O Festival de Cannes
entrou na terceira idade cheio de gás.
Em seus doze e animados dias, que terminam no domingo,
sempre há tempo e espaço para todo mundo aparecer,
de
estrelas fulgurantes a starlets com alguma coisa de fora,
passando por figuras venerandas que o tempo desbotou
e a era da plástica retocou.
Francois Guillot/AFP
Anne-Christine Poujoulat/AFP
Parem o mundo que
Angelina e Brad chegaram: o filme dele e o dela, prestigiado
por Mariane e Adam (à dir.), viúva
e filho de Daniel Pearl
O planeta celebridades pára de girar por alguns segundos
quando, no esplendor da beleza, surgem Angelina Jolie e
Brad Pitt. Em Cannes, foram duas aparições,
uma em nome dele, outra em nome dela. A dele promoveu a nova
versão de Ocean's Eleven. A dela divulgou A
Mighty Heart, baseado no livro-testemunho de Mariane,
viúva de Daniel Pearl, o jornalista americano decapitado
diante das câmeras por terroristas. Mãe serial,
Angelina fez gracinhas para Adam Pearl, 6 anos, nascido
quatro meses após a morte do pai. O filme foi aplaudido
e o casal, ovacionado. Mas a crítica mais exigente
não se entusiasmou com a performance de la jolie
Jolie, que exagerou no bronzeamento artificial, usou uma
peruca afro e caprichou no sotaque francês para interpretar
Mariane (filha de mãe cubana negra e pai holandês,
criada na França).
Lionel Cironneau/AP
Catherine, com a
filha Chiara: não tem festival sem ela
Como não há Festival de Cannes sem Catherine
Deneuve, lá estava ela, com três anos a mais
do que o evento sessentão. Para os saudosos que se
lembram da época em que foi a mulher mais bela do cinema,
o colírio da presença de Chiara, sua
filha com Marcello Mastroianni. Mãe e filha dublam
personagens em Persepolis, um desenho animado muito
adulto sobre a vida no Irã dos aiatolás. O governo
iraniano, como é de praxe, advertiu que a exibição
do filme "mancha a reputação" do festival.
Francois Mori/AP
Tarantino desliza
a mão no decote de Zoe Bell: além dos pés,
outras partes
Todo cinéfilo sabe que o diretor Quentin Tarantino
é louco por pés femininos. Mas valeu também
uma mão boba na abertura dorsal da neozelandesa Zoe
Bell, dublê (inclusive de Uma Thurman, em Kill
Bill) que interpreta uma dublê no ultraviolento
Death Proof. Diz Zoe sobre seu esquisito diretor: "Quentin
é exatamente o que parece. E eu acho isso ótimo,
revigorante".
Fotos Jean-Paul
Pelissier/Reuters, Francois Guillot/AFP e Victor Tornelli/
Reuters
Claudia, Rourke,
Goldie e Russell: um passado de glórias, um presente
de intervenções
Todo mundo
comentou a presença do veterano ator Kurt Russell,
55 anos, astro de Death Proof, 1) porque bateu
boca com o todo-poderoso produtor Harvey Weinstein e 2) pela
cintura avantajada e visível quantidade de intervenções,
de fazer sombra a sua mulher, Goldie Hawn, 60, adepta
pioneira do Botox com bocão. Do mesmo e retocado passado
de glórias saíram Claudia Cardinale, 68,
e Mickey Rourke, 50 anos, que... bem, que dispensa
comentários.
Yves Herman/Reuters
Svetlana em pose
não planejada (até parece): para Cannes,
nada mais normal
A russa Svetlana
Metkina (currículo: fotos picantes; uma ponta em
Bobby cavada pelo marido produtor) foi, toda faceira,
enfeitar uma festa beneficente, animou-se nos acenos e, ops,
ultrapassou os limites do decote. Tudo bem, acontece. Que
seria de Cannes sem um algo a mais à mostra?