BUSCA

Revistas
Notícias
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2045

30 de janeiro de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
Millôr
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Estilo
Para não cair do salto

Plataformas vertiginosas, formas e estampas
surpreendentes, por Vivienne Westwood


Bel Moherdaui

Naomi vai à lona, em desfile de 1993: "Desequilibrou, jogue-se no chão", ensina a criadora do fatídico sapato roxo e da sandália (à dir.) de tecido franzido

Quando Naomi Campbell foi ao chão em plena passarela, em 1993, não teve culpa nenhuma – do alto de plataformas de 21 centímetros, simplesmente protagonizou uma queda anunciada. "Com um sapato daqueles no pé, a primeira sensação é de pavor. Fica todo mundo rezando para não cair, não esbarrar em nada, não bater um vento forte", relata a modelo Eliana Weirich. Com quatro experiências dessas no currículo, ela desenvolveu uma técnica para enfrentar o desafio com dignidade: "Pisar o mais firme possível. E incorporar um espírito de travesti". A fatídica plataforma é obra da estilista inglesa Vivienne Westwood, 66 anos, eternamente associada aos sapatões, aos punks e a um espírito heterodoxo em matéria de moda. Hoje, revelando a quilometragem, ela faz manifestos contra "a propaganda" e "o consumo", mas ninguém vai pensar nessas chatices diante dos 147 sapatos e sandálias reunidos em uma exposição itinerante – que estreou na semana de moda de São Paulo e agora pode ser vista no Centro Brasileiro Britânico – e registrados no livro Vivienne Westwood – Shoes. Celebração de extravagância criativa, a coleção inclui o sapato roxo celebrizado no tombo de Naomi, uma sandália coberta de tecido franzido com acabamento metalizado e o escarpim Flame (labareda), com crina de cavalo pintada em tons flamejantes, entre outras surpresas.

Vivienne garante que a maioria dos calçados que desenha para suas coleções é perfeitamente usável. "Faço apenas um ou dois para passarela, daqueles que a mulher, não sendo cortesã de Veneza, arrisca um pouco a sua vida ao usar", brincou em entrevista a VEJA na semana passada, quando esteve em São Paulo para inaugurar a ex-posição e lançar um modelo de sapato de plástico com sua assinatura. Entre os reconhecidamente "difíceis", figuram a Goat Chain Boot, modelo de 1973 que traz como acessório uma corrente presa a uma bola de ferro e faz parte da coleção pessoal da estilista (que confessa: já perdeu a chave), e a Super Elevated Fur Boot, que tem pele de carneiro e salto de 21 centímetros. Também insólita, porém mais usável – o salto dourado tem apenas 14,5 centímetros –, é a graciosa bota curta com estampa de tigre, forro vermelho e cano em forma de asa. E não há quem veja e não queira calçar a bota de PVC com estampa toile de jouy, aquela de cenas românticas criada no século XVIII. Contrariando todas as evidências, Vivienne jura: "Sempre penso no conforto". Na sua interpretação, o tombo de Naomi foi provocado pelas meias emborrachadas, "que enroscavam uma perna na outra". Diante do inevitável, a modelo seguiu o manual Vivienne para quem sobe àquela altura: "Desequilibrou, jogue-se no chão. Senão, pode quebrar o tornozelo".

 

Fotos divulgação
Talento para a extravagância: escarpim com detalhe em crina de cavalo tingida em cores fortes, bota tigrada em forma de asa e salto dourado e estampa toile de jouy reproduzida em PVC


 

Publicidade

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |