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Ninguém
via
Sociedade
Anônima sai
do
ar.
Era anônima demais
Ricardo
Valladares
Divulgação/Rede Globo
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| Cazé:
ele só é simpático no vídeo |
Desde que foi contratado pela Rede Globo, no final de 1999, o apresentador
Cazé Peçanha coleciona frustrações. Seu programa,
o Sociedade Anônima, demorou quinze meses para entrar no
ar, depois das 23 horas dos domingos. E bastaram nove edições
da atração, uma gincana modernosa com pessoas comuns, para
que ela fosse extinta. A decisão foi tomada há duas semanas
pela cúpula da emissora, incomodada com as sucessivas surras que
vinha levando de Silvio Santos. Seja à frente do Topa Tudo por
Dinheiro, seja no comando do Show do Milhão, o dono
do SBT conseguia uma média de 21 pontos de audiência, contra
10 de Cazé. O apresentador só foi informado de que teria
de retornar à geladeira na última segunda-feira. "Esse é
um dia que eu gostaria de esquecer", lamenta ele. Segundo Érico
Magalhães, diretor de pesquisa e recursos humanos da Globo, Cazé
continua prestigiado. "Não é o talento dele que está
em questão. A culpa foi do formato e do horário", afirma.
Para ajudar o apresentador a encontrar um rumo, a diretora de núcleo
Marlene Mattos deve entrar em campo. Comenta-se nos corredores globais
que o mais difícil nessa empreitada será contornar o ego
cabeludo do carequinha. "Cazé se acha", resume um produtor da emissora.
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