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Edição 2045

30 de janeiro de 2008
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Ecologia na universidade

A oferta de cursos de pós-graduação em gestão ambiental aumentou nos últimos cinco anos, assim como a procura por eles. Especialistas de companhias que atuam nesse mercado indicam três cursos reconhecidos pela excelência do ensino e ex-alunos falam sobre o impacto que a especialização teve em sua carreira

 

Ricardo Fasanello


MBE — Pós-graduação em meio ambiente

Onde: coordenação dos programas de pós-graduação de engenharia (Coppe) da UFRJ, Rio de Janeiro

Preço: 15 000 reais

Diferencial: é o mais rápido dos três, com duração de um ano

Impacto na carreira: "Fui promovido ainda durante o curso. Aprendi questões específicas sobre meio ambiente e outras, mais genéricas, sobre administração. Eu as utilizo no meu trabalho diariamente" – Cristiano Duarte, 33 anos, engenheiro mecânico, coordenador de prevenção de acidentes da Petrobras

 

MBA Executivo em Gestão Ambiental

Onde: Fundação Getúlio Vargas, vários estados

Preço: 19 000 reais

Diferencial: o aluno pode optar por complementar o curso com um módulo internacional do MBA, oferecido em universidades americanas

Impacto na carreira: "O curso me deu formação em assuntos como legislação ambiental e gerenciamento de risco, que eu não dominava quando comecei a trabalhar com meio ambiente. Depois do MBA, fiquei mais dois anos na área e fui promovida em seguida" – Cassandra Avelar, 34 anos, engenheira de produção, coordenadora da fábrica de lubrificantes da Petróleo Ipiranga

 

MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais

Onde: Escola Politécnica da USP, São Paulo

Preço: 19 000 reais

Diferencial: o aluno pode montar o curso de acordo com seus interesses, escolhendo catorze disciplinas entre as 29 oferecidas

Impacto na carreira: "Antes, trabalhava em um órgão estadual. Depois do MBA, comecei a prestar consultoria para o setor privado e hoje trabalho em uma empresa líder mundial no seu segmento" – Mauro Jaymes, 43 anos, biólogo, auditor do Bureau Veritas Certification

 

Corbis/Royalty Free

Natureza radical

Uma pesquisa realizada com 1 200 europeus entre 16 e 24 anos detectou uma nova categoria de jovens: os extremistas verdes. Eles já representam 25% de sua geração. Os critérios ecologicamente corretos norteiam não só seus hábitos de consumo, mas também sua vida pessoal. Algumas atitudes desses jovens em relação...

...aos pais

67% os ensinaram a reciclar o lixo

50% encorajam a compra de produtos ecologicamente corretos

...às amizades e ao namoro

33% não se tornariam amigos de alguém que não se importa com o meio ambiente

30% só aceitam namorar quem se interessa por questões ambientais

...aos hábitos de consumo

70% acham que os alimentos só deveriam ser embalados em material descartável

58% pagam mais por um alimento se tiverem certeza de que ele não prejudica o meio ambiente

13% acreditam que viagens de avião a lazer deveriam ser proibidas

Fonte: The Future Foundation

 

Especialistas consultados: Ivana Ribeiro (da BSH-Continental), Paula Zimet (da Electrolux), Paulo Vodianitskaia (da Whirpool), Petrobras, Raquel Diniz
(do Instituto Akatu), Ricardo Baitelo (do Greenpeace) e Zsolt Makray (Viva Equipamentos)

 

Com reportagem de Camila Pereira, Marcos Todeschini e Noelly Russo


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