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Do Leitor
O Brasil que cresce Excelente a reportagem
de capa "As novas fronteiras dos bilhões"
(23 de julho). Como é bom conhecer o sucesso dos brasileiros
que trabalham e produzem! Estava cansado de ler sobre os "espertalhões"
e a impunidade. É bom que nossas crianças leiam
que o estudo, o trabalho e o esforço produzem sucesso
como o que tem sido obtido principalmente por nossas empresas
privadas. Oito exemplos de
negócios bem-sucedidos. Oito motivos de orgulho e reconhecimento
da capacidade empreendedora dos brasileiros. Oito casos de
sucesso de pessoas e equipes competentes, ousadas, criativas
e que acreditam no potencial do Brasil. Que contraste com
muitos empresários e políticos que só
pensam em si, em corromper e fazer fortuna de forma fácil
e desonesta. Cumprimento VEJA
pela reportagem "O Brasil para dentro" (23 de julho),
que confirma o protagonismo do setor agropecuário no
processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil. Excelente o trabalho
que levou à reportagem "Show dos bilhões".
Ela mostra que existe um Brasil que cresce, criando oportunidades
de emprego e desenvolvimento sustentável, e que precisa
ser mostrado à população. Por meio da excelente
matéria "As novas fronteiras dos bilhões"
(edição 2 070), VEJA dá uma enorme contribuição
para que possamos entender este imenso, belo e complexo país
chamado Brasil. É uma edição histórica,
que temos de guardar para mostrar às futuras gerações.
O salto que o Brasil
dá como player internacional nos negócios era
previsível em virtude dos ajustes e das reformas da economia
que começaram em 1994. A valorização
do real foi conseqüência de todo esse trabalho
e da enorme alta das commodities no mercado internacional.
É realmente uma reportagem excelente, porque mostra
como os bons empresários podem se beneficiar das
condições oferecidas por governos que exercem
uma política econômica séria e competente. O Brasil é
um país de muitos recursos naturais e acho que
as autoridades competentes de outras regiões devem
potencializar a exploração desses recursos para
convertê-los em desenvolvimento econômico e social,
como fizeram os governos daquelas cidades. Excelente exemplo
a ser seguido. De vilã a
protagonista, assim podemos chamar a cana-de-açúcar.
Pradópolis, cidade situada a noroeste de São
Paulo, mostra ao mundo que podemos produzir etanol combustível
para a geração de energia, dar total condição
ao trabalhador, juntando desenvolvimento social e ecologia,
eliminar o desemprego e trazer divisas para o município,
para o aquecimento do mercado, oferecendo aos moradores saúde,
educação, transporte, esporte, segurança,
água tratada e rede de esgoto, como está escrito
na Constituição. Parabéns
a VEJA pela brilhante reportagem sobre Jaraguá do Sul.
O sucesso dessa cidade, como foi muito bem abordado, se deve
a uma eficiente administração pública,
a um povo trabalhador e a empresários altruístas.
Parabéns ao prefeito, que é médico pediatra,
e ao secretário da Saúde, pelos excelentes índices
nos quesitos mortalidade infantil e educação.
Essa cidade é um grande exemplo para o Brasil. Como mato-grossense
do agronegócio, cumprimento a revista pela excelente
reportagem, porém gostaria de dizer que o setor de
reflorestamento, especialmente o plantio de eucalipto e pinus,
não foi citado. Ele utiliza menos de 50% de área
da soja e produz seguramente um PIB 50% superior ao verificado
na área da oleaginosa, além de criar mais emprego,
mais impostos e mais divisas. É uma atividade que pode
ser desenvolvida por um agricultor familiar ou até
por um megaempresário. É sempre
bom lembrar que o "mato" ao qual a reportagem "A
riqueza do cerrado" se refere é a savana mais
rica do planeta, responsável por 30% de toda a biodiversidade
brasileira. A devastação do cerrado ameaça
o fornecimento de água doce no Brasil, e pode levar
o país a uma crise energética. Isso é que
é trabalho jornalístico. Nunca vi tanta notícia
boa numa mesma revista. Estou mais feliz com o Brasil. Os fundadores da
empresa Marisol S.A., de Jaraguá do Sul (SC), são
os senhores Pedro Donini (irmão de Vicente Donini),
Werner Schuster e Wigand Hasse, e não Vicente Donini,
como citado na reportagem.
Operação Satiagraha Acredito que a Operação
Satiagraha foi bem-sucedida, pois, como consta na reportagem
"Mandei ele sair porque ele quis..." (23 de julho),
ela resultou no flagrante de gente ligada ao banqueiro tentando
corromper um delegado. Até quando nossa polícia
e nossa Justiça serão coniventes com os poderosos?
O cinismo e a falta
de respeito com a inteligência da minoria pensante deste
país vão a tal ponto que o presidente Lula não
se sentiu constrangido em exigir que o delegado Protógenes
voltasse para a Operação Satiagraha, da qual
foi afastado pelo próprio governo por ter feito a operação
chegar à porta do gabinete de Lula. Seja como for, a
verdade é que a Operação Satiagraha criou
um estranho clima de entorpecimento oral no Congresso. Por
que será? Concordo com VEJA
quando afirma que tem sido "recorrente o uso da condição
financeira do suspeito como uma espécie de agravante".
Mas é necessário discordar que a frase do juiz
De Sanctis seja prova disso. Quando escreve "não
é possível olvidar que o requerido detém
significativo poder econômico e possui contatos com
o exterior, ampliando a possibilidade de evasão do
território nacional", ele afirma que Daniel Dantas
tem facilidades para fugir, se quiser. Só isso. Ao
utilizar esse argumento que é, no mínimo, fraco,
compromete a linha geral da reportagem, que é, claramente,
em favor da lei e da ordem.
Energia nuclearss Em relação
à reportagem "O que era medo se tornou esperança"
(23 de julho), vale salientar que a energia nuclear no Brasil
é monopólio da União. Contudo, o governo
tem se mostrado incapaz de arcar com os investimentos necessários
à geração de energia por meio de usinas
nucleares. Há um ano, apresentei uma proposta de emenda
à Constituição que visa à abertura
do setor à iniciativa privada e conseqüentemente
à participação da sociedade. A PEC 122/2007
já recebeu parecer favorável do relator da proposta
na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ). Hoje, a proposta, que precisa ser colocada na pauta
de votação da CCJ, está parada. Não
há como deixar para debater a produção
e exploração de energia somente quando estivermos
na iminência de um apagão energético.
A energia de base nuclear é o futuro uma energia
limpa.
J.R. Guzzo Cumprimento o senhor
J.R. Guzzo pela extrema sensibilidade com que analisou o panorama
atual, depois do efeito Daniel Dantas ("Estado de erro",
23 de julho). Sensibilidade essa que falta a muitos juristas
brasileiros, vaidosos e desconectados da realidade e dos anseios
da sociedade brasileira. São reflexões como
essa, lúcida e pautada pelo bom senso, que têm
o poder de transformar o país e mudar a nossa triste
sina.
Roberto Pompeu de Toledo A lista oficial
das sete maravilhas de Brasília representa o bom gosto
e o amor pelo belo de seus mais de 2.milhões de habitantes.
Gente que para aqui veio ou aqui nasceu. Gente trabalhadora
e séria. Gente que produz. Gente que se orgulha de
aqui morar. A lista de Roberto Pompeu de Toledo ("As
sete maravilhas de Brasília", Ensaio, 23 de julho)
representa uma minoria que, pelo voto ou pelos interesses
escusos, para aqui vem em busca do dinheiro fácil,
das falcatruas, dos crimes do colarinho branco. Sou moradora de
Brasília e, ainda, não me sinto envergonhada
de dizer isso. Mas, para complementar seu ensaio, ficou faltando
o apartamento do ex-reitor da UnB. Lixeiras de quase 1 000
reais. Vai dizer que um ambiente desse não é
digno de apreciação? Faltou na lista
das maravilhas de Brasília a Granja do Torto, local
onde o presidente, regado a muita cerveja e futebol, "esquecia"
os escândalos ocorridos com seus subalternos, dando
origem à famosa frase "Eu não sabia".
Cid Gomes Não bastavam
o Caribe e a Europa, agora temos forró em cada passo
do governador Cid Gomes ("Os forrós de Cid",
23 de julho). Os cearenses não merecem essa farra desordenada
com o erário estadual, pois os serviços públicos
estão péssimos, 70% dos profissionais de nível
superior da saúde são terceirizados, e
os concursados do estado precisam recorrer à Justiça
para assumir sua vaga, pois o governo não tem caixa
para convocá-los. Cid Gomes não
nega mesmo que faz parte do que seu irmão Ciro chama
de "a nova elite intelectual brasileira". Há
fórmula mais eficiente para bestificar a patuléia
do que botando-a para forrozear?
Lya Luft Grande alerta geral
o que Lya Luft transmitiu a todos nós, como sociedade,
em seu artigo "A matança dos bebês"
(Ponto de vista, 23 de julho). Não podemos ficar de
olhos fechados, compactuando com essa deprimente situação
da morte de centenas de bebês. Lya Luft fez um
diagnóstico simplesmente perfeito acerca do que se
passa em nosso país. Enquanto parcela dos cidadãos
brasileiros insistir em dar de ombros, ou seja, em se mostrar
indiferente ante o descalabro, estaremos fadados ao eterno
jogo do faz-de-conta. Um país que, apesar de possuir
uma pujança invejável, sofre dos males da apatia
e da indiferença humana. Eu também,
às vezes, acho que já vi de tudo, e, de
repente, pais matam filhos, adolescentes especiais são
empalados, milionários ladrões são defendidos
e liberados de usar algemas, bebês morrem como moscas
e alguma "autoridade" diz que está dentro
do aceitável. Brasil, Brasil, "os sinos dobram
por ti". Só Deus para nos ajudar. Até no Haiti
um hospital onde morrem 200 crianças em algumas semanas
seria fechado. Por que o de Belém continua funcionando?
Diogo Mainardi Então, Diogo,
sou uma criminosa em potencial, pois, além de ler,
ver e ouvir o que você escreve, eu acredito e ainda
dou risada. Cante uma de suas músicas para eles, Diogo/Britney:
"You want a piece of me?" ("Eu sou a Britney
Spears!", 23 de julho). Diogo Mainardi,
como sempre irônico, tem razão em dizer que é
muito "perseguido" só porque fala a verdade.
Eles é que não gostam de saber que conhecemos
a verdade. Eles é que deveriam ser a Britney Spears
ou a Amy Winehouse. Parabéns pela sinceridade, Diogo.
Veja essa Na seção
Veja essa da edição 2 070 (23 de julho),
foram publicadas as frases do juiz federal Fausto Martin de
Sanctis ("Este magistrado tem consciência de que,
como funcionário público, serve ao povo, verdadeiro
legislador e juiz [...]") e do jurista Ives Gandra Martins
("Na verdade ele está a serviço do direito,
da Constituição. Quem está a serviço
do povo são os deputados, os senadores e o presidente
da República"). Creio que terei de discordar do
nobre jurista, uma vez que a própria Carta Magna, em
seu artigo 1º, parágrafo único, esclarece
aos desavisados que "todo poder emana do povo...".
O poder é uno, e sua divisão em esferas nada
mais é que um sistema de freios e contrapesos. Em nenhum
momento o doutor De Sanctis disse ser representante do povo,
ele disse apenas que serve ao povo.
Tribunais de contas Em atenção
ao questionamento proposto na seção de cartas
(9 de julho), relacionado às denúncias de atos
irregulares supostamente praticados por alguns membros de
tribunais de contas, informo que as cortes de contas estão
passando por uma reformulação através
do Programa de Modernização do Controle Externo,
para o aperfeiçoamento das atividades de controle.
Dentro desse contexto, insere-se um anteprojeto de lei processual,
atualmente em análise no TCU, destinado a uniformizar
a atuação de todos os TCs, para evitar distorções
regionalizadas no exame e no julgamento das contas públicas.
Outro fator relevante é que já existe um código
de ética para os integrantes dos tribunais de contas,
orientando a postura de seus membros. Isso significa que,
além das responsabilidades administrativa, penal, cível
e de improbidade, estão sujeitos a penalidades de ordem
ética. Temos repetido que toda irregularidade deve
ser apurada, respeitado o devido processo legal, e suas instâncias.
Apurados desvios, independentemente da instituição
a que pertença o gestor, ele deve ser penalizado. Estimulamos
as ouvidorias, os disque-denúncias, como instrumentos
de controle social pelo cidadão.
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