Arroz doce
Os
chineses também amam.
É
o que mostra Zhang Yimou
Marcelo
Marthe
Columbia/ Tristar
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| A
novata Zhang Ziyi: Gong Li ganhou uma concorrente |
O cineasta chinês Zhang Yimou costuma entregar às mulheres
os principais papéis de seus filmes. Primeiro, revelou ao
mundo os dotes da bela Gong Li, sua ex-esposa e até hoje
a atriz mais famosa de seu país. Fez dela a estrela de nove
produções, entre as quais Lanternas Vermelhas,
que fala da submissão feminina na China do começo
do século XX. Em O Caminho para Casa (Wode
Fuqin Muqin, China, 1999), que estréia nesta sexta no
Rio e em São Paulo, o diretor mostra que tem uma nova pupila.
Trata-se da expressiva Zhang Ziyi, de 20 anos, que protagoniza uma
das obras mais pungentes já realizadas pelo cineasta. Para
muitos, a moça será a próxima sensação
do cinema chinês. Premiado no último Festival de Berlim,
O Caminho para Casa conta a história de um homem que
retorna ao lugarejo onde nasceu para enterrar seu pai. Lá,
é confrontado com questões como o peso da tradição
e o valor da vida em comunidade. A certa altura, a câmara
flagra um cartaz do sucesso americano Titanic. É a
deixa para que comece um flashback. Depois de um início cheio
de paisagens nevadas, filmadas em preto-e-branco, a fita se desloca
para os anos 50 e narra o romance vivido pelo pai e pela devotada
mãe do personagem interpretada pela jovem Zhang. O
colorido ganha a tela e se desenrola uma trama sobre paixão
à primeira vista e desencontros. Tudo embalado por música
feita para levar às lágrimas à maneira
de Titanic. O honorável Yimou, quem diria, é
um verdadeiro romântico.
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