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VEJA Recomenda
DVDS
Fotos divulgação
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| Prova de Amor:
conversas apaixonadas |
Prova de Amor (All the Real Girls,
Estados Unidos, 2003. Columbia) As conversas entre Paul (Paul
Schneider) e Noel (Zooey Deschanel) são desajeitadas, cheias
de clichês e de espaços vazios que nenhum dos dois
sabe como preencher mais ou menos como todas as conversas
entre um rapaz e uma garota que estão se apaixonando mas
não se conhecem direito, e que de qualquer forma não
saberiam como articular sentimentos tão novos e intensos.
Esse naturalismo e uma visão melancólica da passagem
do tempo e de uma cidade que está à morte são
os maiores atrativos do segundo filme do americano David Gordon
Green, um diretor no qual vale a pena ficar de olho.
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| Escola de Rock: Jack
Black faz a diferença |
Escola de Rock (School of Rock,
Estados Unidos, 2003. Paramount) Roqueiro já meio
passado da idade é demitido de sua banda e, para arranjar
algum dinheiro, finge ser professor substituto de escola primária.
Seus planos iniciais dormir durante as aulas são
alterados quando ele descobre que seus alunos são ótimos
músicos (bem melhores do que ele, aliás) e podem ajudá-lo
a ganhar a grande Batalha das Bandas. A fórmula é
surrada, mas o gordinho e desarrumado Jack Black, um talento cômico
hoje em ascensão vertiginosa, faz toda a diferença.
Nos extras, atenção ao vídeo que ele gravou
para implorar ao Led Zeppelin que cedesse os direitos de Immigrant
Song para o filme. Trailer.
LIVROS
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Azar Nafisi: aulas clandestinas em
Teerã
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Lendo Lolita em Teerã,
de Azar Nafisi (tradução de Tuca Magalhães;
A Girafa; 502 páginas; 58 reais) Ao narrar a paixão
de um homem adulto por uma menina em Lolita, Vladimir Nabokov
escandalizou muitos leitores ocidentais. Definitivamente, não
é o tipo de livro que conquistaria leitores nas fileiras
do fundamentalismo islâmico. Desafiando o cerceamento da teocracia
iraniana, a professora de literatura inglesa Azar Nafisi reuniu
um pequeno grupo de alunas em sua casa, em Teerã, para ler
e discutir a obra-prima de Nabokov e outros clássicos ocidentais
de Flaubert, Jane Austen, F. Scott Fitzgerald. Hoje radicada nos
Estados Unidos, Azar conta neste livro sua experiência nessas
aulas clandestinas e em sua acidentada passagem pelas repressivas
universidades iranianas. Leia
trecho.
Dez
Dias para o Dia D, de David Stafford (tradução
de Manoel Paulo Ferreira; Objetiva; 382 páginas; 49,90 reais)
No ano em que se celebra o sexagésimo aniversário
do desembarque aliado na Normandia, o historiador e ex-diplomata
David Stafford encontrou um modo original de reconstituir esse episódio
decisivo da II Guerra. Seu livro reconta o desembarque e os preparativos
que o antecederam da perspectiva de dez personagens comuns. São
pessoas que participaram da batalha ou foram afetadas por ela
um militante da resistência francesa, um judeu romeno escondido
em um sótão em Paris, um pára-quedista americano
e um soldado alemão, entre outros. Stafford também
examina as ações dos principais líderes envolvidos
nos dois lados do conflito, como os generais Dwight Eisenhower,
americano, e Erwin Rommel, alemão.
CINEMA
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Lugares Comuns:
reflexão sobre a crise argentina
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Lugares Comuns (Lugares
Comunes, Argentina/Espanha, 2002.
Estréia nesta sexta-feira) Um professor universitário
é aposentado por decreto e se vê sem finalidade, sem
dinheiro e sem saber discernir o que valeu a pena em sua vida
exceção feita à sua mulher, Lili, uma espanhola
que vive na Argentina por ser o seu marido, segundo diz, a sua pátria.
Essa reflexão sobre a crise argentina não raro soa
tão amargurada quanto seu protagonista. Mas, enquanto este
tenta tomar pé de sua nova situação e reagir
a ela de alguma forma, também o filme vai se reencaminhando
como uma espécie de manifesto: antes preservar alguns princípios
(ainda que eles acarretem certos males) do que simplesmente abandonar
o barco, é o que defende o diretor Adolfo Aristarain.
DISCO
André Nazareth/Strana
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| Bebel: de volta à bossa eletrônica
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Bebel Gilberto (Universal)
A cantora carioca despontou no mercado internacional em 2000, ao
lançar Tanto Tempo. O disco atualizava as melodias
suaves da bossa nova com teclados eletrônicos. Tanto Tempo
vendeu 900.000 cópias no mundo
inteiro e transformou Bebel Gilberto em estrela. O novo disco da
cantora vai pelo mesmo caminho do álbum anterior. Produzido
por Marius de Vries (que tem no currículo trabalhos com Madonna
e a islandesa Björk), o CD traz harmonias delicadas ao violão,
com um ou outro efeito de teclado para dar um clima moderno. Um
dos carros-chefes do CD é a versão em inglês
de Baby, de Caetano Veloso. Mas Bebel mostra talento para
a composição nas faixas O Caminho e Winter.
Ouça
o disco.
| Os
mais vendidos crítica |
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O Pecado Original,
de Michelangelo: visões malucas
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Semelhança existe em tudo que
é lugar. Já apareceu fã de Elvis
Presley vendo a cara do "rei" até em batata frita.
E também quem descobrisse o rosto da Virgem Maria
nas manchas de um vidro mal lavado. O químico
Marcelo Ganzarolli de Oliveira e o médico Gilson
Barreto desencavaram semelhanças extravagantes
em uma das obras-primas da Renascença. Em A
Arte Secreta de Michelangelo (Arx; 230 páginas;
65 reais), há quatro semanas na lista de mais
vendidos, os dois tentam provar que os célebres
afrescos da Capela Sistina guardam segredos anatômicos.
Em cada uma das imagens que pintou, Michelangelo, como
dissector diletante que era, teria escondido alguma
referência ao corpo humano. Na cena reproduzida
ao lado, por exemplo, o pecado original e a subseqüente
expulsão de Adão e Eva do paraíso
são separados por uma árvore na qual a
serpente se enrosca. Só uma árvore? Para
os dublês de cientista e crítico de arte,
é na verdade uma representação
dos vasos sanguíneos da região cervical.
Mais versáteis do que as árvores são
os mantos de personagens bíblicos, que sempre
podem ser recortados para desvendar o formato de um
osso, de um pulmão, de um rim. Em uma peça
de humor involuntário, os glúteos de Deus
(sim, Ele mesmo) são comparados ao corpo mamilar,
uma estrutura da base do encéfalo. Ora, o tal
corpo mamilar parece mesmo com um par de nádegas.
Mas com qualquer par de nádegas não
só as divinas.
Jerônimo Teixeira
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