Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 702 - 30 de maio de 2001
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas

(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Hipertexto
Notas internacionais
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Um nervo exposto
em Brasília


A capa de VEJA: reportagem investigativa
VEJA publicou na semana passada uma reportagem investigativa que apresentou os indícios mais fortes até agora de que, quando da virada da política cambial há dois anos, no comando do Banco Central, o economista Francisco Lopes passou informações privilegiadas e deu ajuda bilionária indevida a banqueiros em dificuldade. Segundo a apuração da revista, um desses banqueiros, Salvatore Cacciola, do banco Marka, conseguiu o benefício por meio de uma chantagem que obrigou Lopes a contrariar a ortodoxia desse tipo de ajuda e salvar a fortuna pessoal do banqueiro em prejuízo de seus investidores. A reportagem de VEJA veio à luz num momento delicado da vida política brasileira. Um momento em que o governo enfrenta um conjunto de crises. Há um apagão enfezando a opinião pública e uma oposição que, declaradamente, quer "inviabilizar" a administração federal. Tudo isso em meio a uma tensão pré-eleitoral já desencadeando suas ondas desestabilizadoras pelo Planalto.

Como as estiagens ou os raios, porém, os fatos não escolhem hora para surgir. A obrigação de uma publicação que leva a sério sua missão de informar é divulgá-los quando eles aparecem, mesmo sabendo que pinçariam um nervo aberto. A questão agora, reconheça-se, não é esmiuçar, dois anos depois, se o presidente Fernando Henrique Cardoso ou o ministro da Fazenda, Pedro Malan, souberam das circunstâncias da ajuda. Por um motivo ou outro eles descartaram Francisco Lopes apenas duas semanas depois da virada do câmbio e dos eventos em questão. Agiram prontamente, portanto. O que precisa ser apurado é como Lopes salvou a pele de Cacciola com dinheiro público, deixando-o de posse de seus bens, enquanto seus investidores amargavam perdas. Graças à reportagem de VEJA, as autoridades retomaram o ânimo na apuração do escândalo, que andava meio esquecido. É bom notar que esse tipo de vazamento ocorre no mundo inteiro. Quando descobertos, é imperativo que seus responsáveis sejam punidos exemplarmente por atentarem contra o sistema financeiro, um dos mecanismos fundamentais de produção de prosperidade do capitalismo. Se como tudo indica houve crime nesse caso, seria calamitoso que no Brasil passasse impune. Veja reportagem.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS