Imagem da Semana
Está
por pouco
Na corridinha final para a Casa
Branca,
crise e pesquisas apertadas

Vilma
Gryzinski
Jae
Hong/AP
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Lista
de tarefas: visitar a avó doente, ser eleito presidente dos Estados Unidos,
salvar o mundo da crise. Ah, sim, e não ficar olhando o dia-a-dia das pesquisas,
porque dá muita aflição. Isso é uma brincadeira com
o que deve estar passando pela cabeça de Barack Obama na arrancada final
para a eleição do próximo dia 4, mas alguns fatos são
comprováveis. Ele tirou dois dias na semana passada para ver a avó,
Madelyn Dunham, de 86 anos, que mora no Havaí e está mal de saúde.
E as pesquisas, como tudo nesta campanha e em suas extraordinárias circunstâncias,
são de arrepiar. Embora Obama sempre apareça na frente, John McCain
tem desafiado todos os que o dão por acabado é só
o democrata disparar e ele vem correndo atrás, piscando os olhinhos. Na
média de sexta-feira, Obama corria com 7 pontos à frente, mas em
pelo menos uma pesquisa a diferença era de apenas 1 ponto. De todas as
coisas ditas contra ele, incluindo "muçulmano" e "socialista",
nada surtiu tanto efeito quanto o epíteto, este verdadeiro, de aumentador
de impostos. Mas as chances de vitória de Obama eram estimadas em 87%.
Já dá para pensar, com folga, no discurso de vitória, na
festa da posse e, mais importante, na equipe de governo que pegará a mãe
de todas as crises. O resto do planeta vai se alegrar (Obama ganha de 4 para 1
nas preferências mundiais) e ouvir até cansar o adjetivo histórico.
E se consumir numa pergunta complicada para os que têm uma visão
simplista: como é que os americanos belicistas, racistas e neoliberais
imperialistas ultragalácticos elegeram Obama?