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Edição 2084

29 de outubro de 2008
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Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br

 

Crise financeira

Pacote aguardado
Depois de mais uma semana de derretimento das bolsas de valores mundo afora, deputados da base governista aguardam para esta segunda-feira o anúncio de medidas econômicas. O governo estaria esperando só o fechamento das urnas para divulgar as novas ações.

Discurso não pega
O discurso do popularíssimo Lula só pega mesmo quando é para enaltecer a si próprio. Depois de ver vários candidatos com seu apoio irrestrito ser derrotados nas eleições, é a vez de a economia mostrar esse descolamento. Uma pesquisa do Ibope Inteligência feita há duas semanas nas seis maiores capitais do país revela que nem toda a popularidade de Lula faz com que as classes C e D acreditem que a crise afetará levemente o país. O estudo foi realizado justamente no momento em que Lula falava que, se a crise aqui chegasse, seria "uma marolinha". Aos números: só 13% dos entrevistados acham que a economia brasileira está sólida e não vai sentir muito os efeitos da crise, contra 34% que não vêem solidez na economia brasileira e 49% que crêem na solidez, mas acreditam que haverá impacto na economia.

O momento certo
A necessidade de trazer dólares para o país pode finalmente tirar da gaveta um projeto do senador Delcídio Amaral de repatriação de dólares. A idéia de Delcídio é apresentá-lo ainda neste mês. O projeto permitirá trazer de volta os bens não declarados de brasileiros no exterior. Estima-se que 100 bilhões de dólares perambulem lá fora, enviados, sobretudo, nos anos 70, 80 e 90. Uma lei semelhante repatriou 63 bilhões de dólares na Itália.

 

Eleições 2008

Lula e Marta
De Lula sobre Marta Suplicy, numa avaliação revelada a mais de um correligionário nos últimos dias: "A Marta sairá destas eleições menor do que entrou. Ela foi mal na campanha e nos debates". A apreciação é tão precisa quanto óbvia. Feita pelo presidente, contudo, ganha relevância.

Claudio Cunha/Encontro Imagens
Tudo ou nada
Pimentel: marqueteiro novo
para tentar virar o jogo


Pimentel chamou Duda

Foi o próprio prefeito Fernando Pimentel quem fez o primeiro contato com Duda Mendonça para que ele entrasse na campanha de Marcio Lacerda no segundo turno. Feito o convite, Duda rumou para Belo Horizonte para a primeira reunião de trabalho com Pimentel e Aécio Neves.

Ruins de voto
Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais mostra que, dos mais de 100 candidatos dessa turma, apenas cinco foram bem-sucedidos nestas eleições. Foram eleitos três vereadores travestis nas cidades de Nova Venécia (ES), Salvador (BA) e Patos de Minas (MG). E mais dois gays (ligados ao movimento gay e com plataforma centrada na causa), nos municípios de Paço do Lumiar (MA) e Alfenas (MG).

 

"O Serra me deve um pedido de desculpas"

Fotos Dida Sampaio/AE e Estevam Scuoteguazza/AAN/AE
Sorrisos amarelos Lula e Serra: quem se habilita
a fazer o meio de campo entre eles?

Com mais de um interlocutor, Lula reclamou de José Serra na semana passada. O motivo do protesto foi o fato de Serra ter acusado o PT de, por motivação eleitoral, incitar o confronto ocorrido há dez dias entre policiais civis e militares em São Paulo. "O Serra me deve um pedido de desculpas. Estou aguardando. Se ele não soube negociar com os grevistas, é problema dele", disse Lula.

 

Partidos

Lado a lado?
Passadas as eleições, a palavra de ordem entre as lideranças do PSDB é uma só: trabalhar duro para unir José Serra e Aécio Neves.

A gula da base
O minúsculo PSC nem esperou o segundo turno passar: já se reuniu para definir que, na reforma ministerial que se avizinha, quer indicar o novo ministro do Turismo, que é do PT. Difícil que consiga algo. Essa nem é a questão. O impressionante é a gula da turma.

 

Congresso

Sem concessões
Animada com vitórias eleitorais em diversas capitais, a cúpula do PMDB volta a Brasília nos próximos dias com olho gordo: não abrirá mão de fazer os presidentes tanto da Câmara quanto do Senado.

 

Economia

Efeito da crise
A crise não é boa para ninguém. Mas ela atinge mais algumas empresas e menos outras. A Vale – que acabou de apresentar um lucro recorde de
12 bilhões de reais no terceiro trimestre por causa da valorização do dólar – já chegou a pagar 110 dólares por tonelada para transportar minério de ferro para a China. Agora, paga 18 dólares pela mesma tonelada.

 

Fast-food

Intercâmbio de sanduíches
O grupo de fast-food BFFC, dono do Bob’s e gestor da KFC e de quase toda a rede Pizza Hut no Brasil, fechou um acordo com a chilena GED. Em 2009, o Bob’s abrirá lojas no Chile, sob o comando dos chilenos. E o BFFC traz para o Brasil a Doggis, rede de lá especializada em cachorro-quente.

 

Futebol

Uma cesta de moedas
Na semana passada, a CBF fechou com o Itaú um patrocínio para a seleção brasileira pelo equivalente a 12 milhões de euros anuais – foi o primeiro contrato assinado pela CBF tendo como parâmetro a moeda da União Européia. Com a Vivo e a AmBev, os contratos de patrocínio são em dólares. E com a TAM o contrato é em reais.

 

Livros

Caminho difícil
O grupo português Leya, dono de mais de dez editoras de livros em Portugal, Moçambique e Angola, quer porque quer comprar uma grande editora no Brasil. Mas está difícil. Já negociou com a Companhia das Letras. Não deu em nada. Tentou a Sextante. Não fechou negócio. Depois, tentou comprar a Record. Nada feito. Agora, negocia com a Rocco.

 

Divulgação
A busca do milhão
Justus: até agora, o número
de candidatos inscritos é mais do que o dobro conseguido na edição anterior

Televisão

Número recorde
A sexta edição de O Aprendiz, apresentado por Roberto Justus, só vai ao ar em abril, mas já tem 100 000 inscritos em seu site oficial – um número recorde. Desta vez, os participantes do programa serão universitários. Aquele que vencer, entre os dezesseis selecionados, ganhará como prêmio um ano empregado numa empresa de Justus – além de 1 milhão de reais.

 

 

 

 

 


 

Com Paulo Celso Pereira.
Colaborou Marcelo Bortoloti



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