Edição 1898 . 30 de março de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Auto-retrato
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Perguntar não ofende: por que será que a superstição é sempre mais sedutora que a razão?"
Luiz Roberto Turatti
Araras, SP

Paulo Coelho

Sou fã incondicional e leitora assídua das obras de Paulo Coelho e fiquei encantada com a exuberante capa (a mais bonita que já vi) e com a reportagem rica em conteúdo. É prazeroso saber que nosso mago é um dos escritores mais lidos do planeta e que está merecidamente no topo do mundo em todos os sentidos, graças a seu inegável talento ("Paulo Coelho no topo do mundo", 23 de março).
Marcia Nascimento
Presidente do fã-clube oficial de Paulo Coelho
Rio de Janeiro, RJ  

Desculpem-me a sinceridade, mas Paulo Coelho não passa de um "guru" de quinta categoria. Seus livros, que têm fim exclusivamente comercial, buscam, na verdade, explorar as pessoas na fragilidade de seu ser, de sua personalidade, de seus sentimentos. Um charlatão em todos os sentidos.
Carlos Neves da Franca Neto
João Pessoa, PB  

Já está na hora de o Brasil ganhar um Prêmio Nobel, e O Zahir pode ser o instrumento que faltava para o país conseguir tal honraria.
João Alberto Fernandes
Ribeirão Preto, SP  

Tem-se a certeza de que a humanidade entra num período de mediocridade intelectual quando um autor que escreve banalidades e frases de efeito copiadas é lançado à categoria de "celebridade internacional".
Airton Minotto
Caxias do Sul, RS  

Estive em fevereiro último na Itália e me impressionou a aceitação de Paulo Coelho por lá. Num navio que faz a travessia para a Sardenha havia simplesmente oito títulos dele. Sem dúvida, esse sucesso não veio por acaso e, como brasileiro, isso muito me orgulha. Parabéns, Paulo!
Renato Bahia
Natal, RN  

Quando vi a capa de VEJA desta semana, exclamei: "Como esse Paulo Coelho é poderoso!" Como leitor de VEJA há mais de 29 anos, deixo registrado meu descontentamento.
Jorge Rizzo
Rio de Janeiro, RJ  

Sempre que alguém obtém muito sucesso, tem gente que critica e o julga imerecido. Podemos gostar ou não do "mago" Paulo Coelho, mas não podemos negar o sucesso, a importância e a grande influência de sua obra.
Percy Arantes Salviano
São Paulo, SP  

O que Bill Clinton, Madonna, Shimon Peres, Russell Crowe, Sharon Stone e outros 65 milhões de pessoas têm em comum? Todos têm uma fraqueza semelhante, o que é natural em seres humanos. Nesse caso, é gostar de subliteratura.
Eloisa de Azevedo
Brasília, DF  

Andando pelas ruas de Londres, a surpresa numa livraria: "Superpromoção, aproveitem!" Eram títulos de Paulo Coelho. Parabéns, VEJA, por homenagear um ícone brasileiro da literatura.
Paulo Henrique P. Florencio
Recife, PE  

Curto e grosso: não tinha outro assunto de capa, não, hein? A qualidade da literatura de Paulo Coelho é desproporcional ao destaque que ele recebe da mídia. É Coelho demais para o meu gosto. Terá sido a Páscoa o motivo?
Alexandre Cobbett
Teresópolis, RJ  

Juro que tentei ler Paulo Coelho. Leio Shakespeare, Walt Whitman, Rachel de Queiroz, Emily Brontë. Mas Paulo Coelho não consegui ler. E olhe que sou uma pessoa razoavelmente paciente. O livro Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei é tão ruim que lá pela página 70 eu é que estava chorando, porque o autor ainda não havia dito nada!
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN

 

Educação

O Ministério da Educação (MEC) considera oportuno esclarecer aos leitores da revista VEJA alguns pontos relacionados à matéria "Cotas para quê?", publicada na edição de 23 de março, que trata da pesquisa sobre cotas, pesquisa essa contratada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e financiada pelo MEC. Em nenhum momento, como cita a matéria, o MEC pretendeu esconder ou ir contra os resultados da pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UnB). Cabe lembrar que a referida pesquisa já havia sido divulgada previamente, ainda que sem conhecimento do MEC e da Andifes, pela Rede Globo. A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu) não tinha feito nenhuma avaliação do estudo. O gabinete do ministro também não havia sequer sido comunicado sobre a apresentação da pesquisa. Cabe à Andifes agendar data e hora para divulgar oficialmente a pesquisa, no que terá toda a colaboração do MEC. Os resultados já foram entregues à Andifes para ser apresentados, nas dependências do MEC, quando a entidade achar oportuno. Quanto à discussão sobre a política de cotas, nossa posição é que o debate é bem-vindo, necessário e democrático.
Tarso Genro
Ministro da Educação
Brasília, DF  

A Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) é distribuída por todo o estado de São Paulo, estando presente hoje em 23 municípios. Nós tínhamos em 2004 cerca de dezesseis cursinhos pré-vestibulares para alunos carentes, com 2.060 vagas. Os professores dos cursinhos são nossos alunos de graduação. Na maioria dos casos, eles recebem uma bolsa de extensão, no valor de aproximadamente 200 reais, para ministrar aula para alunos carentes, sejam negros, pardos, índios, brancos etc. O grande desafio é como manter os alunos recém-inclusos no sistema universitário. Isso porque um aluno que faz cursinho em Guaratinguetá pode ser aprovado em Ilha Solteira. Daí ele vai bater na porta do diretor de Ilha Solteira, solicitando solução para o seu problema. O que fazer então? Em 2005 a Unesp propôs um projeto inédito ao governo do estado em que ofereceria cerca de 12.000 vagas aos alunos carentes. Em contrapartida, esses mesmos alunos, ao entrar na universidade, seriam os futuros professores dos cursinhos. Para tanto, receberiam uma bolsa de extensão universitária. Isso amenizaria o problema social dos alunos, aumentaria a oportunidade para os carentes e os incluiria definitivamente no sistema universitário paulista. Para maiores detalhes, consulte http://www.proex-unesp.org.br/, entre em Consultar e a seguir em Relatórios Proex.
Benedito Barraviera
pró-reitor de extensão universitária (2001-2004)
Botucatu, SP

 

Tabagismo

Acredito que, além de novos medicamentos que estão para ser lançados, a terapia de aconselhamento é de suma importância na luta contra o tabagismo, pois é nela que percebemos quantos dos cigarros que fumamos são realmente decorrentes da dependência da nicotina e quantos são consumidos por simples hábito. No Programa de Terapia contra o Tabagismo, que é realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Brasil, sob a coordenação do doutor José Antonio Maluf de Carvalho, no qual sou assistida toda semana, tenho alcançado grande êxito, independentemente da ingestão de qualquer medicamento.
Célia Zukerman Akerman
São Paulo, SP

Cuidamos exclusivamente de fumantes há 28 anos. Em nossa experiência com milhares de pessoas que largaram o vício, observamos que grande parte dos cigarros que um viciado fuma por dia está relacionada não com o prazer, mas com a dependência da nicotina, com o gesto mecânico, a ansiedade, a pressão, a inspiração e mais outras tantas motivações na esfera psicossocial. O fumante não tem essa percepção e no dia-a-dia nem faz a diferenciação entre o prazer e a dependência química ou psicossocial. Por isso, com o tempo se verá que essas medicações ou vacinas contra o prazer de fumar serão, para o fumante, mais um sonho frustrado e, para os laboratórios, mais um grande trunfo comercial.
F. Marat
Instituto Marat
São Paulo, SP  

Há um tratamento antitabagismo que pode comprovar 86% de sucesso, após seis meses, com medição da taxa de monóxido de carbono no ar expirado pelos ex-fumantes, mês a mês. Como diretora da Quit for Life no Brasil, clínica que trata exclusivamente de fumantes que querem parar de fumar, posso afirmar que essa taxa de sucesso de 25%, citada na reportagem "Baforadas sem prazer" (23 de março), é relativa. Apesar da notícia alentadora da existência dos medicamentos mencionados, vale lembrar que nenhum remédio sozinho faz milagres. O tabagismo é um comportamento compulsivo que envolve, além da dependência química, a psicológica. Portanto, sem acompanhamento eficaz que contemple todos esses aspectos, o resultado pode deixar a desejar.
Heloisa Caiuby Coutinho
Diretora da Quit for Life no Brasil
www.quitforlife.com.br

 

Democracia

Devemos comemorar os vinte anos de "democracia", mas por outro lado temos motivos de sobra para ficar tristes. Alguns tratados de sociologia dizem que para uma sociedade mudar seu comportamento político são necessários 100 anos de investimento em educação e cultura, o equivalente a três gerações. E o que a sociedade brasileira observa, com pesar, é que nos últimos vinte anos presenciamos diversos fatos vergonhosos tendo como atores principais nossos políticos ("Vitória da democracia", 23 de março).
Frank Ned
Brasília, DF  

Quando assistimos, nas comemorações da redemocratização, à inversão de alguns papéis, o seu artigo, lúcido e esclarecedor, resgata, sobretudo para as novas gerações, os fatos e os principais atores da mais bem construída articulação política da história recente do país. O Brasil e a história ficam lhe devendo mais essa.
Governador Aécio Neves da Cunha
Belo Horizonte, MG  

Vinte anos de regime democrático. Não foi feita nenhuma grande manifestação de alcance popular para comemorar o fato. Nada foi mostrado aos jovens do país sobre a luta para o Brasil voltar a ser uma democracia. Mas nesses vinte anos o país avançou menos do que os articuladores do retorno da democracia gostariam.
Rodrigo Bertuol
Curitiba, PR  

Roberto Pompeu de Toledo afirma que Golbery e Geisel perceberam em determinado momento que o sistema caminhava para a ruína e imaginaram uma saída estratégica: a "abertura". Não sei dizer exatamente quanto o país cresceu ou deixou de crescer, mas o fato é que ele passou do 46º para o 8º PIB do mundo durante o regime militar. Hoje, com vinte anos de festejada democracia, ocupamos o 15º lugar. Para onde caminha exatamente o sistema atual?
Hermínio Silva Júnior
São Paulo, SP  

Depois de enaltecer muito merecidamente a figura e o papel de Ulysses Guimarães no processo de redemocratização do país, a ponto de saudá-lo como um "artista da política", VEJA foi bastante infeliz quando, ao relembrar seu trágico fim nas águas de Angra dos Reis, disse que ele "virou comida de peixe". A expressão chula não condiz com o texto da reportagem e dele destoou completamente.
Agenor Alves Feitosa
Recife, PE

 

Lei de Responsabilidade Fiscal

O que falta a grande parte dos políticos é a vontade de zelar pelo interesse da pátria. O que sobra é a vontade de querer levar vantagem, custe o que custar ao povo. Essa reportagem ("O dique pode estourar", 23 de março) provoca tristeza e vontade de chorar. Sabia que essa lei, que obriga a respeitar o dinheiro público, seria atacada inescrupulosamente.
Luiz Carlos Macorati
Presidente Prudente, SP

 

PT

Todos os recursos aplicados no PCPR são exclusivos do Estado, por meio de empréstimo com o Banco Mundial, e não do Ministério das Cidades, como diz a reportagem "...Bem me quer, mal me quer" (9 de março). Quanto à utilização do programa para fins eleitoreiros, o diretor informa que todos os projetos são encaminhados pelas próprias comunidades, organizadas por associações comunitárias com, no mínimo, doze famílias integrantes. A maioria dos projetos conta com contrapartida das prefeituras dos municípios beneficiados, embora já existam diversos casos em que o próprio Estado arca com todo o projeto, pois prefeitos municipais, desconsiderando a importância dos benefícios a ser levados a seus municípios ou pertencentes a outros grupos políticos (o que não é uma generalização), não participam.
Francisco das Chagas
Ribeiro Filho
Diretor executivo do Programa de Combate à Pobreza Rural
Teresina, PI

 

Diogo Mainardi

O colunista Diogo Mainardi conseguiu traduzir o sentimento de milhares de brasileiros e, em especial, o dos policiais em seu artigo "Marcelo, o não tão Sereno" (23 de março). Esse Estatuto do Desarmamento está entre outras grandes "inovações", ao permitir que o policial faça uso de sua arma particular em serviço. Não queremos esse favor. Queremos que o Estado forneça armamento e equipamentos adequados ao desempenho de nossas funções, para podermos, enfim, tentar proporcionar um pouco mais de tranqüilidade à sociedade, participando de forma mais eficiente do processo de segurança pública.
Luís Cláudio Avelar
Presidente do Sindicato dos Policiais
Federais no Distrito Federal
Brasília, DF  

Critiquei seu primeiro artigo contra o desarmamento por entender que a maioria dos leitores não perceberia a ironia e acabaria contra sua (nossa) posição. Como diretor da ANPCA, tenho de tomar todos os cuidados para que meus escritos não sejam de forma alguma mal interpretados. Essa, certamente, não é uma preocupação sua. Mas seu segundo artigo ("Marcelo, o não tão Sereno") foi brilhante. Os anti-armas nos acusam de receber dinheiro dos fabricantes como forma de descredenciar nossas posições. Fizeram o mesmo contigo. Cá entre nós, é uma pena que isso não seja verdade. Os fabricantes nacionais de armas nunca nos deram um único tostão porque seus interesses são diferentes dos nossos. Enquanto seu monopólio estiver garantido, que se danem os direitos civis.
Leonardo Arruda
Diretor da Associação Nacional dos
Proprietários e Comerciantes de Armas (ANPCA)
Rio de Janeiro, RJ  

Surpreendeu-nos o artigo de Diogo Mainardi sobre o desarmamento por, pelo menos, dois motivos: manifesta desconhecer pesquisas e estudos que vêm sendo feitos no Brasil há anos a respeito do custo social provocado pelo uso de armas de fogo por parte de civis que, na imensa maioria, carecem de treinamento adequado para tal. Também parece desconhecer, tal como vem sendo considerado por muitos, que a fragilidade emocional provocada pelo stress de viver em grandes cidades torna os que carregam armas de fogo agressores potenciais – arruinando sua vida e a da família.
Lia Diskin
São Paulo, SP

 

Febem

A reformulação da Febem foi uma preocupação dos governos Mário Covas e Geraldo Alckmin desde o início. O processo de descentralização começou em 1995, quando a Febem tinha apenas 34 unidades. A partir de então, não houve um único ano em que novos módulos não fossem construídos, até chegarmos ao número atual de 77 em todo o estado. Mais do que o aumento de vagas, a descentralização tem como principal objetivo aproximar os internos de sua família e de sua comunidade, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, para que o processo de ressocialização seja mais rápido e eficiente. Em 2005, continuando a descentralização, está prevista a construção de 41 unidades em nove cidades, com capacidade para apenas quarenta jovens em cada uma, gerando 1.640 novas vagas. Há seis anos, foi iniciada uma nova fase na história da instituição, com a aceleração do processo de regionalização, fechamento de dois grandes complexos (Imigrantes e Parelheiros), redução do tamanho das unidades e investimento na qualificação profissional dos funcionários. À época, a Febem tinha cerca de 3.500 internos. Hoje são mais de 6.000. Esse aumento da população internada absorveu o crescimento do número de vagas, mas a instituição conseguiu, mesmo assim, eliminar o problema da superlotação. O investimento nos processos sociopedagógicos tem sido outra das preocupações. Desde 2000, o número de internos atendidos por cursos profissionalizantes tem crescido ininterruptamente. Em 2004, mais de 5.000 adolescentes obtiveram diploma em algum dos 52 cursos que funcionam dentro da instituição. Em 2005, a Febem contratou o Centro Paula Souza, que ministrará cursos profissionalizantes para os 6.000 adolescentes, sendo que nesta semana 500 jovens do Tatuapé iniciaram novas turmas para aprender um ofício. Fica claro, portanto, que o processo de mudança da Febem ocorre desde 1995, em etapas sucessivas, visando a ressocialização dos adolescentes ("Demagogia juvenil", André Petry, 23 de março).
Alexandre de Moraes
Secretário estadual de Justiça e presidente da Febem
São Paulo, SP

 

 

A Águia de Haia

Comentando a nota "À altura do Águia de Haia" (2 de fevereiro), o leitor Vicente Renato Paolillo, de São Paulo, escreveu: "Conforme esclarece o (dicionário) Aurélio, pela sua magnífica atuação na 2ª Conferência de Paz, realizada em Haia, em 1907, Ruy Barbosa recebeu o cognome de 'Águia de Haia', em reconhecimento a seu grande saber e talento pairando acima de todos". Ele diz ser inadequado o uso da palavra como substantivo masculino: "Quando se diz que alguém é um 'águia', quer se referir a um tratante, velhaco, espertalhão", termos que Paolillo considera impróprios para se referir a Ruy Barbosa.

 

Conrad: britânico ou polonês?

A respeito da reportagem "A estranha vida das citações" (16 de março), o leitor Edmundo Paes de Barros Mercer, de São Paulo, informa: "Apesar de escrever em inglês, Joseph Conrad era polonês". Mercer cita o ensaísta H.L. Mencken para comprovar o que diz: "Conrad continuou eslavo até o fim. As pessoas em seus contos, não importa os nomes que tenham, são tão eslavas quanto ele (O Livro dos Insultos, de H.L. Mencken)". Por e-mail, Rodrigo Abreu dá a mesma informação e acrescenta: "Ele começou a aprender inglês aos 20 anos de idade". Na verdade Conrad era britânico, nascido com nacionalidade russa, filho de pais poloneses. Józef Teodor Konrad Korzeniowski nasceu em 1857, em Berdichev, numa região polonesa da Ucrânia, então parte integrante do império russo. Aos 4 anos de idade exilou-se com a família no norte da Rússia. Aos 12 ficou órfão de pai e mãe e foi viver com um tio na Suíça. Estudou em Cracóvia, na Polônia. Adulto, ingressou na Marinha mercante francesa e mais tarde se transferiu para a esquadra inglesa, onde fez carreira, chegando a comandar o próprio navio. Em 1886 ganhou a cidadania britânica e adotou oficialmente o nome Joseph Conrad. Com esse nome assinou alguns dos melhores contos e novelas em língua inglesa.

 
 
 
 
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