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Edição 2041

29 de dezembro de 2007
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Cartas

"Discutir sobre fé e ateísmo ainda é um tabu na nossa sociedade. Qualquer iniciativa no sentido de estimular o debate é digna de aplausos."
Elizandro Max Borba
Porto Alegre, RS

Resistência da fé

Parabéns a VEJA pela corajosa reportagem "Como a fé resiste à descrença" (26 de dezembro). A ética e a moral independem da crença (ou descrença) de cada um.
Fernando Ramirez
São Paulo, SP

Tenho visto muita hipocrisia nas religiões. Porém, a prática de uma religião não é necessária para ter fé. A fé é a força positiva que nos ajuda a enfrentar as dificuldades e a acreditar em algo melhor.
Ivete Rennó Costa
São José dos Campos, SP

Estatísticas são meros recursos para testar hipóteses consistentes. O crescimento do número de ateus de 6,35% para 59,85%  na cidade de Nova Ibiá, no espaço de nove anos, não tem nenhum sentido lógico.
José Roberto de Amorim
Belo Horizonte, MG

Por que Paulo, o grande difusor do cristianismo, escolheu para seu apostolado exatamente as comunidades judaicas em território grego? Porque os preceitos filosóficos já assumidos por aquelas comunidades facilitavam a absorção dos ensinamentos de Cristo, que transmitiam, primordialmente, o amor ao próximo. Aliás, esse amor é a grande razão de existirmos. O resto não foi concebido por Ele.
Expedito Aníbal de Castro
Fortaleza, CE

Apesar de quase todos os dogmas religiosos terem sido derrubados pelo conhecimento científico acumulado nos últimos séculos, o ser humano ainda insiste em privilegiar o pensamento mágico em detrimento da razão.
Marcelo Fernandes Coutinho
São José do Rio Preto, SP

Pelo menos há um consolo: nosso obscurantismo tem motivos, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde nem a educação formal conseguiu transmitir senso crítico a grande parte da população.
Duilio Bertti Junior
São Paulo, SP

Como bióloga e atéia, fiquei espantada e ofendida com a constatação de que 59% dos brasileiros não votariam em um ateu. As pessoas precisam se livrar do preconceito e compreender que os valores e a moral podem estar presentes em um indivíduo independentemente de sua religião.
Thaís Cobellis Gomes
São Paulo, SP

É muito fácil uma pessoa dizer que não crê em Deus se não lhe falta nada, pois o inverso é quase impossível.
Fernando Jamiswski Amorim
Marília, SP

Sou religiosa e tenho fé. Mas concordo plenamente com o filósofo Sam Harris que "a religião faz mal ao mundo", desde que a fé seja cega e impeça o ser humano de evoluir.
Elisabel Ferriche
Brasília, DF

Já tenho quase 40 anos e, das ladainhas anticatólicas que já ouvi em minha vida, a dos ateus é a mais frágil, inconsistente e sem fundamentação de todas.
Alexandre Herrmann Costa
São Paulo, SP

 

André Petry

O texto "As mortes de Carlos" (26 de dezembro) apenas desinforma os leitores de VEJA. O colunista André Petry escreve que, diante da tortura e morte do jovem Carlos Rodrigues Junior, ocorridas na cidade de Bauru, o governador José Serra limitou-se a declarar que se tratava de uma "brutalidade inaceitável". Não foi assim. Se tivesse lido os jornais antes de escrever, o colunista notaria que os seis policiais acusados desse crime bárbaro foram imediatamente afastados de suas funções, presos e encaminhados ao presídio Romão Gomes para aguardar julgamento. Os jornais também informaram que o governador declarou publicamente apoiar toda iniciativa da família para ser indenizada na Justiça. O governador determinou que se criasse um caminho legal para indenizar a família – independentemente de ela entrar ou não na Justiça. Tal determinação resultou num decreto, assinado no dia 21, ordenando o pagamento antecipado de uma indenização à família. Foi criado um grupo de trabalho que terá o prazo máximo de um mês para fixar a quantia a ser paga. A discussão técnica consumiu alguns dias para evitar qualquer deslize no terreno legal.
Bruno Caetano
Secretário de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo
São Paulo, SP

 

Holofote

Com relação à nota "Página virada" (Holofote, 19 de dezembro), publicada por Felipe Patury, informo que deixei a vice-presidência da Câmara Brasileira do Livro em junho de 2007 por motivo de ordem pessoal, e não em virtude do episódio mencionado na coluna.
Marino Lobello
São Paulo, SP

 

Stephen Kanitz

A propósito da dúvida levantada pelo brilhante Stephen Kanitz em seu artigo "Brasileiros e brasilianos" (Ponto de vista, 26 de dezembro), não há necessidade de pesquisa para saber que a classe que mais cresce é a de brasileiros que mamam nas tetas do governo, enquanto os brasilianos pagam impostos escorchantes.
Kleber Pereira Gonçalves
Belo Horizonte, MG

"Brasileiros e brasilianos", de Stephen Kanitz, é um manifesto contra a fraudulenta história política de um Brasil culturalmente frágil nos seus valores sociais.
Ernesto Lozardo
São Paulo, SP

Sou brasiliano de nascimento e de coração.
Alfred Pauls
Curitiba, PR

A partir de 2008, sob pena de ser corrigido, reprovado, criticado..., nunca mais escrevo minha nacionalidade como "brasileiro". Sou um brasiliano.
Tharsis Bastos
Nova Lima, MG

 

Proibição do estrangeirismo

Sobre a aprovação de projetos inúteis como o do deputado Aldo Rebelo ("A prisão da língua", 26 de dezembro), eu digo: quanta asneira e quanto dinheiro posto fora com esses senhores!
Olga Maria Negreiros Lyrio Sessa
Vitória, ES

O senhor deputado deveria reunir forças para livrar nosso país de termos chulos como analfabetismo, desigualdade social, miséria, assistencialismo, corrupção, autoritarismo, mensalão...
Fernando Gonçalves
Professor de língua portuguesa
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Excelente! Perfeito! Genial o artigo de Diogo Mainardi intitulado "Que matéria!" (26 de dezembro). A precisão e a concisão com que esse rapaz escreve são extraordinárias.
Eduardo José Andrade Lopes
Salvador, BA

 

José Murilo de Carvalho

VEJA está de parabéns por ter aberto um espaço nobre a uma mente privilegiada que, usando a história com grande rigor metodológico, antevê o futuro do Brasil. José Murilo de Carvalho (Amarelas, 26 de dezembro) deu um show de competência ao analisar as entrelinhas dos planos do PT e de Lula. Murilo não se deixa contaminar pelo oba-oba do presente e, não sendo míope, consegue ver a distância. Espero que os petistas apreendam que a entrega do estado aos companheiros, o abandono do mérito e a volta do intervencionismo reduzirão drasticamente a eficiência da nossa economia a longo prazo.
José Pastore
Professor de relações do trabalho da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

 

 

O primeiro Amex

A propósito do especial Cartões (5 de dezembro), que tratou do "triunfo do dinheiro de plástico", o leitor Roberto César Lara, de Anápolis, Goiás, envia uma curiosidade: a primeira versão do cartão Amex, "um grande cartão de crédito que nasceu em 1958, nos Estados Unidos, na American Express Company, uma empresa fundada em 1850, que até então se ocupava sobretudo de transporte e transferências ou remessas de valores". A facilidade de falsificação impressiona o leitor. "Imagine se esse tipo de cartão ainda existisse. Seria uma mamata para os espertinhos (bandidos). Ainda bem que a tecnologia nos ajuda a ter pelo menos um pouco de segurança hoje em dia", diz Lara.
Amex: o primeiro cartão da American Express Company 

 

 

Ecofanáticos?

O leitor Sérgio Santeli, de Diadema, São Paulo, acha que estamos diante de uma nova religião de fanáticos: "O combate ao aquecimento global se tornou a maior religião urbana de alcance planetário de que se tem notícia. Uma celebridade da Globo saiu-se com esta: ‘Ou cada pessoa planta pelo menos doze árvores ou toda a sociedade pára um dia na semana suas atividades, para a Terra poder descansar’. Outro dia, um colega também ouviu isso, de um professor, na faculdade de engenharia ambiental onde estuda, sugerindo inclusive o dia: o domingo. Coincidência ou não, li notícia sobre a ‘dimensão ecológica do domingo’. Calma lá! Se, além de interesses políticos, passarmos a defender interesses religiosos, logo estaremos de volta à Idade Média!", adverte Santeli. O leitor, que rema contra a maré "ecofanática", indica, a propósito, o controverso documentário A Grande Farsa do Aquecimento Global, do britânico Channel 4, "que na opinião de muitos deveria ser o legítimo vencedor do Oscar". Os interessados podem ver os vídeos no YouTube: www.youtube.com/watch?v=1JCVjg7H94s.




 

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