Edição 1860 . 30 de junho de 2004

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Brasil
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Economia e Negócios
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Artes e Espetáculos
Lya Luft
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"VEJA sintetiza os temas mais relevantes da geopolítica em uma única edição e me ajuda na preparação para o vestibular. Parabéns!"
Anderson Mascarenhas Santos, 17 anos
Santo Antonio de Jesus, BA

 

100 questões

Excelente a última reportagem especial ("100 questões para entender o mundo", 23 de junho). Ficou muito bem registrado que os desafios superados pela comunidade mundial nas últimas décadas nos ensinam que é, sim, possível vencermos os dramas da desigualdade, promover a tolerância e associar prosperidade com justiça, desde que todas as nações se reconheçam como partícipes soberanos e legítimos dessa nova conjuntura.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

A intenção de oferecer aos leitores um mapa resumido das 100 questões mais urgentes que afetam o mundo globalizado, com respostas de quinze "especialistas convidados", foi meritória, mas deixou a desejar em alguns pontos. Entre eles, a homogeneidade de pensamento (francamente pró-Estados Unidos) observada na maioria dos convidados, a ausência de vozes identificadas com os povos e as lutas do Terceiro Mundo (as grandes vítimas e, na visão dos EUA e aliados, também os "maiores opositores" da globalização).
Carlos Antonio Peixoto
Parnamirim, RN

Fiquei estarrecido ao ler a resposta do renomado escritor israelense Amós Oz à pergunta de número 37 da excelente reportagem "100 questões para entender o mundo". Se formos usar sua definição de "fanatismo", então o fanatismo é um grande bem ou um grande mal, dependendo unicamente se nós somos ou não favoráveis à causa em questão. Fica totalmente subjetivo. Ou será que o escritor consideraria um grande mal uma entidade "fanática" ter como objetivo convencer a sociedade de que não devemos maltratar crianças, por exemplo? Por exemplo, eu sou um desses vegetarianos "fanáticos" a que Oz se referiu. Os animais não têm voz, e eu tenho. Assim, acho injusto eu ser chamado de fanático. O correto seria que não sou submisso. A palavra fanatismo, do jeito como ele a usou, está imbuída de autoritarismo, que não é o caso. Os vegetarianos "fanáticos" formam uma lista imensa, contendo nomes de peso, como Sidarta Gautama, Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Paul McCartney e Isaac Bashevis Singer. Pessoalmente, não os consideraria grandes afrontas à humanidade.
David Turchick
São Paulo, SP

 

Kathleen Turner

Cumprimento a revista e a repórter Anna Paula Buchalla pela excelente entrevista com a atriz Kathleen Turner (Amarelas, 23 de junho). A luta da atriz pela melhora da artrite reumatóide servirá de estímulo e de informação a outros pacientes que também sofrem com a doença, ou ainda nem sabem que é esse o problema. De fato, a medicina tem hoje novas drogas que previnem a evolução da artrite reumatóide e tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Evelin Goldenberg
Doutora em reumatologia pela
Unifesp – Escola Paulista de Medicina
São Paulo, SP

 

Governo

Desmentimos o teor da matéria "Intrigas da corte" (23 de junho), publicada na edição 1859, do último fim de semana, em VEJA. Declaramos que o episódio descrito pela revista não ocorreu em nenhuma ocasião. Reafirmamos ainda o empenho em continuarmos juntos no firme trabalho em defesa dos interesses do país e do governo.
José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil, e Aldo Rebelo, ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política
Brasília, DF

 

Trabalho infantil

Sobre o artigo "Asneira internacional" (16 de junho), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) esclarece que em nenhuma de suas divulgações afirma que: "Há mais de meio milhão de crianças trabalhando como escravas no Brasil. Exatamente 559 000 crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos". No caso brasileiro, o estudo global refere-se ao trabalho doméstico, e não ao regime de escravidão. O número acima é oriundo da análise da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios de 1998, do IBGE, publicado em estudo anterior da OIT. Dados de 2002 indicam um decréscimo para 481 981 crianças e adolescentes no trabalho infantil doméstico. A OIT não extrapolou dados raciais de 200 crianças do Recife para o país. Com base na Pnad de 2002, 61,9% das trabalhadoras infantis domésticas entre 10 e 17 anos são da raça negra, incluindo as de cor de pele preta (7,4%) e parda (54,5%). As ações da OIT e o apoio conjugado da imprensa brasileira foram fundamentais para a implementação de programas sociais: o Brasil é um dos poucos países com políticas e resultados na erradicação do trabalho infantil, por isso a OIT busca incentivar o diálogo social responsável e concorda com VEJA na promoção de um debate focalizado.
Armand Pereira
Diretor do Escritório da OIT no Brasil
Brasília, DF

 

Flip

Verificamos que a reportagem sobre a Festa Literária Internacional de Parati (Flip) ("Confusão em Parati", 23 de junho) contém um erro factual. O festival literário de Hay-on-Wye, no País de Gales, tem 30% do orçamento oriundo de recursos públicos. A Flip é realizada pela Associação Casa Azul, uma organização sem fins lucrativos com objetivos culturais e educacionais. Ao realizar o evento em Parati, oferecemos aos autores e aos leitores um local de grande beleza e charme, além de estimular a produção de recursos para a comunidade local.

Liz Calder

Presidente da Festa Literária Internacional de Parati

Parati, RJ

Os 300.000 reais destinados à Flip, provenientes do Fundo Nacional de Cultura, representam apenas 0,15% do total de recursos orçamentários para apoiar iniciativas culturais relevantes. O apoio do Ministério da Cultura representará apenas 12% do orçamento total da feira.
Pedro Corrêa do Lago

Presidente da Fundação Biblioteca Nacional

Rio de Janeiro, RJ

 

VEJA Especial Jovens

Maravilhosa a edição especial Jovens (junho de 2004)! Adorei o artigo de Serginho Groisman, porque ele também incentiva a leitura, e eu como leitora de Machado de Assis e de VEJA sentia falta desse incentivo. Obrigada à revista VEJA e a Serginho Groisman, pois ler mais não deve se tornar uma obrigação, mas um hobbie!
Luana Marinho Nogueira, 14 anos
Miguel Calmon, BA

 

Declaro minha profunda vergonha de ser jovem no Brasil, já que os jovens se preocupam mais com o celular que está na moda, se o corpo está esquálido, com que roupa vai à próxima festa que algum pitboy vai querer estragar... Faço parte da minoria que lê mais de doze livros por ano, gosta de ouvir boa música sem ser careta, e também vou a festas; mas acho que poderíamos nos preocupar com outras coisas além do nosso umbigo. Dou parabéns aos jovens que trabalham em ONGs ou fazem alguma coisa para melhorar o nosso país.

Danielle Montenegro, 22 anos

Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Gostaria de cumprimentar Diogo Mainardi pela coluna da edição 1859 de VEJA ("MM: de motoboys e Marshall", 23 de junho), na qual encontrei a melhor definição do que são os petistas. Apenas completaria com a palavra "arrogantes".
Tiago Claret Santiago

Belo Horizonte, MG

 

Mulheres bem-sucedidas

Cumprimento VEJA pela reportagem "A construção do sucesso" (23 de junho). As mulheres contemporâneas estão excitadas por aquilo que Regi Rodrigues chamou de "a síndrome do sucesso". Autonomia, poder, liderança; palavras-chave para um melhor entendimento sobre o assunto. Por décadas, elas foram reprimidas politicamente no mundo empresarial. Esse quadro mudou. As mulheres estão ganhando seu espaço, usando para isso um toque bem feminino; como diria Narayana Flora, pesquisadora de um respeitável instituto econômico, "mulheres com batom nos lábios têm mais autonomia e poder do que homens com papéis e canetas nas mãos".

Ingrisson Cerqueira

Navegantes, SC

 

Jorge Kajuru

Acredito que demitir o Kajuru da TV Bandeirantes seria o mesmo que demitir o Mainardi de VEJA. Sei que o apresentador era polêmico, falava o que lhe vinha à cabeça sem ao menos se preocupar se aquilo ia trazer conseqüências para ele ou para a emissora, mas a direção já não sabia disso? Não foram as polêmicas associadas a seu bom mau humor que fizeram com que milhares de pessoas adorassem-odiassem esse apresentador gordo, feio, mas muito feliz? É uma pena, Kajuru... O almoço de minha família não é mais o mesmo sem você.

Edméa Kummer

Maceió, AL

Fiquei muito triste ao saber da decisão tomada pela TV Bandeirantes em relação ao apresentador esportivo Jorge Kajuru, em minha opinião o melhor âncora esportivo da TV brasileira, um repórter de coragem, caráter e famoso por dizer as "verdades" do futebol que muitos não conseguem dizer e o mais profundo conhecedor do futebol brasileiro!! Ficou claro mais uma vez que os desafetos de Kajuru trabalharam nos bastidores para novamente tirá-lo do ar de forma injusta.

Gustavo Borges

Goiânia, GO

 

CORREÇÕES: Na matéria "Eles não vivem sem celular" (VEJA Especial Jovens, junho de 2004), o nome da empresa mineira Takenet foi grafado incorretamente. Gilberto Gil escreveu a terceira estrofe da canção Cálice, e não a segunda, como informou a nota "Um manuscrito que ele não queimou" (Radar, 23 de junho). A versão do carro (S40) que a Volvo trouxe para o Brasil tem motor de 220 cavalos, e não de 140 ("Volvo redondo", Guia, 16 de junho).

 

A execução dos monarcas

A família Romanov, em 1913: tricentenário da dinastia

A reportagem "O coração do pequeno príncipe" (16 de junho) conta que o rei francês Luís XVI e a rainha Maria Antonieta foram "mandados à guilhotina em 1792". O leitor Luiz Pereira Leite Neto, de São Paulo, corrigiu: "O monarca foi executado em 21 de janeiro de 1793, e não em 1792". Preso no fim de 1792, Luís XVI foi condenado no dia 14 de janeiro de 1793 e executado no dia 21. Maria Antonieta foi à guilhotina em 16 de outubro do mesmo ano. Anna Cristina Koscheck, de 14 anos, aluna da 8ª série do Colégio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro, fez outra correção: "A foto da família Romanov (página 64), indicada como tendo sido tirada em 1918, pouco antes de seu fuzilamento pelos bolcheviques, na verdade foi tirada em 1913, para as comemorações do tricentenário da dinastia Romanov".


Torpedo via Internet para celular

A nota "Economia no telefone" (Guia, 23 de junho), que informou sobre o envio gratuito, pela internet, de "torpedos" para celulares, levou alguns leitores a reclamar que pagam por esse serviço. Dependendo da operadora, do Estado ou do sistema do celular, ele pode mesmo ser cobrado. Acompanhe um resumo do que cada operadora oferece  

Claro (www.claro.com.br): o serviço é gratuito.

Oi (www.oi.com.br): o serviço é gratuito.

TIM (www.tim.com.br): no Nordeste (exceto o Maranhão) e em Minas Gerais, a empresa cobra 0,25 real. Nos Estados do Paraná e de Santa Catarina, cobra 0,25 real no sistema TDMA e não cobra no sistema GSM. Nos outros Estados, o serviço é gratuito, mas deve passar a ser cobrado em breve.

Vivo (www.vivo.com.br): o serviço é gratuito na maioria dos Estados; em breve será em toda a área de atuação da empresa.

 
 
 
 
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