu Liberato,
Sérgio Mallandro e cia. pararem de explorar o sexo feminino
em troca de audiência. As mulheres deveriam unir-se contra
esse tipo de baixaria ("Sábado popozudo", 23 de agosto).
João Paulo Santos Déa
Curitiba, PR
Roberto
Pompeu de Toledo
Roberto Pompeu de Toledo me deixou arrepiado ao traçar
um paralelo entre um livro que eu adoro desde a adolescência
e uma história que presenciei desde a adolescência
(Ensaio, 23 de agosto). Para ajudar na brilhante comparação,
uma frase recente do ministro Francisco Dornelles (sobrinho de
Tancredo, aliás): "Se algum dia Lula for presidente, o
PFL vai continuar sendo governo e o PT vai continuar sendo oposição".
Rui A. Rebelo
rui.rebe@zaz.com.br
CLaudio
de Moura Castro
Sou
psicóloga com formação em psicopedagogia
e meu marido é historiador e professor do ensino fundamental
aqui em Pernambuco. Estamos em contato diário com a educação,
seja na sala de aula, seja no consultório, abordando as
angústias que o fracasso escolar provoca em crianças
e jovens. Portanto, iniciar a semana podendo ler e refletir sobre
nosso trabalho, por meio de palavras tão precisas quanto
as de Claudio Moura Castro, é um alento ("De péssima
a medíocre", 23 de agosto).
Lúcia e Fábio Salvari
lsalvari@zaz.com.br
Timor Leste
Em visita técnica pelo Sebrae-SP ao Timor Leste, de 16
de junho a 8 de julho, a convite do Banco Mundial, conheci sete
dos treze distritos do país. A situação lá
é muito difícil. Uma nação ainda marcada
pela violência do recente conflito. Há bastante para
ser reconstruído. Muitas casas foram queimadas. Prédios
estão completamente destruídos. Carros e ônibus
incendiados durante o embate também podem ser encontrados
pelas ruas de Díli, a capital. É um país
de uma beleza natural fantástica. Inúmeros locais
parecem com o Brasil. Díli vai mostrando, aos poucos, sinais
de que as coisas estão mudando. É possível
ver que a economia local, timidamente, começa a reaparecer
("País inventado", 16 de agosto).
Alecsandro Araujo de Souza
São
Paulo, SP
Carlos
Alberto Montaner
O escritor Carlos Alberto Montaner e todos os latino-americanos
que têm saudade da Europa não conseguem compreender
a dimensão da tragédia de um povo à mercê
da eterna dominação dos povos do Norte. Sim, senhor
Montaner, não temos sangue nem herança anglo-saxônica,
por isso precisamos trilhar caminhos alternativos. Um cucaracha
com olhos europeus é que é um Perfeito Idiota Latino-Americano
(Amarelas, 23 de agosto).
Luiz Carlos Nunes
lnunes@newsite.com.br
Criança
A reportagem "Cuidado: imagem em construção" (23
de agosto) me fez recordar uma afirmativa do pensador argentino
González Pecotche, criador da logosofia: "Todo ensinamento
moral não avalizado pelo exemplo de quem o profere atua
em sentido contrário na alma de quem o recebe". Como educadora,
gostaria de ver muitas outras reportagens como essa, voltada para
a educação, pois o bem tem de unir esforços
para se contrapor às forças do mal que atinge as
novas gerações. Meus sinceros parabéns!
Maria Lúcia da Silveira
Belo
Horizonte, MG
Saúde
Acho muito importante os meios de comunicação exibirem
a verdadeira face desse assassino, que, diferentemente do que
mostra a propaganda, mata e não traz benefício algum
a nossa saúde. Ficaria bastante feliz se as leis contra
a propaganda tabagista fossem aprovadas, pois com elas poderemos
ter a certeza de um futuro melhor para as novas gerações
("Fumo sob fogo cerrado", 23 de agosto).
Priscila Broseghini Cocchetto,
14 anos
Vitória,
ES
Automóveis
Oportuna a reportagem "O pneu já matou 62 pessoas" (23
de agosto). Em janeiro de 1995, minha mulher morreu quando o carro
em que viajávamos capotou por causa do descolamento da
banda de rodagem de um pneu dianteiro da marca Wrangler-Goodyear.
Nos Estados Unidos, 62 pessoas perderam a vida no período
de três anos. Aqui, a Goodyear fabricou durante oito anos
o pneu Wrangler defeituoso. Produziu 1 milhão de pneus
e recebeu 15.000 reclamações
de acidentes por soltura da banda de rodagem. Quantos brasileiros
não morreram como minha mulher?
Gerson Floriz Costa
Brasília,
DF
Vida
Digital
Na edição VEJA Vida Digital (agosto), foi
publicada uma foto ("Estilo net", pág. 87) de nosso escritório.
A legenda identifica erradamente nossos funcionários como
sendo do UOL.
Christian Haas
VP
managing director da Organic
haas@organic.com
Mercosul
Queremos manifestar nossa absoluta surpresa e indignação
diante do título totalmente infeliz e ofensivo "O anão
zangado" (9 de agosto). Uma análise minimamente séria
e documentada das ações levadas adiante por meu
país no seio do Mercosul não pode chegar nunca à
leviandade de conceituar o Uruguai como um país chorão.
Bem pelo contrário, o Uruguai não tem feito outra
coisa a não ser defender e fazer valer com firmeza seus
interesses e direitos, assim como os dos demais Estados membros,
atuando como zeloso guardião do cumprimento estrito, por
parte de todos os sócios, dos compromissos assumidos no
marco do processo de integração sub-regional no
qual estamos integrados em pé de igualdade com o Brasil,
a Argentina e o Paraguai.
Embaixador
Jorge Talice
Assessor
especial do ministro das Relações Exteriores
Montevidéu,
Urugua
CORREÇÃO:
Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Você
vai pagar" (23 de agosto), o auxílio-moradia não
é pago aos deputados distritais do Distrito Federal.