Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 800 - 30 de abril de 2003
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


 

CINEMA

Fotos divulgação
Kamchatka: o golpe militar pelos olhos de um garoto


Kamchatka
(Argentina/Espanha, 2002. Estréia nesta sexta-feira no país) – Em 1976, dias depois do golpe militar que instaurou o terror entre os argentinos, um menino é retirado da escola por sua mãe (Cecilia Roth) e levado, juntamente com seu pai (Ricardo Darín) e o irmão caçula, para uma chácara no interior. Os pais fazem o possível para que a fuga pareça apenas uma temporada de férias e a escolha de novos nomes para toda a família, uma brincadeira. Mas o garoto, que está na pré-adolescência, adivinha que a mudança tem algo a ver com o novo regime e os policiais que estão em toda parte. Além do ótimo elenco (a começar pelo novato Matías Del Pozo, que faz o protagonista), é nesse ponto de vista incompleto, cheio de ansiedade e também de descoberta que reside o grande mérito do filme do diretor Marcelo Piñeyro – que aqui opta por um registro bem mais acadêmico do que em seu trabalho anterior, Plata Quemada. Em tempo: Kamchatka, uma península na Rússia Oriental, é um dos territórios a ser conquistados num jogo de estratégia com que pai e filho se entretêm, e também um ponto imaginário em que ambos poderão continuar seu relacionamento interrompido.



Jack Nicholson, em A Promessa: o embate entre salvação e danação

A Promessa (The Pledge, Estados Unidos, 2001. Estréia no país nesta quinta-feira) – Em seus três filmes como diretor (além deste, Unidos pelo Sangue e Acerto Final), Sean Penn trata de um mesmo tema: o embate entre salvação e danação, com nítida vantagem no placar para esta última. Jack Nicholson interpreta aqui Jerry Black, um policial que, a horas da aposentadoria, é chamado para ver o corpo de uma menina assassinada. Jerry promete à mãe da vítima que vai encontrar o criminoso. Um índio (Benicio Del Toro) é preso, mas o veterano não se convence. "Por que Deus é tão ganancioso?", indaga a avó da menina (Vanessa Redgrave), inconsolável, ao policial. Quanto mais Jerry procura a resposta, mais ele se perde – em todos os sentidos. Baseado num romance do suíço Friedrich Dürrenmatt, A Promessa se passa em Nevada, com as paisagens dramáticas e ideais de machismo solitário que o cinema cuidou de associar ao Oeste americano. Mas Penn, com seu talento singular, desmonta esse mito. A fronteira que ele retrata é feita de cidades feias, com gente de dentes malcuidados e consangüinidade excessiva – ao que ele alude nos vários personagens vítimas de deficiência mental. O inferno, diz ele, é real. Já o paraíso pode não passar de uma miragem.

 

LIVROS

Meus Vizinhos Italianos, de Tim Parks (tradução de Carlos Mendes Rosa; Publifolha; 319 páginas; 39 reais) – Nascido na Inglaterra, Parks casou-se com uma italiana e resolveu acompanhá-la de volta ao país de origem quando ela ficou grávida, em 1981. Os dois se instalaram num vilarejo próximo a Verona, e o romancista e professor inglês mergulhou então num mundo diferente. Os contatos com o padre e o farmacêutico, com a viúva amalucada da cidade e o cachorro Verga, que todos na vizinhança gostariam de envenenar, compõem uma deliciosa coleção de anedotas. O livro de Parks pertence à mesma família daqueles que o americano Peter Mayle escreveu sobre a Provença, na França. Com muita graça, cria no leitor um sentimento de intimidade com um belo país estrangeiro.

Assuntos de Família, de Rohinton Mistry (tradução de Anna Olga de Barros Barreto; Objetiva; 466 páginas; 55,90 reais) – Escritores-imigrantes são um fenômeno marcante na ficção de língua inglesa recente. São figuras como Salman Rushdie ou Michael Ondaatje, que saíram de seu país para fazer sucesso em Londres, Nova York ou Toronto. Mistry, que nasceu na Índia e vive no Canadá, é um jovem integrante desse grupo. No centro de seu terceiro romance está uma família parse (indianos de origem persa e religião zoroastrista). O patriarca sofre de mal de Parkinson e precisa de seus enteados. E é aí que os problemas começam. Mistry não se limita a enfocar esse pequeno grupo. À moda de Dickens, que descreveu a Londres sombria da Revolução Industrial, ele cria um painel sufocante de uma metrópole pobre – sua Bombaim natal. Leia trechos do livro.

 

DISCOS

 
Rolling Stones: jóias do início de carreira

Aftermath e Beggar's Banquet (Universal) – Uma das acusações mais comuns feitas aos Rolling Stones de início de carreira é que eles eram meros larápios dos acordes de Muddy Waters e Chuck Berry. Não é bem assim, como mostram esses dois CDs, destaques num pacote de 22 dedicados à banda. Aftermath, de 1966, foi o primeiro disco composto apenas com canções de Jagger e Richards, e mostra que seu real talento era traduzir a música negra americana para o resto do mundo. Ele traz, entre outras gemas, a balada Lady Jane e o rock Under My Thumb. Já Beggar's Banquet mostra os dotes de Jagger como letrista em faixas como Sympathy for the Devil – que cita o autor modernista russo Mikhail Bulgakov.

 

Elza: um disco que estava fora de catálogo

 

A Bossa Negra, Elza Soares (Dubas) – Lançado em 1961 e há décadas fora de catálogo, o segundo disco de Elza Soares é uma aula sobre como cruzar MPB com música negra americana. Elza coloca aqui as suas arrancadas roufenhas à la Louis Armstrong a serviço de um repertório calcado em sambas-canções dos anos 40 e 50. Astor Silva, maestro responsável pelos arranjos do disco, sonhava em fazer da cantora uma Sarah Vaughan brasileira – referência da qual Elza, que teve infância miserável, nunca ouvira falar. Uma das melhores faixas do disco é Boato, na qual ela mostra sua versatilidade vocal ao imitar com perfeição os ídolos Dalva de Oliveira, Alaíde Costa e Miltinho.

 

TELEVISÃO


Conspiração: a "solução final"

Conspiração (Conspiracy, Estados Unidos/Inglaterra, 2001. Estréia no sábado 3, às 21 horas, na HBO) – Em 1942, Adolf Hitler encarregou o general Heydrich de reunir o comando nazista numa mansão em Wannsee, próximo a Berlim, para discutir a chamada "solução final": o extermínio das populações judias da Europa. Em menos de duas horas – repletas de intimidação e duríssimas disputas de poder –, o destino de milhões de judeus foi selado. Só uma cópia da ata da Conferência de Wannsee sobreviveu, e é dela que parte o excelente filme dirigido pelo americano Frank Pierson para a TV a cabo. Kenneth Branagh está soberbo como Heydrich, e vem seguido de perto por outros grandes atores, como Stanley Tucci (no papel de Adolf Eichmann) e David Threlfall (Wilhelm Kritzinger, o chanceler do Reich).

   
 

 

São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano, Argumento, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Nobel, Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano, Nobel; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS