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Comportamento Avós corujas organizam lanchinhos
para até 200 pessoas,
Tudo nessas reuniões leva a assinatura de badalados fornecedores de festas. O pacote completo, com direito a lembrancinhas, decoração de floristas, garçons e roupas de grife para o bebê, não sai por menos de 10 000 reais. "As avós capricham nas encomendas, gostam de tudo farto", atesta a confeiteira paulistana Isabella Suplicy. Dezessete anos atrás, Carmen Mayrink Veiga foi pioneira no assunto. Na época, a idéia não pegou. "Agora é um convite atrás do outro", diz a lendária socialite. Os chás proliferaram pela praticidade. Na geração dessas avós, as mulheres permaneciam cinco dias na maternidade depois de ter seus filhos. Era lá que parentes e amigos viam pela primeira vez o recém-nascido. Hoje, quando tudo corre bem, as mães passam só uma noite no hospital. Fica difícil cumprir a agenda de visitas, inclusive as do círculo de amizades da avó. "Em casa, filhas e noras não gostam de ser incomodadas: estão acima do peso e só pensam em dar atenção à criança. O melhor é preparar uma bela confraternização depois", diz Vanja, que organizou a festa quando a neta completou 9 meses. A apresentação da criança em si costuma ser breve: o bebê faz algumas aparições e, depois, sai de cena. Aí são as avós que ganham o centro das atenções. "Nos casamentos de hoje, não existe mais aquela longa lista de convidados dos pais. No chá, porém, dividi minha felicidade com as amigas", diz a locomotiva Gisela Amaral, que organizou, há oito meses, um evento para a neta Maria Fernanda. Como manda a nova etiqueta, o horário foi flexível. As amigas começaram a passar à tarde, e a festa só terminou à noitinha. Assim como as anfitriãs se esmeram nos preparativos, as convidadas capricham nos presentes: Gisela contabilizou mais de 600 deles, entre vestidos, bichos de pelúcia e objetos de decoração. Isso é que é début infantil.
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