BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2071

30 de julho de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Claudio de Moura Castro
Millôr
Cartas
Blog
PANORAMA
A semana
Holofote
Contexto
Datas
Radar
Veja essa
 

VEJA Recomenda

 

CINEMA

QUANDO ESTOU AMANDO (Quand J’Étais Chanteur, França, 2006. Estréia nesta sexta-feira)

• Alain Moreau (Gérard Depardieu) já vai para lá da meia-idade, é corpulento, usa camisas berrantes e brilhantes e adora o que faz: cantar com sua banda em bailões do interior freqüentados por gente da antiga. No fundo um tímido e um solitário disfarçado em sedutor, Alain se apaixona de novo, depois de um longo inverno sentimental, por Marion (Cécile de France), uma moça mais jovem, moderna, complicada e que foi para a cama com ele no que ela considera ter sido um momento de fraqueza. Como é hábito no cinema francês, Quando Estou Amando percorre caminhos tortuosos para chegar a lugar nenhum. Mas é isso que faz sua beleza: a quixotesca campanha de conquista de Alain, animada pela mais inspirada e vulnerável atuação de Depardieu em muito tempo. Veja cenas.


DVD

TOQUE DE RECOLHER (Right at Your Door, Estados Unidos, 2006. Europa)

• Em uma manhã qualquer, Los Angeles amanhece sob efeito de um poluente tóxico e potencialmente letal; quem já estava em casa deve permanecer nela, fechando como for possível todas as frestas das portas e janelas; quem saiu para a rua está obrigado a permanecer nela para não contaminar os ainda ilesos, sob ameaça de ser abatido a tiros pela polícia. Feito com muita engenhosidade, este suspense acompanha a histeria crescente por meio de um casal dividido pela porta da frente de sua casa – ela (Mary McCormack) passou o diabo para chegar até ali e quer entrar, enquanto ele (Rory Cochrane) decide deixá-la de fora para poupar a própria vida e a de um garoto a quem deu abrigo. O saldo prova que, com uma boa idéia, boas interpretações e um roteiro bem amarrado, não é preciso efeito especial nenhum para encenar um apocalipse convincente.

 

DISCO

WE STARTED NOTHING The Ting Tings (Sony/BMG)

• Ting Ting era o nome de uma colega chinesa de Katie White (guitarra) na butique onde trabalhava na época em que se juntou a Jules de Martino (bateria) – e em mandarim a palavra significa algo como "coreto". O primeiro disco da dupla formada em Manchester há dois anos vem arrancando elogios da crítica com seu divertido e despretensioso pop de garagem. Comparado pela imprensa britânica a bandas como Blondie e The Gossip, o dueto já vendeu mais de 300 000 discos desde que este primeiro trabalho foi lançado, em maio. That’s Not My Name, com sua deliciosa levada adolescente, desbancou até mesmo Madonna das paradas inglesas. Outras canções fazem sucesso nas rádios – e fora delas. A dançante Shut Up and Let Me Go virou trilha sonora de um comercial da Apple para o iPod na Europa, além de embalar os episódios da série teen Gossip Girl.

 

LIVROS

O MANÍACO DO OLHO VERDE de Dalton Trevisan (Record; 128 páginas; 28 reais)

• Famoso por seus hábitos reclusos, o paranaense Dalton Trevisan pertence àquela estirpe dos escritores obsessivos que exploram sempre os mesmos veios temáticos. Todas as suas coletâneas de contos incluem personagens marginais, retratos pouco lisonjeiros dos subúrbios de Curitiba e um erotismo meio cafajeste. Pode-se até acusá-lo de escrever sempre a mesma obra – mas o notável é que, mesmo assim, seus livros conseguem surpreender, pela força do estilo conciso e pela coragem brutal com que o autor explora os desvãos mais obscuros da natureza humana. Tal é o caso desta nova coletânea, com 26 contos. O texto que dá título ao livro é exemplar do universo de Dalton Trevisan: seu protagonista é um homem que não consegue resistir a seus impulsos sexuais – e que estupra até uma criança. E ele ainda acusa: "Eu sou um de vocês". Leia trecho.


UMA BREVE HISTÓRIA DOS TRATORES EM UCRANIANO de Marina Lewycka (tradução de Marina Slade; Bertrand Brasil; 322 páginas; 39 reais)

• Filha de ucranianos, Marina Lewycka nasceu em um campo de refugiados na Alemanha, no fim da II Guerra Mundial, e cresceu na Inglaterra. Os traumas históricos que cercam sua família estão presentes neste romance. Mas são tratados com leveza e humor. Toda a confusão começa quando o octogenário imigrante ucraniano Nikolai, viúvo há dois anos, resolve se casar com a loiraça Valentina, quase cinqüenta anos mais jovem. Também ucraniana, a nova esposa encontra no casamento uma porta de saída de seu conturbado país natal, que então recém-saía do comunismo – e, de quebra, uma possibilidade de dar o golpe do baú. Valentina enfrentará, porém, a oposição aguerrida das filhas de Nikolai. Detalhe curioso: o título – referência a uma história dos tratores escrita por Nikolai – induziu a livraria on-line Amazon a classificar o livro erroneamente, na época do lançamento, na categoria de Ciência e Engenharia. Leia trecho.


A ZONA DO DESCONFORTO de Jonathan Franzen (tradução de Sergio Flaksman; Companhia das Letras; 232 páginas; 45 reais)

• Quando menino, Jonathan Franzen, hoje se aproximando dos 49 anos, identificava-se com Charlie Brown, o garoto melancólico dos quadrinhos criados por Charles Schulz. A Zona do Desconforto reúne textos autobiográficos em que Franzen, um dos mais badalados nomes da literatura americana recente, revisita sua infância e adolescência – um engraçado retrato do artista em seus tempos de nerd. O livro também registra as mudanças comportamentais que sacudiram os lares americanos nos anos 60 e 70 – a convencional família de Franzen sofre um abalo quando um irmão mais velho foge de casa para perseguir seu sonho de dirigir filmes de arte, ocupação que o pai desaprovava. De certo modo, A Zona do Desconforto talvez revele as fontes a que Franzen recorreu para compor a família problemática de seu excelente romance As Correções. Leia trecho.

 

 

 
Publicidade




     

Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Curitiba; Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva, Siciliano; Campinas: Laselva, Fnac, Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; João Pessoa: Siciliano; Jundiaí: Siciliano; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró: Siciliano; Natal: Laselva, Siciliano; Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva, Siciliano; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler, Siciliano; Rio Claro: Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Siciliano, Travessa; Salvador: Saraiva, Siciliano; Santo André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Livrarias Curitiba, Nobel, Saraiva, Martins Fontes, Siciliano; São Vicente: Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Teresina: Laselva; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano; Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Nobel, Leitura, Saraiva, Submarino, Siciliano.



Clique aqui para acessar a lista estendida de livros mais vendidos

 



Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |