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Edição 2058

30 de abril de 2008
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Tecnologia
Qualquer parede vira tela

Microprojetores permitem assistir com mais conforto aos
filmes e vídeos armazenados em aparelhos portáteis


Rafael Corrêa

Divulgação

Microprojetor conectado ao videogame: diversão sem precisar da tela da TV

Um iPod Nano é capaz de armazenar oito horas de vídeo, o suficiente para guardar três filmes. A dificuldade é assistir a um filme inteiro na telinha de 2 polegadas do aparelho. Agora, um novo tipo de equipamento, os microprojetores, permite ver filmes e vídeos armazenados em celulares, media players e palms projetando-se uma tela na parede ou em qualquer superfície plana. Os microprojetores são tão pequenos que podem ser embutidos nos próprios aparelhos portáteis e criam telas com até 100 polegadas, caso a projeção seja feita em ambientes escuros. Em locais muito iluminados, o tamanho da tela pode cair para 7 polegadas. As imagens são projetadas por lasers, LEDs (sigla em inglês para diodos emissores de luz) ou uma combinação de ambos. O primeiro aparelho a chegar ao mercado dotado de microprojetor é o media player da Sunlink, o SunView PMP Projector, lançado há duas semanas em Hong Kong. Pouco maior que uma carteira de dinheiro, com preço na faixa dos 600 dólares, ele oferece resolução equivalente à de um DVD. Em ambientes escuros, dependendo da distância entre o aparelho e a parede, cria uma tela de 53 polegadas, 27 vezes maior que a telinha do iPod Nano. Para projetar as imagens, o SunView PMP usa um conjunto de LEDs nas cores azul, vermelho e verde. Os feixes de luz dos LEDs são filtrados por um chip de silício coberto com cristal líquido, o que permite as diferentes combinações de cores que formam a imagem. É possível também conectar os microprojetores a videogames ou DVDs, criando uma projeção na parede em substituição à tela da televisão.

Até o fim do ano, outros microprojetores devem ser lançados. Um dos primeiros a chegar às lojas será o da empresa americana Microvision. O aparelho funciona com três lasers coloridos – azul, vermelho e verde – combinados em um feixe por sensores ópticos. Esse feixe é refletido por um minúsculo espelho sobre a superfície usada para a projeção. O microprojetor da Microvision será vendido avulso, para ser conectado aos aparelhos portáteis como acessório. Tem o tamanho de um maço de cigarros, poderá projetar uma tela com até 100 polegadas e deverá custar entre 300 e 400 dólares. A coreana Samsung lançará ainda neste ano um aparelho que utiliza tecnologia similar à da Sunlink, à base de LEDs e chips com cristal líquido, batizado de MBP-100. A americana Texas Instruments, fabricante de eletrônicos, anunciou o lançamento de um aparelho com uma versão em miniatura da tecnologia Digital Light Processing (DLP), usada em televisores gigantes. Celulares com microprojetores embutidos também estão a caminho. A Microvision já assinou contrato de parceria com a Motorola e outras empresas de telefonia móvel. Calcula-se que os microprojetores devam acarretar um aumento de 100 dólares no preço dos celulares equipados com eles.

Divulgação

O SunView (acima), recém-lançado em Hong Kong: media player equipado com microprojetor. Abaixo, o teclado virtual: as teclas são hologramas
Marcelo Kura/Info Exame

Como ocorre com todos os dispositivos portáteis, a bateria é uma limitação para o tempo de uso dos microprojetores. Projetar imagens consome muita energia. Por isso, essa primeira geração de aparelhos não permite que se assista a dois filmes seguidos sem recarregar a bateria. Se o microprojetor estiver integrado a um telefone celular, a carga se esgotará mais rápido ainda porque os dois aparelhos vão compartilhar a mesma fonte de energia.

A tecnologia de projeção de imagens já acabou com outro incômodo dos aparelhos portáteis: as teclas minúsculas, que tornam a digitação de textos um desafio extenuante. A solução são os teclados virtuais, nos quais um holograma das teclas é projetado sobre uma superfície lisa. Ao teclar, interrompe-se o raio de luz. O dispositivo percebe essa interrupção e informa ao celular ou palm a que ele está conectado qual tecla foi digitada. Pode-se encontrar o teclado virtual em sites especializados por, em média, 1 400 reais. Após facilitar a vida de quem precisa digitar textos longos em teclados minúsculos, a tecnologia de projeção agora torna mais divertido ver filmes armazenados digitalmente.

 



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