BUSCA

Revistas
Notícias
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2058

30 de abril de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Diogo Mainardi
J.R. Guzzo
Lya Luft
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Carta ao leitor
Vidas em jogo

Ana Araujo
O ministro Direito, do STF: pedido de vista

Uma reportagem da presente edição de VEJA mostra que é um erro comum confundir o potencial de tratamentos e curas que se podem obter com o uso de células-tronco embrionárias com os benefícios terapêuticos prometidos pelas células-tronco adultas. Essa diferenciação é crucial. Enquanto as primeiras podem cortar caminho rumo ao tratamento eficaz de uma miríade de doenças hoje consideradas irreversíveis, as segundas, infinitamente menos potentes, projetam uma rota bem mais longa e tortuosa. Seria apenas uma confusão comum e compreensível, dada a complexidade do tema, se ela não estivesse sendo usada de forma proposital para tentar convencer os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) da inutilidade do uso de células-tronco embrionárias.

Como se sabe, o STF está em processo de julgamento da constitucionalidade das pesquisas com embriões liberadas pela Lei de Biossegurança em 2005. O mesmo lobby religioso que levou a questão até o STF trata agora de confundir a cabeça dos ministros. Faz-se uso da tese falaciosa e desamparada pela ciência de que as duas linhas de pesquisa se equiparam. Elas são coisas totalmente diferentes. Uma não anula a outra.

O uso de células embrionárias é, no atual estágio da ciência, a mais tangível promessa de cura de doenças sérias e incapacitantes. Quanto mais cedo as pesquisas começarem, mais rapidamente os resultados serão atingidos. Por essa razão, é inquietante que a votação esteja há quase dois meses parada no STF em razão do pedido de vista do processo feito pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito. A maioria dos colegas do ministro Direito já fez saber que é favorável à liberação das pesquisas. Eles foram tocados pela argumentação de que não se atenta contra a ética ou a moral religiosa, uma vez que os embriões usados nas pesquisas, obtidos em tubos de ensaio, são inviáveis para o implante em úteros maternos e destinados a ser descartados quando ainda invisíveis a olho nu. A posição dissidente do ministro Direito é conhecida. Ele vota como quiser. Mas não é razoável atrasar por mais tempo o desfecho de um processo capaz de melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiros.



Publicidade

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |