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Cartas
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"VEJA sintetiza os
temas mais relevantes da geopolítica em uma única
edição e me ajuda na preparação
para o vestibular. Parabéns!"
Anderson Mascarenhas Santos, 17
anos
Santo Antonio de Jesus,
BA
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100 questões
Excelente a última reportagem especial
("100 questões para entender o mundo", 23 de junho). Ficou
muito bem registrado que os desafios superados pela comunidade mundial
nas últimas décadas nos ensinam que é, sim,
possível vencermos os dramas da desigualdade, promover a
tolerância e associar prosperidade com justiça, desde
que todas as nações se reconheçam como partícipes
soberanos e legítimos dessa nova conjuntura.
Hugo Lins Coelho
Recife,
PE
A intenção de oferecer aos leitores
um mapa resumido das 100 questões mais urgentes que afetam
o mundo globalizado, com respostas de quinze "especialistas convidados",
foi meritória, mas deixou a desejar em alguns pontos. Entre
eles, a homogeneidade de pensamento (francamente pró-Estados
Unidos) observada na maioria dos convidados, a ausência de
vozes identificadas com os povos e as lutas do Terceiro Mundo (as
grandes vítimas e, na visão dos EUA e aliados, também
os "maiores opositores" da globalização).
Carlos Antonio Peixoto
Parnamirim,
RN
Fiquei estarrecido ao ler a resposta do renomado
escritor israelense Amós Oz à pergunta de número
37 da excelente reportagem "100 questões para entender o
mundo". Se formos usar sua definição de "fanatismo",
então o fanatismo é um grande bem ou um grande mal,
dependendo unicamente se nós somos ou não favoráveis
à causa em questão. Fica totalmente subjetivo. Ou
será que o escritor consideraria um grande mal uma entidade
"fanática" ter como objetivo convencer a sociedade de que
não devemos maltratar crianças, por exemplo? Por exemplo,
eu sou um desses vegetarianos "fanáticos" a que Oz se referiu.
Os animais não têm voz, e eu tenho. Assim, acho injusto
eu ser chamado de fanático. O correto seria que não
sou submisso. A palavra fanatismo, do jeito como ele a usou, está
imbuída de autoritarismo, que não é o caso.
Os vegetarianos "fanáticos" formam uma lista imensa, contendo
nomes de peso, como Sidarta Gautama, Leonardo da Vinci, Albert Einstein,
Paul McCartney e Isaac Bashevis Singer. Pessoalmente, não
os consideraria grandes afrontas à humanidade.
David Turchick
São
Paulo, SP
Kathleen Turner
Cumprimento a revista e a repórter
Anna Paula Buchalla pela excelente entrevista com a atriz Kathleen
Turner (Amarelas, 23 de junho). A luta da atriz pela melhora da
artrite reumatóide servirá de estímulo e de
informação a outros pacientes que também sofrem
com a doença, ou ainda nem sabem que é esse o problema.
De fato, a medicina tem hoje novas drogas que previnem a evolução
da artrite reumatóide e tratamentos que ajudam a melhorar
a qualidade de vida dos pacientes.
Evelin Goldenberg
Doutora
em reumatologia pela
Unifesp Escola Paulista de Medicina
São Paulo, SP
Governo
Desmentimos o teor da matéria "Intrigas
da corte" (23 de junho), publicada na edição 1859,
do último fim de semana, em VEJA. Declaramos que o episódio
descrito pela revista não ocorreu em nenhuma ocasião.
Reafirmamos ainda o empenho em continuarmos juntos no firme trabalho
em defesa dos interesses do país e do governo.
José Dirceu, ministro-chefe
da Casa Civil, e Aldo Rebelo, ministro-chefe da Secretaria
de Coordenação Política
Brasília,
DF
Trabalho infantil
Sobre o artigo "Asneira internacional" (16 de junho),
a Organização Internacional do Trabalho (OIT) esclarece
que em nenhuma de suas divulgações afirma que: "Há
mais de meio milhão de crianças trabalhando como escravas
no Brasil. Exatamente 559 000 crianças e adolescentes entre
10 e 17 anos". No caso brasileiro, o estudo global refere-se ao
trabalho doméstico, e não ao regime de escravidão.
O número acima é oriundo da análise da Pesquisa
Nacional por Amostras de Domicílios de 1998, do IBGE, publicado
em estudo anterior da OIT. Dados de 2002 indicam um decréscimo
para 481 981 crianças e adolescentes no trabalho infantil
doméstico. A OIT não extrapolou dados raciais de 200
crianças do Recife para o país. Com base na Pnad de
2002, 61,9% das trabalhadoras infantis domésticas entre 10
e 17 anos são da raça negra, incluindo as de cor de
pele preta (7,4%) e parda (54,5%). As ações da OIT
e o apoio conjugado da imprensa brasileira foram fundamentais para
a implementação de programas sociais: o Brasil é
um dos poucos países com políticas e resultados na
erradicação do trabalho infantil, por isso a OIT busca
incentivar o diálogo social responsável e concorda
com VEJA na promoção de um debate focalizado.
Armand Pereira
Diretor do Escritório
da OIT no Brasil
Brasília, DF
Flip
Verificamos
que a reportagem sobre a Festa Literária Internacional de
Parati (Flip) ("Confusão em Parati", 23 de junho) contém
um erro factual. O festival literário de Hay-on-Wye, no País
de Gales, tem 30% do orçamento oriundo de recursos públicos.
A Flip é realizada pela Associação Casa Azul,
uma organização sem fins lucrativos com objetivos
culturais e educacionais. Ao realizar o evento em Parati, oferecemos
aos autores e aos leitores um local de grande beleza e charme, além
de estimular a produção de recursos para a comunidade
local.
Liz
Calder
Presidente da Festa Literária Internacional
de Parati
Parati, RJ
Os 300.000
reais destinados à Flip, provenientes do Fundo Nacional de
Cultura, representam apenas 0,15% do total de recursos orçamentários
para apoiar iniciativas culturais relevantes. O apoio do Ministério
da Cultura representará apenas 12% do orçamento total
da feira.
Pedro
Corrêa do Lago
Presidente da Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro, RJ
VEJA Especial
Jovens
Maravilhosa a
edição especial Jovens (junho de 2004)! Adorei
o artigo de Serginho Groisman, porque ele também incentiva
a leitura, e eu como leitora de Machado de Assis e de VEJA sentia
falta desse incentivo. Obrigada à revista VEJA e a Serginho
Groisman, pois ler mais não deve se tornar uma obrigação,
mas um hobbie!
Luana
Marinho Nogueira, 14 anos
Miguel
Calmon, BA
Declaro minha
profunda vergonha de ser jovem no Brasil, já que os jovens
se preocupam mais com o celular que está na moda, se o corpo
está esquálido, com que roupa vai à próxima
festa que algum pitboy vai querer estragar... Faço parte
da minoria que lê mais de doze livros por ano, gosta de ouvir
boa música sem ser careta, e também vou a festas;
mas acho que poderíamos nos preocupar com outras coisas além
do nosso umbigo. Dou parabéns aos jovens que trabalham em
ONGs ou fazem alguma coisa para melhorar o nosso país.
Danielle
Montenegro, 22 anos
Por
e-mail
Diogo Mainardi
Gostaria de cumprimentar
Diogo Mainardi pela coluna da edição 1859 de VEJA
("MM: de motoboys e Marshall", 23 de junho), na qual encontrei a
melhor definição do que são os petistas. Apenas
completaria com a palavra "arrogantes".
Tiago Claret
Santiago
Belo
Horizonte, MG
Mulheres
bem-sucedidas
Cumprimento VEJA
pela reportagem "A construção do sucesso" (23 de junho).
As mulheres contemporâneas estão excitadas por aquilo
que Regi Rodrigues chamou de "a síndrome do sucesso". Autonomia,
poder, liderança; palavras-chave para um melhor entendimento
sobre o assunto. Por décadas, elas foram reprimidas politicamente
no mundo empresarial. Esse quadro mudou. As mulheres estão
ganhando seu espaço, usando para isso um toque bem feminino;
como diria Narayana Flora, pesquisadora de um respeitável
instituto econômico, "mulheres com batom nos lábios
têm mais autonomia e poder do que homens com papéis
e canetas nas mãos".
Ingrisson
Cerqueira
Navegantes,
SC
Jorge Kajuru
Acredito
que demitir o Kajuru da TV Bandeirantes seria o mesmo que demitir
o Mainardi de VEJA. Sei que o apresentador era polêmico, falava
o que lhe vinha à cabeça sem ao menos se preocupar
se aquilo ia trazer conseqüências para ele ou para a
emissora, mas a direção já não sabia
disso? Não foram as polêmicas associadas a seu bom
mau humor que fizeram com que milhares de pessoas adorassem-odiassem
esse apresentador gordo, feio, mas muito feliz? É uma pena,
Kajuru... O almoço de minha família não é
mais o mesmo sem você.
Edméa
Kummer
Maceió,
AL
Fiquei muito
triste ao saber da decisão tomada pela TV Bandeirantes em
relação ao apresentador esportivo Jorge Kajuru, em
minha opinião o melhor âncora esportivo da TV brasileira,
um repórter de coragem, caráter e famoso por dizer
as "verdades" do futebol que muitos não conseguem dizer e
o mais profundo conhecedor do futebol brasileiro!! Ficou claro mais
uma vez que os desafetos de Kajuru trabalharam nos bastidores para
novamente tirá-lo do ar de forma injusta.
Gustavo
Borges
Goiânia,
GO
CORREÇÕES:
Na matéria "Eles não vivem
sem celular" (VEJA Especial Jovens, junho de 2004), o nome
da empresa mineira Takenet foi grafado incorretamente.
Gilberto Gil escreveu a terceira estrofe da canção
Cálice, e não a segunda, como informou a nota
"Um manuscrito que ele não queimou" (Radar, 23 de junho).
A versão do carro (S40) que a Volvo trouxe para o Brasil
tem motor de 220 cavalos, e não de 140 ("Volvo redondo",
Guia, 16 de junho).
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A execução dos monarcas
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| A família Romanov, em 1913:
tricentenário da dinastia |
A reportagem "O coração
do pequeno príncipe" (16 de junho) conta que
o rei francês Luís XVI e a rainha Maria
Antonieta foram "mandados à guilhotina em 1792".
O leitor Luiz Pereira Leite Neto, de São Paulo,
corrigiu: "O monarca foi executado em 21 de janeiro
de 1793, e não em 1792". Preso no fim de 1792,
Luís XVI foi condenado no dia 14 de janeiro de
1793 e executado no dia 21. Maria Antonieta foi à
guilhotina em 16 de outubro do mesmo ano. Anna Cristina
Koscheck, de 14 anos, aluna da 8ª série
do Colégio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro,
fez outra correção: "A foto da família
Romanov (página 64), indicada como tendo sido
tirada em 1918, pouco antes de seu fuzilamento pelos
bolcheviques, na verdade foi tirada em 1913, para as
comemorações do tricentenário da
dinastia Romanov".
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Torpedo via Internet para celular
A
nota "Economia no telefone" (Guia, 23 de junho), que
informou sobre o envio gratuito, pela internet, de "torpedos"
para celulares, levou alguns leitores a reclamar que
pagam por esse serviço. Dependendo da operadora,
do Estado ou do sistema do celular, ele pode mesmo ser
cobrado. Acompanhe um resumo do que cada operadora oferece
Claro (www.claro.com.br): o serviço é
gratuito.
Oi (www.oi.com.br): o serviço é gratuito.
TIM (www.tim.com.br): no Nordeste (exceto o Maranhão)
e em Minas Gerais, a empresa cobra 0,25 real. Nos Estados
do Paraná e de Santa Catarina, cobra 0,25 real
no sistema TDMA e não cobra no sistema GSM. Nos
outros Estados, o serviço é gratuito,
mas deve passar a ser cobrado em breve.
Vivo (www.vivo.com.br): o serviço é gratuito
na maioria dos Estados; em breve será em toda
a área de atuação da empresa.
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