Um filme animal
Nenhum
ator é páreo para os adoráveis
cachorros
adestrados de 102 Dálmatas
Marcelo
Marthe
Buena Vista Internacional
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| Cruela
(Glenn Close), em 102 Dálmatas: mais ação que na fita
anterior |
Quando
estreou nos cinemas, há quatro anos, a superprodução
infantil 101 Dálmatas fisgou a garotada pela adrenalina.
A Disney transformou a história dos cãezinhos que
padecem nas mãos da megera Cruela DeVil, já contada
em seu clássico desenho animado de 1961, numa aventura repleta
de ação, com aquele corre-corre típico de videogame.
Algo, enfim, bem ao gosto das crianças de hoje. A fórmula
deu tão certo foram 45 milhões de dólares
de bilheteria em um único fim de semana nos Estados Unidos
que só podia resultar nisso: uma seqüência
com ainda mais ação. Pasme: 102 Dálmatas
(102 Dalmatians, Estados Unidos, 2000) foi apontado por alguns
críticos como um programa "violento" para as matinês
do feriado de Ação de Graças, na quinta-feira
23, dia de sua estréia nas telas americanas. É um
exagero. O filme, com chegada ao Brasil prevista para esta sexta,
só vai um pouquinho além da conta nas cenas de acidentes
de carros e no momento em que um dos personagens despenca de boca
num vaso sanitário. De resto, é uma doçura.
O
que mais chama a atenção não é a interpretação
de Glenn Close, a eterna Cruela, que começa o filme posando
de arrependida, mas acaba reincidindo nas caras e bocas vilanescas
do sucesso anterior. Os animais roubam a cena. Nada menos que 285
filhotes de dálmata passaram pelo set. Além deles,
os adestradores utilizaram os "serviços" de um punhado de
cachorros de outras raças e de uma arara. Para fazê-los
atuar leia-se rolar no chão, apertar botões
e carregar objetos foi preciso ter muita paciência.
Algumas tomadas tiveram de ser refeitas mais de vinte vezes. É
claro que boa parte do que se vê na tela foi produzida com
auxílio de computação gráfica e de animatronics,
robôs que reproduzem movimentos à perfeição.
Tais engenhocas, aliás, vêm tomando o lugar dos bichos
de verdade no cinema, e não só porque são mais
fáceis de lidar. Quem recorre a animais hoje em dia fica
sob a marcação cerrada das associações
de proteção. Representantes dessas entidades monitoraram
de perto as filmagens de 102 Dálmatas. Resultado:
os cachorros foram dispensados das seqüências mais perigosas.
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