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Edição 2010

30 de maio de 2007
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Aos 60, em forma

O Festival de Cannes entrou na terceira idade cheio de gás.
Em seus doze e animados dias, que terminam no domingo,
sempre há tempo e espaço para todo mundo aparecer, de
estrelas fulgurantes a starlets com alguma coisa de fora,
passando por figuras venerandas que o tempo desbotou
e a era da plástica retocou.

 
Francois Guillot/AFP
Anne-Christine Poujoulat/AFP
Parem o mundo que Angelina e Brad chegaram: o filme dele e o dela, prestigiado por Mariane e Adam (à dir.), viúva e filho de Daniel Pearl

• O planeta celebridades pára de girar por alguns segundos quando, no esplendor da beleza, surgem Angelina Jolie e Brad Pitt. Em Cannes, foram duas aparições, uma em nome dele, outra em nome dela. A dele promoveu a nova versão de Ocean's Eleven. A dela divulgou A Mighty Heart, baseado no livro-testemunho de Mariane, viúva de Daniel Pearl, o jornalista americano decapitado diante das câmeras por terroristas. Mãe serial, Angelina fez gracinhas para Adam Pearl, 6 anos, nascido quatro meses após a morte do pai. O filme foi aplaudido e o casal, ovacionado. Mas a crítica mais exigente não se entusiasmou com a performance de la jolie Jolie, que exagerou no bronzeamento artificial, usou uma peruca afro e caprichou no sotaque francês para interpretar Mariane (filha de mãe cubana negra e pai holandês, criada na França).

 
Lionel Cironneau/AP
Catherine, com a filha Chiara: não tem festival sem ela

• Como não há Festival de Cannes sem Catherine Deneuve, lá estava ela, com três anos a mais do que o evento sessentão. Para os saudosos que se lembram da época em que foi a mulher mais bela do cinema, o colírio da presença de Chiara, sua filha com Marcello Mastroianni. Mãe e filha dublam personagens em Persepolis, um desenho animado muito adulto sobre a vida no Irã dos aiatolás. O governo iraniano, como é de praxe, advertiu que a exibição do filme "mancha a reputação" do festival.

 
Francois Mori/AP
Tarantino desliza a mão no decote de Zoe Bell: além dos pés, outras partes

• Todo cinéfilo sabe que o diretor Quentin Tarantino é louco por pés femininos. Mas valeu também uma mão boba na abertura dorsal da neozelandesa Zoe Bell, dublê (inclusive de Uma Thurman, em Kill Bill) que interpreta uma dublê no ultraviolento Death Proof. Diz Zoe sobre seu esquisito diretor: "Quentin é exatamente o que parece. E eu acho isso ótimo, revigorante".

 
Fotos Jean-Paul Pelissier/Reuters, Francois Guillot/AFP e Victor Tornelli/ Reuters
Claudia, Rourke, Goldie e Russell: um passado de glórias, um presente de intervenções

• Todo mundo comentou a presença do veterano ator Kurt Russell, 55 anos, astro de Death Proof, 1) porque bateu boca com o todo-poderoso produtor Harvey Weinstein e 2) pela cintura avantajada e visível quantidade de intervenções, de fazer sombra a sua mulher, Goldie Hawn, 60, adepta pioneira do Botox com bocão. Do mesmo e retocado passado de glórias saíram Claudia Cardinale, 68, e Mickey Rourke, 50 anos, que... bem, que dispensa comentários.

 

Yves Herman/Reuters
Svetlana em pose não planejada (até parece): para Cannes, nada mais normal

• A russa Svetlana Metkina (currículo: fotos picantes; uma ponta em Bobby cavada pelo marido produtor) foi, toda faceira, enfeitar uma festa beneficente, animou-se nos acenos e, ops, ultrapassou os limites do decote. Tudo bem, acontece. Que seria de Cannes sem um algo a mais à mostra?

 

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