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VEJA Recomenda
EU, MEU IRMÃO E NOSSA NAMORADA (Dan in Real Life, Estados Unidos, 2007. Estréia nesta sexta-feira) Depois de anos de viuvez (e de celibato), Dan volta a se interessar de verdade por alguém uma moça que conhece numa livraria, a caminho de visitar seus pais. Fulminado de paixão, ele chega à casa da família e descobre quem é a moça, afinal: Marie, a namorada daquele seu irmão que nunca deu sorte com as mulheres. Todos terão pela frente, então, um fim de semana torturante bem ao contrário do filme, que de uma história já vista faz um enredo repleto de boas surpresas, da afinação entre Steve Carell e Juliette Binoche às observações sobre a negociação da vida em família. Por exemplo, na cena em que Dan canta Let My Love Open the Door, do The Who, e suas três filhas percebem, horrorizadas, que ele está tentando seduzir Marie diante de todo o clã.
DVD
Glenn Close mudou-se do cinema para a televisão em 2005, quando fez uma capitã de polícia na série The Shield. Em Damages, outro ótimo seriado, ela volta a interpretar uma personalidade implacável a advogada Patty Hewes, que está à frente de um processo contra um empresário corrupto (interpretado com insuspeitado vigor por Ted Danson), acusado de lesar os próprios funcionários. Engana-se quem espera que a série repita o velho clichê dos filmes de tribunal: a batalha legal dos injustiçados contra os poderosos. Os objetivos de Patty Hewes talvez sejam justos, mas seus métodos mostram uma figura brutal, sem nenhum prurido ético.
LIVROS
Um dos melhores
poetas de sua geração, José Paulo Paes (1926-1998)
era um cultor do poema breve, quase sempre irônico. Poesia
Completa, primeira reunião integral dos poemas do autor,
chega às livrarias juntamente com Armazém Literário,
coletânea de seus melhores ensaios, selecionados pela crítica
Vilma Arêas. Paes mostra bons achados sobre a literatura,
especialmente a brasileira leia-se, por exemplo, "O
pobre-diabo no romance brasileiro", que identifica características
comuns nos personagens desgraçados de obras como Angústia,
de Graciliano Ramos, e Os Ratos, de Dyonelio Machado.
COLEÇÃO PARA LER FREUD (Civilização Brasileira) Criador da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939) não apenas inovou o tratamento de angústias e neuroses: também marcou profundamente a cultura moderna, influenciando a ciência, a filosofia, as artes. A coleção coordenada por Nina Saroldi, doutora em teoria psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professora da Fundação Getulio Vargas, traz introduções claras e didáticas às principais obras de Freud. Os três primeiros volumes são Além do Princípio do Prazer (112 páginas; 19 reais), por Oswaldo Giacoia Junior; O Pequeno Hans (168 páginas; 25 reais), por Celso Gutfreind; e Luto e Melancolia (126 páginas; 19 reais), por Sandra Eller.
DISCO
COVERS, James Taylor (Universal) O americano James Taylor sempre soube transformar criações de outros autores em músicas que soam como composições próprias. Foi assim com Youve Got a Friend, de Carole King que muitos pensam ser do próprio Taylor e How Sweet It Is, sucesso de Marvin Gaye. Neste novo disco, ele pinça músicas de sua preferência e muda os arranjos e a maneira de interpretá-las, para adaptá-las à sua voz anasalada. As doze faixas vão dos primórdios do rock às Dixie Chicks. Todas as recriações são acima da média, mas o cantor se dá melhor quando interpreta obras de compositores de estilo mais rebuscado como Wichita Lineman, de Jimmy Webb, e Suzanne, de Leonard Cohen.
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