Edição 1813 . 30 de julho de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"O sexo não muda, continua ora simples, ora complicado. Assim sendo, cada um que descubra seus caminhos, o jeito que lhe é mais gostoso."
Achel Tinoco
Salvador, BA

Sexo

É incontestável que o meio nos dita padrões e valores o tempo inteiro, mas na escolha dos parceiros também há algo de subjetivo e inconsciente, e é isso que faz cada relação ser única. Não desenvolver senso crítico e acreditar profundamente que todas as escolhas amorosas se baseiam em dinheiro, status, juventude, beleza e capacidade reprodutiva é mergulhar em um vazio de concepções que não leva ao caminho do bem-estar. Não é à toa que a depressão é a doença do século ("Como nossos ancestrais", 23 de julho).
Elaine Simão de Assis
Belo Horizonte, MG

Hoje a mulher age e anda com as próprias pernas e supera muitos brucutus que vivem num mundo pré-histórico e machista e pensam que a mulher ainda tem de ser puxada pelos cabelos. Nós mudamos! E a maneira de nos conquistar também.
Fernanda Isquierdo
Campinas, SP

Nessa reportagem, é frustrante ler o volume de inutilidades pseudocientíficas. O tema atrai o leitor, mas torna-se uma cópula inconclusa, no final.
Antonio Brito
Campinas, SP

A matéria ficou científica demais. Como marido apaixonado, dou meu testemunho de que minha experiência é oposta à citada. Casei com minha mulher graças a um sonho que tive há cerca de dezesseis anos e meu biótipo não se encaixava no padrão do macho alfa: era muito magro, míope e trabalhava em um banco (e quem é bancário sabe o que isso significa em termos do papel de provedor). Mas não posso falar da minha esposa: ainda hoje, minha paixão por ela me impede de comentar objetivamente a respeito da deusa grega que mora comigo.
Fernando Rocha Nobre
Belo Horizonte, MG

O homem contribui com o esperma, e a mulher com o óvulo, mas o processo de criação, de gerar vida, é exclusivo e único da mulher. Manter esse bebê vivo, dando-lhe o seio, é outra exclusividade da fêmea/mulher. A mulher, grávida, sabe quem é a mãe de seu filho. Já o homem precisa acreditar/confiar que o filho é dele. O homem precisa de uma ereção para reproduzir, engenharia bastante complexa. A mulher não. O orgasmo/ejaculação no homem é óbvio, não dá para esconder. Já a mulher pode "manipulá-lo" e assim "enganar" o homem. Como bem diz Candace Bushnell, "a mulher cuida dos filhos". É ela quem cuida, controla, ensina, normatiza, forma, induz, influencia, manipula, cerceia, fomenta, instiga o corpo e a personalidade do filho. Com isso, ela habilmente induz no filho a noção de que ele é superior, para na realidade tê-lo como provedor e sustentáculo. O filho acredita nessa sua "superioridade", pois está exposto a milhares de horas – mães/mulheres em seus anos formativos. Ele faz isso no afã de agradar a sua mãe e ser amado, abrindo mão de sua capacidade de se questionar. Cabe a nós todos ir além dessas questões, respeitar e valorizar as diferenças e nos desenvolvermos para relacionamentos mais equânimes e mutuamente satisfatórios.
Dr. Christian Gauderer
Nova York, NY, EUA

Curioso que VEJA tenha usado o livro Sex and the City. A mulher brasileira se comporta de maneira diferente em relação ao tema, quando comparada com a americana. Além do mais, esse livro/série nos Estados Unidos é visto como a representação do irreal para a maioria conservadora e moralista. Será que não temos noção de como anda nosso sexo, e precisamos estudá-lo através de um "manual" de neofeministas americanas?
Robson Chaves
Logan, Utah, EUA

A excelente reportagem de capa de VEJA só pecou em um detalhe: como contatar os pesquisadores do assunto, pois muitos maridos precisarão dessa assessoria para se justificar, em casa (para a esposa), ao chegar às 3 horas de uma "importante reunião", com a gravata no bolso, o paletó nos ombros e o cabelo ainda úmido.
Ricardo Alberto Marcotti
Porto Alegre, RS

 

Denis Rosenfield

Congratulações a VEJA e ao eminente professor Denis Rosenfield pela esclarecedora e valiosa entrevista (Amarelas, 23 de julho). Seus conceitos deveriam representar o pensamento de todo aquele que não aceita a hipocrisia do MST – o filho adotivo, amamentado pelo PT –, que na atualidade mostra claramente ao país sua verdadeira face, a qual muitos se recusam a enxergar: uma utopia guevarista fora de controle.
Vítor Menezes

Boa Esperança, MG

Quem ler "O desafio do PT" sem saber de antemão quem é o entrevistado possivelmente será induzido a pensar que se trata de um adolescente não apenas frustrado, mas também apressado. O bom senso nos remete a procurar saber o que há por trás das palavras. Foi essa a impressão deixada pelo filósofo Denis Rosenfield.
Lúcio Souza Vasconcelos
Brasília, DF

O filósofo Denis Rosenfield conseguiu descrever o sentimento coletivo dos brasileiros. Ao mudar de roupagem para assumir o poder, o PT conseguiu enganar a todos: os de centro, que preferiam então continuar com a dura realidade e a coerência do PSDB, e os de esquerda, para quem um futuro utópico é melhor que o presente. O repórter Alexandre Oltramari foi muito feliz na formulação das perguntas, provocando a inteligência e a experiência do pensador gaúcho, fazendo com que ele tivesse a oportunidade de difundir suas idéias. As páginas amarelas, dessa vez, conseguiram fazer inveja ao polêmico Diogo Mainardi.
Luiz Carlos Bonelli
Apucarana, PR

Concordo plenamente com o filósofo Denis Rosenfield quando diz que o maior incoerente dentro do governo do PT é o próprio presidente da República. O governo tem mostrado que não sabe governar, assim como cometeu um dos maiores estelionatos eleitorais de nossa democracia.
Marlon Alves Silva
Salvador, BA

O imaginário do brasileiro, que novamente estava repleto de esperança, foi sufocado pela realidade de um continuísmo demagógico. Convivemos com os mandos e desmandos de um governo ambíguo, nebuloso, conflitante e sem a noção exata de que prática democrática se faz com ações claras, direção firme e posição coerente. Governar uma nação é tarefa bem mais árdua que angariar milhões de votos. Quem sabe (com muita fé) o PT perceba isso antes da próxima eleição!
João Pitaluga Neto
Goiânia, GO

 

Previdência

Essa reação dos juízes e de setores do funcionalismo público, diante da reforma da Previdência, me fez lembrar os nobres feudais da França do século XVIII, que não admitiam perder, de jeito nenhum, alguns de seus inúmeros privilégios de classe. Privilégios esses que existiam à custa da pobreza do restante da população ("A discussão das migalhas", 23 de julho).
Angela Maria de Oliveira Amaral
Belo Horizonte, MG

Será que os aposentados, voltando a pagar contribuição, vão salvar a Previdência? Trabalhei durante 36 anos contribuindo, primeiro, como funcionário de empresas privadas e, depois, como procurador da Fazenda Nacional e não acho justo voltar a contribuir para salvar rombos que o próprio governo criou. Por que não criam mecanismos de cobrança de quem deve? Isso, sim, poderia salvar a Previdência. Se nossa aposentadoria, por ser integral, é imoral, por que vocês não lembram que senadores e deputados têm pensão com oito anos de mandato e podem acumular aposentadorias milionárias, e ninguém mexe nisso? Por que não lembram que o funcionalismo público está há oito anos sem reajustes salariais e agora vem o governo – rindo em nossa cara – conceder milionário 1% de aumento?
Marcos Vinicius Viani Garcia
João Pessoa, PB

Não seria melhor que o governo fizesse uma pesquisa de opinião pública no país para saber o que a população brasileira aprova sobre a reforma da Previdência? Colocaria um texto como está e outro dizendo que todo trabalhador brasileiro (funcionário público, militar, do Judiciário etc.) terá um regime único de Previdência. De acordo com o resultado da pesquisa, 100% da reforma estaria pronta e só restaria votar.
Antonio Galvão dos Santos
Natal, RN

Sobre a reportagem "Discussão de migalhas" (23 de julho), o Ministério da Previdência Social faz os seguintes esclarecimentos: o respeito ao direito adquirido dos servidores já aposentados ou que cumpriram os requisitos para se aposentar pelas regras atuais foi ignorado pela revista. Há uma conta produzida pelas regras previdenciárias em vigor que não pode ser negada. A reforma provocará uma redução da necessidade de financiamento do regime dos servidores dos atuais 23 bilhões de reais anuais para cerca de 10 bilhões em trinta anos. É importante esclarecer que a complementação das aposentadorias dos futuros servidores será feita por fundos de pensão fechados, sem fins lucrativos e administrados paritariamente por servidores e entes federados. E não por um plano de previdência privada aberta.
Wladimir Gramacho
Assessor especial de comunicação social
Ministério da Previdência Social

 

Diplomacia

A reportagem "O clube dos esfarrapados" (23 de julho) vem confirmar aquilo que se ouve nas ruas a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – ele tem vontade política em excesso, embora não tenha tanta competência para lidar com assuntos mais relevantes e urgentes para o país. Pois é, as coisas não são como a gente quer. FHC talvez entendesse melhor de políticas macroeconômicas, mas em compensação era um homem alheio aos problemas sociais do Brasil. O atual comandante quer melhorar o mundo em apenas quatro anos, e em troca comete gafes e tropeços.
Luiz Carlos Ferreira
Natal, RN

Não é de bom alvitre que o presidente de um país, em cúpula internacional, faça pilhérias sobre outro país soberano, no caso os Estados Unidos da América, e ainda apresente como solução para as desigualdades e a fome "um grande abraço mundial"(?).
Suleymar Archibald
Goiânia, GO

 

Brindeiro

A nota da seção Radar "Gavetas limpas" (23 de julho) equivocadamente se refere a ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) quando, na verdade, trata de pedidos ao PGR para propor Adins. Somente no ano passado emiti perante o STF 449 pareceres em Adins e neste ano até julho 197, sem falar nas ações por mim propostas no mesmo período, além de pareceres em inúmeras outras matérias. Do total de 2.938 Adins existentes no STF até hoje, emiti pareceres em 2.423. As estatísticas oficiais da PGR mostram claramente que não deixei um único processo do STF no meu gabinete em 30 de junho de 2003. É preciso lembrar ainda que, além do PGR, segundo a Constituição, cabe aos governadores, partidos políticos, OAB, confederação sindical ou entidade nacional de classe, ao presidente da República e às mesas do Senado e Câmara propor Adins. Não há mais a antiga exclusividade da Carta de 67.
Geraldo Brindeiro
Ex-procurador-geral da República
Brasília, DF

 

Cartas

Discordo da opinião do senhor Pedro Fortes (Cartas, 23 de julho), acerca da "dificuldade" dos turistas americanos em receber visto para o Brasil. Como vice-presidente da Associação Brasileira de Hotéis, o senhor Fortes deveria estar ciente do critério de reciprocidade que trata da questão. Até onde sei, isso é uma convenção internacional. O Brasil só exige visto de cidadãos de país que também exige visto de turista brasileiro.
Evelynne Horrocks
Windsor, Ontário, Canadá

 

Nova Friburgo

Como milhares de leitores, tomei conhecimento com profunda indignação dessa alquimia praticada em Nova Friburgo ("O milagre da gasolina", 23 de julho). Pergunto: que Justiça é essa?
Paulo Mazeron
Porto Alegre, RS

Está certo o presidente Lula ao afirmar em Vitória que a caixa-preta do Poder Judiciário precisa ser aberta. VEJA mostra, e bem, mais um péssimo exemplo que precisa de esclarecimento do STF, e punição rigorosa, para não aumentar ainda mais o descrédito da Justiça.
Danilo Salvadeo
Aracruz, ES

 

Prostituição

Concordo com a legalização da prostituição, desde que legalizem "pessoa física e jurídica". A legalização é uma excelente oportunidade para as prostitutas de "diploma universitário" assumirem e exercerem sua profissão à luz do dia. No Brasil, temos prostitutas de todos os níveis. Nada mais justo que qualificar os serviços (gestão de qualidade) para enfrentar a concorrência e as exigências do "mercado de trabalho". Os profissionais do sexo podem reivindicar a legalização de um curso de prostituição, com especialização e pós-graduação. Não precisam mais freqüentar outra faculdade como disfarce ("Bordéis com alvará", 23 de julho).
Iaponira Barros Trajano Ribeiro da Costa
Recife, PE

 

Botero

Como admirador do artista colombiano Fernando Botero, felicito-os pela reportagem "Gorduchas em Veneza" (23 de julho), mas reparei num pequeno equívoco na reprodução das fotos da página 101 da edição 1 812. Na escultura El Gladiador, o elmo está na mão direita e a vara, na mão esquerda do gladiador, exatamente o oposto da escultura original. Na escultura El Caballero, ele está segurando a bengala com a mão direita, enquanto na original ele a segura com a esquerda.
Carlos Eduardo Guimarães Falcão
Recife, PE

 

PSDB

A última edição da revista VEJA dedica uma nota ao balanço de seis meses do governo petista divulgado pela direção nacional do PSDB ("Dá até pena!", 23 de julho). VEJA endossa várias críticas contidas no documento e faz objeção a um único ponto: o PSDB não deveria criticar a política econômica do governo porque, segundo a revista, seria igual à adotada nos governos do presidente Fernando Henrique Cardoso. O PSDB considera a política econômica do atual governo equivocada por três aspectos fundamentais. Primeiro, pela superdosagem dos remédios macroeconômicos, em si mesmos adequados, da austeridade fiscal e monetária. Segundo, pelo descompromisso com a agenda do crescimento e do emprego, prioridade absoluta nos programas dos dois candidatos que chegaram ao segundo turno da eleição presidencial. Terceiro, pela incompetência da política microeconômica, que prejudica as perspectivas de desenvolvimento do Brasil. Essa crítica é coerente com o que o PSDB disse e fez no passado. E, sobretudo, é consistente com a realidade das conseqüências perniciosas para o país da política do governo do PT.
José Aníbal
Presidente nacional do PSDB
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

O "Trade Turístico" do Estado do Rio de Janeiro, neste ato representado pelas entidades: Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (Abih-RJ), representada por seu presidente, Alfredo Lopes; a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), representada por seu presidente, Carlos Alberto Ferreira; a Associação Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc), representada por sua presidente, Aquiléia Homem de Carvalho; a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Abrajet-RJ), representada por sua presidente, Luiza Paula Sampaio; o Brazilian Incomming Tour Operators (Bito), representado por seu presidente, Enrico Lavagetto; o Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), representado por seu presidente, George Irmes; o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Município do Rio de Janeiro (Shrbs-RJ), representado por seu presidente, Alexandre Sampaio; o Rio Convetion & Visitors e Bureau (RC & VB), representado por seu diretor executivo, Alexandre Raulino, vem, indignado com o artigo "O Rio dos pornoturistas" (16 de julho), veiculado na edição 1 811 da revista VEJA, assinado pelo senhor Diogo Mainardi, repudiar veementemente os termos ofensivos e inverídicos consubstanciados no texto publicado.
Alfredo Lopes (Abih-RJ), Carlos Alberto Ferreira (Abav-RJ), Aquiléia Homem de Carvalho (Abeoc), Enrico Lavagetto (Bito), George Irmes (Sindetur), Alexandre Sampaio (Shrbs-RJ), Luiza Paula Sampaio (Abrajet-RJ) e Alexandre Raulino (RC & VB)
Rio de Janeiro, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Gostaria de fazer minha inscrição no grupo das pessoas que também não têm vontade de viver no país que a nobre senadora Heloísa Helena tem em mente ("Tanta violência, mas tanta ternura", Ensaio, 23 de julho).
Sinval Sergio Brancalhão
Osório, RS

A interessante dualidade da senadora Heloísa Helena me lembra os dois momentos do excelentíssimo presidente Lula. Enquanto ela revela suas faces em uma mesma época, ele fez isso em períodos diferentes. Quando fundou o PT, Lula viveu uma fase revolucionária e violenta que não tinha aprovação do público. Ao mudar para sua fase ternura, chorando facilmente como a senadora, enfim foi eleito, mas explorando o sentimento de mudança que os brasileiros tanto queriam. No pós-eleição, nada mudou. Revela-se agora a situação ilusória que o Brasil viveu durante a campanha eleitoral, e se acorda do sonho de uma maneira bem desagradável.
Mariana Gonçalves
Codó, MA

 

 

O BLOG DOS EXCLUÍDOS

A garota Lay Pena, de 14 anos, escreveu de Luanda, Angola, no continente africano: "Li com muito interesse a reportagem 'A divisão das classes' (2 de julho). Sou angolana e em minha escola (Escola Portuguesa de Luanda) vivemos o mesmo fenômeno da popularidade/exclusão". Lay e outros vinte leitores solicitaram à redação o endereço do Blog dos Excluídos, criado por Renata Emanuelle Anhon, citada na reportagem de VEJA. Os interessados podem acessar o site no endereço http://www.blog-dos-excluidos.blogger.com.br.

 

 

POLÊMICA QUÍMICA

Na reportagem "Olhar não engorda" (18 de junho) foi dito que a teobromina – substância semelhante à cafeína contida no chocolate – é uma proteína. O leitor Sergio M. Vechi, doutorando em química pela Unicamp, comentou: "A teobromina é uma molécula orgânica pertencente à classe dos alcalóides e à família das xantinas, e não uma proteína". A informação foi publicada nesta seção na edição de 2 de julho. Ao ler as observações de Vechi, Guilherme Carvalho Tremiliosi, aluno do curso de química tecnológica da USP-São Carlos, escreveu: "Muitas pessoas classificam as xantinas como alcalóides. Isso não está correto, pois os alcalóides são substâncias nitrogenadas com caráter básico. A teobromina e a teofilina não possuem caráter básico, e sim um tanto quanto ácido. Portanto, não são alcalóides, e sim ácidos". Ele também observou um erro no desenho da molécula da teobromina enviado por Vechi: "Falta um átomo de hidrogênio ligado ao nitrogênio entre os dois oxigênios". Vechi replicou: "De modo geral, a comunidade científica trata a teobromina como um alcalóide. Concordo que o fato de a teobromina ser básica ou ácida é de grande importância, mas não acho isso relevante no contexto da reportagem referida", escreveu Vechi, que concordou que o desenho enviado por ele à redação estava errado. Veja ao lado a fórmula correta da teobromina.

 

 
 
 
 
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