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VEJA
Recomenda
TELEVISÃO
Divulgação
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| Monk:
detetive obsessivo-compulsivo |
Monk (domingos, às 20h, no USA) Adrian Monk,
o protagonista dessa série cômico-policial cuja segunda
temporada estréia na TV paga no domingo 27, é um detetive
infalível mas no limiar da insanidade. Obsessivo-compulsivo,
ele tem mania de limpeza, um medo absurdo de contaminação
por germes e é capaz de interromper uma investigação
para voltar à sua casa e conferir se desligou o gás.
Em suas diligências, Monk leva a tiracolo sua enfermeira (Bitty
Schram), que não tem um segundo de paz e acaba sempre envolvida
nas enrascadas do paciente. Pelo papel impagável, o americano
Tony Shalhoub ganhou um Globo de Ouro e agora concorre ao Emmy.
Assista
ao trailer.
VÍDEO
Divulgação
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| Fama
para Todos: humor belga |
Fama
para Todos (Iedereen Beroemd!, Bélgica/Holanda/França,
2000. Warner) Um pai coruja acha que sua filha rechonchuda
e mal-humorada é uma pop star nata, à espera de ser
descoberta. Para apressar as coisas, ele seqüestra uma pop
star de verdade e exige do produtor dela um resgate peculiar: que
ele torne sua filha famosa. O esquema tem tudo para dar errado,
dada a inépcia do seqüestrador, mas essa comédia
belga tem outros planos, mais improváveis e mais generosos,
para seus personagens. A concentração de tipos caricatos
parece sugerir apenas mais um daqueles retratos da breguice da classe
operária européia. Graças à simpatia
do elenco, porém, o resultado fica bem acima da média.
DVD
Warner Bros
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| Assim
Caminha...: elegância
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Assim
Caminha a Humanidade (Giant, Estados Unidos, 1956.
Warner) Criador de gado texano casa-se com moça fina
da Costa Leste, é superado em riqueza pelo ex-empregado,
que descobre petróleo (mas não a cura para a paixonite
pela mulher do ex-patrão), e seguem-se trinta anos de história
do Texas sob o prisma da vida entre familiares, amigos e inimigos.
É uma prova da elegância do diretor George Stevens
que um tijolão desses com 201 minutos de duração
pareça tão leve. Stevens, além disso,
tirou de Rock Hudson a melhor atuação de sua vida,
e algo muito próximo disso de Elizabeth Taylor. James Dean
morreu dias após concluir as filmagens episódio
relembrado pelos sobreviventes do elenco nos extras desse DVD triplo.
LIVROS
Contos
de Belkin, de Aleksander Pushkin (tradução
de Klara Gourianova; Nova Alexandria; 120 páginas; 26 reais)
Autor de obras célebres, como o romance em versos
Evguênie Oniéguin, Pushkin (1799-1837) é
considerado o fundador da literatura russa moderna. Contos de
Belkin é um exemplo de quanto Pushkin foi inovador. O
livro reúne cinco contos que antecipam elementos do que viria
a ser chamado de realismo literário, como o tom psicológico
e o olhar irônico sobre a sociedade russa. Pushkin se vale
de um recurso narrativo ousado para a época: inventou um
autor fictício para as histórias o Belkin do
título e também a figura de um editor. Ótima
notícia: a tradução é direta do russo.
Leia
trecho.
Os
Cães de Riga, de Henning Mankell (tradução
de Beth Vieira; Companhia das Letras; 326 páginas; 33,50
reais) O sueco Henning Mankell é dramaturgo, diretor
teatral, roteirista de TV e autor de livros infanto-juvenis
mas foi graças à série de romances policiais
protagonizados pelo inspetor Kurt Wallander que se tornou conhecido
fora de seu país. O detetive é um tipo atormentado
que, paradoxalmente, só consegue dar um tempo em seus questionamentos
existenciais quando depara com algum caso intricado e sanguinolento.
Em Os Cães de Riga, ele investiga o homicídio
de dois cidadãos da Letônia, nos tempos em que esse
país báltico lutava pela independência da União
Soviética.
DISCOS
Tango
Song and Dance, Anne-Sophie Mutter (Universal) Em
1996, o maestro alemão André Previn compôs os
temas Tango, Song e Dance inspirado pela beleza e
pelo virtuosismo da violinista Anne-Sophie Mutter. Sete anos depois,
ele não apenas se casou com a instrumentista como se uniu
a ela para registrar a obra em disco. A execução da
peça mostra que a dupla passa por momentos de harmonia e
inspiração. Tango e Dance são
peças rápidas e denotam uma leve influência
do jazz, em que Mutter exibe sua decantada agilidade. Já
Song é uma balada interpretada com doçura.
Completam o disco trechos de Porgy and Bess, obra-prima de
George Gershwin, e uma versão da Sonata para Violino e
Piano, de Gabriel Fauré.
The
Essential Sly & the Family Stone (Sony Music)
Na história do funk, o grupo americano Sly & the Family
Stone só não tem maior destaque do que James Brown,
o inventor do gênero. Sly mergulhou o funk no psicodelismo
e seu baixista, Larry Graham, foi o criador do "slap" aquela
estilingada que os músicos dão no contrabaixo. Graças
a eles, músicos como George Clinton e Prince encontraram
o caminho aberto para construir suas carreiras. Uma vez que não
existem discos da banda disponíveis no Brasil, essa coletânea
dupla é uma preciosidade. Preste atenção às
semelhanças entre Family
Affair
e o hit Já Sei Namorar, dos Tribalistas.
OS
MAIS VENDIDOS
CRÍTICA |
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Não
falta ao jornalista austríaco Erik Durschmied
experiência para falar sobre guerras. Ele tem
um currículo respeitável como correspondente
cobriu desde a tomada do poder pelos comunistas
em Cuba, nos anos 50, até a Guerra do Golfo,
nos 90. Aos 73 anos, Durschmied já não
comparece ao campo de batalha, mas continua a escrever
sobre o tema. Em Fora de Controle (tradução
de Lólio Lourenço de Oliveira; Ediouro;
430 páginas; 42 reais), em oitavo lugar na lista
de não-ficção de VEJA, ele parte
de uma premissa interessante: a de que eventos banais
teriam influído no resultado de conflitos históricos.
Para demonstrar sua tese, ele examina dezessete episódios.
Ao abordar a Guerra Civil Americana, por exemplo, fala
como o acaso fez com que um sargento das forças
do Norte encontrasse uma ordem de guerra dos inimigos
sulistas embrulhada num pacote de charutos e
discute como isso poderia ter influenciado os rumos
de uma batalha importante.
O
problema é que Durschmied acaba forçando
a mão. Sua análise séria e detalhada
dos estratagemas militares da longínqua Guerra
de Tróia, por exemplo, é baseada principalmente
em uma obra literária, a Ilíada,
de Homero. Ao abordar outros eventos bélicos,
o autor tece páginas e páginas a respeito
do efeito das intempéries e de fatores como o
mau humor dos generais para chegar à conclusão
um tanto paradoxal de que, mesmo que tudo tivesse sido
diferente, os rumos da história acabariam sendo
os mesmos. E se Napoleão tivesse vencido os ingleses
em Waterloo?, pergunta Durschmied. Ele próprio
responde: o francês teria sido derrotado numa
outra batalha. Então, tá.
Marcelo
Marthe
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