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Justiça Advogado famoso é
preso sob a acusação de usar seu cargo
A suspeita sobre a cúpula da organização foi reforçada por escutas telefônicas feitas pelos policiais durante as investigações. Em uma delas, dois dos presos comentam a influência de Tosto. "Dentro do PDT e com Paulinho, ele pode muito", diz um deles. Outras gravações mostram reuniões sendo marcadas no escritório do advogado. Como é deputado, Paulinho tem foro privilegiado. Por isso, os policiais precisariam de autorização do Supremo Tribunal Federal para grampeá-lo. Mas preferiram não fazer isso.
A Polícia Federal descobriu o esquema de corrupção quando investigava uma quadrilha que explorava prostitutas e tráfico de mulheres. Bon vivant assumido, colecionador de vinhos caros e charutos cubanos, Tosto é apontado como um dos clientes dos acusados de lenocínio. Seus amigos suspeitos também estão nessa. Todos se reuniriam em um flat em São Paulo, para fazer programas com garotas. Os encontros chegavam a custar 2 000 reais. A polícia investiga se depois de passar algum tempo no flat, as moças, boa parte delas gaúchas, eram levadas para outros países. Os sócios do advogado afirmam que as acusações feitas pela polícia não têm fundamento. Segundo eles, como Tosto não tinha poder decisório no BNDES, os empréstimos não passavam por seu crivo. O banco confirma essa versão.
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