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Cumprimento VEJA pela excelente reportagem "Check-up: você ainda
vai fazer um" (23 de abril). Penso que já estamos numa era em que
os investimentos, públicos ou privados, devem ser direcionados
para a prevenção em escala crescente. A
julgar pela precisão matemática da parafernália de
que a medicina dispõe no campo do diagnóstico, não
há dúvida de que a humanidade caminha para a perfeição.
Isto é, em um futuro próximo será possível
uma pessoa nascer e chegar à velhice sem ter uma dor de cabeça
sequer. Será a glória da vida terrena. É pena que
isso seja um privilégio para poucos. Sem
dúvida, a tecnologia médica avançou extraordinariamente
na última década. Nas doenças degenerativas, o diagnóstico
precoce é determinante do prognóstico. A população
mundial muito se beneficiou disso. Entretanto, como médico neurologista
não posso deixar de registrar a supervalorização
da máquina (exames) em detrimento do trabalho médico. Muitos
pacientes querem impor sua vontade na consulta indicando tratamentos e
exames desnecessários sem conhecimento algum. Se o médico
não os indica, eles procuram outro profissional. Sou
médico cardiologista e especialista em medicina esportiva, participante
de numerosas avaliações para check-up como ergometrista.
Apresento meus cumprimentos pela reportagem, que mostra de forma didática
as metodologias aplicadas e os benefícios da prevenção.
Nas páginas 74 e 75 da edição 1 799 observamos um
merecido destaque ao teste ergométrico, revelando a grande aplicabilidade
desse exame não só na avaliação da capacidade
física como na detecção de doenças cardiovasculares,
tornando-o indispensável ao realizar um check-up. Contudo, há
uma desatenção na relação custo-benefício
por parte das empresas que patrocinam o check-up em relação
à baixa remuneração do teste. É
imprescindível reafirmar que, antes de realizar qualquer exame
médico, a consulta clínica com um profissional atencioso
e competente é de suma importância, para evitar pedidos infundados
de inúmeros exames que servem apenas para desconforto do paciente
e para dar a falsa impressão da competência médica.
A relação, com humanidade, entre médicos e pacientes
evita abusos. Excelente
a matéria sobre os avanços na medicina, particularmente
no diagnóstico por imagem. É importante apenas lembrar que,
apesar de ainda não dispormos de um aparelho PET/CT (que associa
tomografia por emissão de pósitrons a um tomógrafo
de alta resolução) no Brasil, a tecnologia do PET já
é realidade em nosso meio. Existe um equipamento de PET de última
geração instalado no Instituto do Coração
em São Paulo e há vários aparelhos convencionais
de medicina nuclear dotados de sistema de detecção de pósitrons
em funcionamento em vários centros, o que permite o uso da glicose
no diagnóstico precoce do câncer.
Ao afirmar que a liderança é inata, o senhor Greenstein
dá a entender que ela é sempre geneticamente determinada.
Do que discordo, uma vez que dentre os cerca de 6 bilhões de seres
humanos surge um número baixíssimo de líderes. A
liderança pode até, em alguns casos, ser inata, genética.
O que não significa que o ser humano seja incapaz de aprender a
ser líder. A capacidade de liderar pode ser herdada, mas também
pode ser aprendida, quando se quer (Amarelas, 23 de abril).
Stephen Kanitz imagina que o turismo da terceira idade de média
renda pode ser uma das respostas para o próximo jogo econômico
internacional ("O próximo jogo econômico", Ponto de vista,
23 de abril). O Projeto Estrada Real (www.estradareal.org.br),
lançado em São João del Rei, no dia 19 de abril,
oferece ao turismo mundial as riquezas históricas, culturais e
ecológicas do Brasil. Minas Gerais entende seu passado e, atento
às tendências do futuro, prepara-se para jogar e vencer o
próximo jogo da globalização. Minas e Kanitz estão
certos!
O artigo "A conversão de Lula" (Em foco, 23 de abril) foi a análise
mais honesta e consciente que já li desde que nosso presidente
Lula tomou posse. Uma crítica bem-feita e construtiva e um apoio
bem estruturado e esclarecido.
Há
anos esperava por uma matéria à altura da importância
cultural do mito Madonna no mundo. A espera acabou com a edição
1799 de VEJA, que trouxe a maravilhosa reportagem "Uma fera chamada Madonna"
(23 de abril), assinada por Sérgio Martins. Ele soube usar sabiamente
as palavras para retratar a diva maior do pop com fidelidade e justiça.
As fotos também estão estupendas e, como fã de Madonna,
fiquei muito satisfeito com a crítica ao novo disco. Sérgio
Martins, obrigado. É de jornalistas assim que o mundo precisa! E Madonna
Ciccone Ritchie está aí! São vinte anos de carreira,
polêmicas e, queiram ou não, atitudes. Essa senhora é
respeitável em todas as suas fases.
O articulista
Diogo Mainardi, em seu artigo "Bem-vindo ao século XIX" (23 de
abril), retrata com muita coragem e destreza a posição de
nossos governantes (de todas as matrizes e conveniências partidárias)
e de nossa elite intelectual (tanto revolucionária como reacionária),
que se esforçam incessantemente para manter nosso país de
costas para o futuro.
Mais uma
vez, com certa pitada de bom humor, Roberto Pompeu de Toledo nos traz
um texto reflexivo e até profético ("Sobre antiamericanismo
e antibrasilismo", Ensaio, 23 de abril). Talvez faltasse acrescentar:
quem sabe oremos para que isso aconteça , após
Síria e Irã, ao chegar a "nossa vez", a era Bush já
tenha sucumbido!
VEJA 1800 Meus cumprimentos
a VEJA por chegar à edição 1800. São 35 anos
marcados pela isenção e ética e pelo bem-informar.
Uma contribuição valiosa para o desenvolvimento do país.
Causou-me
indignação o fato de ver minha foto e meu nome estampados
sob o pejorativo título "Desvios
clientelistas na CNI" (Radar, 23 de abril). No período
de 1º de janeiro até 15 de outubro de 2002, a presidência
da CNI foi exercida primeiro por Fernando Bezerra e, em seguida, por Carlos
Eduardo Moreira Ferreira. Assumi a presidência da CNI em 15 de outubro.
Além da questão da cronologia das administrações,
é preciso ressaltar que as transferências regulamentares
obedecem a critérios técnicos, não são meros
atos voluntaristas. Tais critérios são fixados em função
da participação do regional nas receitas de contribuição
do Sesi e de seu desempenho no cumprimento dos programas nacionais. A informação
de que a Helibras Helicópteros do Brasil S/A é
uma empresa deficitária não reflete a realidade ("Nas
duas pontas 1" e "Nas
duas pontas 2", Radar, 23 de abril). A situação
por que ela passa no momento é absolutamente conjuntural. A exemplo
do que vem acontecendo com a grande maioria das companhias no Brasil,
a Helibras tem sofrido as conseqüências da inexistência
de economia de escala e com as despesas financeiras geradas pelos efeitos
da desvalorização da moeda nacional diante do dólar
americano. Esta é a primeira vez, em muitos anos, que a empresa
apresenta balanço desfavorável em previsões iniciais.
O mapa publicado
no quadro "Renânia e Romênia" (Cartas, 23 de abril) exclui
não só a metade setentrional da região, mas também
três de suas cidades mais importantes (Köln, Bonn e Düsseldorf),
além de Leverkusen, central da Bayer. Essa metade setentrional
faz parte do atual Estado de Nordrhein-Westfalen (norte da Reno-Westfália).
CORREÇÕES:
Michael Jordan tem 40 anos, e não 38 (Veja
essa, 23 de abril).
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