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Edição 2071

30 de julho de 2008
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Assuntos mais comentados

O Brasil que cresce (capa)
Operação Satiagraha
Roberto Pompeu de Toledo
Lya Luft
Cid Gomes

 

O Brasil que cresce

Excelente a reportagem de capa "As novas fronteiras dos bilhões" (23 de julho). Como é bom conhecer o sucesso dos brasileiros que trabalham e produzem! Estava cansado de ler sobre os "espertalhões" e a impunidade. É bom que nossas crianças leiam que o estudo, o trabalho e o esforço produzem sucesso como o que tem sido obtido principalmente por nossas empresas privadas.
Vinicius Montgomery
Itajubá, MG

Oito exemplos de negócios bem-sucedidos. Oito motivos de orgulho e reconhecimento da capacidade empreendedora dos brasileiros. Oito casos de sucesso de pessoas e equipes competentes, ousadas, criativas e que acreditam no potencial do Brasil. Que contraste com muitos empresários e políticos que só pensam em si, em corromper e fazer fortuna de forma fácil e desonesta.
Jonacir Dadalto
Belo Horizonte, MG

Cumprimento VEJA pela reportagem "O Brasil para dentro" (23 de julho), que confirma o protagonismo do setor agropecuário no processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Senadora Kátia Abreu
Brasília, DF

Excelente o trabalho que levou à reportagem "Show dos bilhões". Ela mostra que existe um Brasil que cresce, criando oportunidades de emprego e desenvolvimento sustentável, e que precisa ser mostrado à população.
Fernando Thompson
Gerência-geral de relacionamento com a imprensa da Vale
Rio de Janeiro, RJ

Por meio da excelente matéria "As novas fronteiras dos bilhões" (edição 2 070), VEJA dá uma enorme contribuição para que possamos entender este imenso, belo e complexo país chamado Brasil. É uma edição histórica, que temos de guardar para mostrar às futuras gerações.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

O salto que o Brasil dá como player internacional nos negócios era previsível em virtude dos ajustes e das reformas da economia que começaram em 1994. A valorização do real foi conseqüência de todo esse trabalho e da enorme alta das commodities no mercado internacional. É realmente uma reportagem excelente, porque mostra como os bons empresários podem se beneficiar das condições oferecidas por governos que exercem uma política econômica séria e competente.
Eduardo Uchoa de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ

O Brasil é um país de muitos recursos naturais e acho que as autoridades competentes de outras regiões devem potencializar a exploração desses recursos para convertê-los em desenvolvimento econômico e social, como fizeram os governos daquelas cidades. Excelente exemplo a ser seguido.
Maurino Júnior
Ibirataia, BA

De vilã a protagonista, assim podemos chamar a cana-de-açúcar. Pradópolis, cidade situada a noroeste de São Paulo, mostra ao mundo que podemos produzir etanol combustível para a geração de energia, dar total condição ao trabalhador, juntando desenvolvimento social e ecologia, eliminar o desemprego e trazer divisas para o município, para o aquecimento do mercado, oferecendo aos moradores saúde, educação, transporte, esporte, segurança, água tratada e rede de esgoto, como está escrito na Constituição.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

Parabéns a VEJA pela brilhante reportagem sobre Jaraguá do Sul. O sucesso dessa cidade, como foi muito bem abordado, se deve a uma eficiente administração pública, a um povo trabalhador e a empresários altruístas. Parabéns ao prefeito, que é médico pediatra, e ao secretário da Saúde, pelos excelentes índices nos quesitos mortalidade infantil e educação. Essa cidade é um grande exemplo para o Brasil.
João Carlos da Silva
Jaraguá do Sul, SC

Como mato-grossense do agronegócio, cumprimento a revista pela excelente reportagem, porém gostaria de dizer que o setor de reflorestamento, especialmente o plantio de eucalipto e pinus, não foi citado. Ele utiliza menos de 50% de área da soja e produz seguramente um PIB 50% superior ao verificado na área da oleaginosa, além de criar mais emprego, mais impostos e mais divisas. É uma atividade que pode ser desenvolvida por um agricultor familiar ou até por um megaempresário.
Ari Xavier da Silva
Cuiabá, MT

É sempre bom lembrar que o "mato" ao qual a reportagem "A riqueza do cerrado" se refere é a savana mais rica do planeta, responsável por 30% de toda a biodiversidade brasileira. A devastação do cerrado ameaça o fornecimento de água doce no Brasil, e pode levar o país a uma crise energética.
Paulo Fiuza de Moraes 
Brasília, DF

Isso é que é trabalho jornalístico. Nunca vi tanta notícia boa numa mesma revista. Estou mais feliz com o Brasil.
Flávio V. Gabriel
Araraquara, SP

Os fundadores da empresa Marisol S.A., de Jaraguá do Sul (SC), são os senhores Pedro Donini (irmão de Vicente Donini), Werner Schuster e Wigand Hasse, e não Vicente Donini, como citado na reportagem.
João Carlos Tomaselli
Curitiba, PR

 

Anderson Schneider
O Brasil que cresce
A engenheira Lourdes Melo, da Vale, comanda uma equipe de vinte homens em uma das minas de Barão de Cocais, em Minas, um pedacinho do Brasil que dá certo

 

Operação Satiagraha

Acredito que a Operação Satiagraha foi bem-sucedida, pois, como consta na reportagem "Mandei ele sair porque ele quis..." (23 de julho), ela resultou no flagrante de gente ligada ao banqueiro tentando corromper um delegado. Até quando nossa polícia e nossa Justiça serão coniventes com os poderosos?
Cristiane Henriques Soares de Paiva Lopes
Brasília, DF

O cinismo e a falta de respeito com a inteligência da minoria pensante deste país vão a tal ponto que o presidente Lula não se sentiu constrangido em exigir que o delegado Protógenes voltasse para a Operação Satiagraha, da qual foi afastado pelo próprio governo por ter feito a operação chegar à porta do gabinete de Lula.
Abel Pires Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

Seja como for, a verdade é que a Operação Satiagraha criou um estranho clima de entorpecimento oral no Congresso. Por que será?
Sílvio Sano
São Paulo, SP

Concordo com VEJA quando afirma que tem sido "recorrente o uso da condição financeira do suspeito como uma espécie de ‘agravante’". Mas é necessário discordar que a frase do juiz De Sanctis seja prova disso. Quando escreve "não é possível olvidar que o requerido detém significativo poder econômico e possui contatos com o exterior, ampliando a possibilidade de evasão do território nacional", ele afirma que Daniel Dantas tem facilidades para fugir, se quiser. Só isso. Ao utilizar esse argumento que é, no mínimo, fraco, compromete a linha geral da reportagem, que é, claramente, em favor da lei e da ordem.
Celso Sabatini
Belo Horizonte, MG

 

Energia nuclearss

Em relação à reportagem "O que era medo se tornou esperança" (23 de julho), vale salientar que a energia nuclear no Brasil é monopólio da União. Contudo, o governo tem se mostrado incapaz de arcar com os investimentos necessários à geração de energia por meio de usinas nucleares. Há um ano, apresentei uma proposta de emenda à Constituição que visa à abertura do setor à iniciativa privada e conseqüentemente à participação da sociedade. A PEC 122/2007 já recebeu parecer favorável do relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Hoje, a proposta, que precisa ser colocada na pauta de votação da CCJ, está parada. Não há como deixar para debater a produção e exploração de energia somente quando estivermos na iminência de um apagão energético. A energia de base nuclear é o futuro – uma energia limpa.
Deputado federal Alfredo Kaefer
Brasília, DF

 

J.R. Guzzo

Cumprimento o senhor J.R. Guzzo pela extrema sensibilidade com que analisou o panorama atual, depois do efeito Daniel Dantas ("Estado de erro", 23 de julho). Sensibilidade essa que falta a muitos juristas brasileiros, vaidosos e desconectados da realidade e dos anseios da sociedade brasileira. São reflexões como essa, lúcida e pautada pelo bom senso, que têm o poder de transformar o país e mudar a nossa triste sina.
Geraldo Pinho
Belém, PA

 

Roberto Pompeu de Toledo

A lista oficial das sete maravilhas de Brasília representa o bom gosto e o amor pelo belo de seus mais de 2.milhões de habitantes. Gente que para aqui veio ou aqui nasceu. Gente trabalhadora e séria. Gente que produz. Gente que se orgulha de aqui morar. A lista de Roberto Pompeu de Toledo ("As sete maravilhas de Brasília", Ensaio, 23 de julho) representa uma minoria que, pelo voto ou pelos interesses escusos, para aqui vem em busca do dinheiro fácil, das falcatruas, dos crimes do colarinho branco.
Maria Eliza Nogueira Loddo
Brasília, DF

Sou moradora de Brasília e, ainda, não me sinto envergonhada de dizer isso. Mas, para complementar seu ensaio, ficou faltando o apartamento do ex-reitor da UnB. Lixeiras de quase 1 000 reais. Vai dizer que um ambiente desse não é digno de apreciação?
Sabrina Nunes
Brasília, DF

Faltou na lista das maravilhas de Brasília a Granja do Torto, local onde o presidente, regado a muita cerveja e futebol, "esquecia" os escândalos ocorridos com seus subalternos, dando origem à famosa frase "Eu não sabia".
Daise Marçal
Belo Horizonte, MG

 

Cid Gomes

Não bastavam o Caribe e a Europa, agora temos forró em cada passo do governador Cid Gomes ("Os forrós de Cid", 23 de julho). Os cearenses não merecem essa farra desordenada com o erário estadual, pois os serviços públicos estão péssimos, 70% dos profissionais de nível superior da saúde são terceirizados, e os concursados do estado precisam recorrer à Justiça para assumir sua vaga, pois o governo não tem caixa para convocá-los.
Luiz Pereira Lima
Fortaleza, CE

Cid Gomes não nega mesmo que faz parte do que seu irmão Ciro chama de "a nova elite intelectual brasileira". Há fórmula mais eficiente para bestificar a patuléia do que botando-a para forrozear?
Patrick Gleber
Cajazeiras, PB

 

Lya Luft

Grande alerta geral o que Lya Luft transmitiu a todos nós, como sociedade, em seu artigo "A matança dos bebês" (Ponto de vista, 23 de julho). Não podemos ficar de olhos fechados, compactuando com essa deprimente situação da morte de centenas de bebês.
Francielle Cristina dos Santos
Umuarama, PR

Lya Luft fez um diagnóstico simplesmente perfeito acerca do que se passa em nosso país. Enquanto parcela dos cidadãos brasileiros insistir em dar de ombros, ou seja, em se mostrar indiferente ante o descalabro, estaremos fadados ao eterno jogo do faz-de-conta. Um país que, apesar de possuir uma pujança invejável, sofre dos males da apatia e da indiferença humana.
Guilherme Teno Castilho Missali
São Paulo, SP

Eu também, às vezes, acho que já vi de tudo, e, de repente, pais matam filhos, adolescentes especiais são empalados, milionários ladrões são defendidos e liberados de usar algemas, bebês morrem como moscas e alguma "autoridade" diz que está dentro do aceitável. Brasil, Brasil, "os sinos dobram por ti".  Só Deus para nos ajudar.
Rita Maldonado
Rio de Janeiro, RJ

Até no Haiti um hospital onde morrem 200 crianças em algumas semanas seria fechado. Por que o de Belém continua funcionando?
Regina Sousa
Santarém, PA

 

Diogo Mainardi

Então, Diogo, sou uma criminosa em potencial, pois, além de ler, ver e ouvir o que você escreve, eu acredito e ainda dou risada. Cante uma de suas músicas para eles, Diogo/Britney: "You want a piece of me?" ("Eu sou a Britney Spears!", 23 de julho).
Augusta Regina Cândido da Costa
Goiânia, GO

Diogo Mainardi, como sempre irônico, tem razão em dizer que é muito "perseguido" só porque fala a verdade. Eles é que não gostam de saber que conhecemos a verdade. Eles é que deveriam ser a Britney Spears ou a Amy Winehouse. Parabéns pela sinceridade, Diogo.
Rafael Fernandes
Pereira Barreto, SP

 

Veja essa

Na seção Veja essa da edição 2 070 (23 de julho), foram publicadas as frases do juiz federal Fausto Martin de Sanctis ("Este magistrado tem consciência de que, como funcionário público, serve ao povo, verdadeiro legislador e juiz [...]") e do jurista Ives Gandra Martins ("Na verdade ele está a serviço do direito, da Constituição. Quem está a serviço do povo são os deputados, os senadores e o presidente da República"). Creio que terei de discordar do nobre jurista, uma vez que a própria Carta Magna, em seu artigo 1º, parágrafo único, esclarece aos desavisados que "todo poder emana do povo...". O poder é uno, e sua divisão em esferas nada mais é que um sistema de freios e contrapesos. Em nenhum momento o doutor De Sanctis disse ser representante do povo, ele disse apenas que serve ao povo.
Sabrina Soares
Brasília, DF

 

Tribunais de contas

Em atenção ao questionamento proposto na seção de cartas (9 de julho), relacionado às denúncias de atos irregulares supostamente praticados por alguns membros de tribunais de contas, informo que as cortes de contas estão passando por uma reformulação através do Programa de Modernização do Controle Externo, para o aperfeiçoamento das atividades de controle. Dentro desse contexto, insere-se um anteprojeto de lei processual, atualmente em análise no TCU, destinado a uniformizar a atuação de todos os TCs, para evitar distorções regionalizadas no exame e no julgamento das contas públicas. Outro fator relevante é que já existe um código de ética para os integrantes dos tribunais de contas, orientando a postura de seus membros. Isso significa que, além das responsabilidades administrativa, penal, cível e de improbidade, estão sujeitos a penalidades de ordem ética. Temos repetido que toda irregularidade deve ser apurada, respeitado o devido processo legal, e suas instâncias. Apurados desvios, independentemente da instituição a que pertença o gestor, ele deve ser penalizado. Estimulamos as ouvidorias, os disque-denúncias, como instrumentos de controle social pelo cidadão.
Victor José Faccioni
Presidente da Atricon
Porto Alegre, RS

 

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP;
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Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.



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