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Leitor
Queria cumprimentar
a jornalista Adriana Dias Lopes e a equipe da revista por
terem abordado um assunto tão importante em torno
do qual a Sociedade Brasileira de Urologia vem lutando há
tantos anos, realizando, sozinha, campanhas públicas
para esclarecer a população. O diagnóstico
precoce é essencial para combater essa doença,
que não apresenta sintomas, e para isso o exame de
toque é fundamental. Há trabalhos
mostrando que, se fizermos biópsias indiscriminadamente
em homens acima de 60 anos, 25% deles serão portadores
de câncer de próstata, mas apenas em metade
dos casos ele se constituirá num problema médico.
Em medicina, a grande dificuldade ao fazer o diagnóstico
desse tipo de câncer é saber se aquele será
ou não um tumor agressivo, fatal para o paciente.
A vigilância ativa deve ser a conduta de escolha em
vários casos em que se faz prostatectomia radical.
Encontra-se em andamento nos Estados Unidos um importante
trabalho (Prostate Cancer Intervention Versus Observation
Trial) comparando a conduta expectante com a prostatectomia
radical. Em 2010 teremos várias respostas com esse
trabalho.
Eleições Marta Suplicy
está pouco à vontade para bulir na vida alheia.
Ela construiu sua carreira política à sombra
do ex-marido, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy. Seja
como for, é pouco relevante para o eleitor a opção
de vida das pessoas. Exceto para os moralistas e hipócritas,
não houve até agora quem contestasse a liberdade
civil garantida pela Constituição. O povo
respeita as opções, desde que assentadas na
verdade. O que ele não gosta mesmo é de traição.
É revoltante vindo de quem veio. Só posso
dizer: meus pêsames, dona Marta ("Vale-tudo eleitoral",
22 de outubro) A vida íntima
de qualquer candidato não deveria influenciar o resultado
das urnas. Uma liderança eficaz não requer
que o indivíduo seja casado e tenha filhos; requer
confiança e credibilidade. É notória
a grande diferença entre a administração
de Marta Suplicy e a de Kassab. Difamar candidato que está
bem nas pesquisas de opinião é um golpe baixo
(André Petry, 22 de outubro). O que está
em jogo neste vale-tudo eleitoral é a baixaria das
baixarias políticas aliada à hipocrisia. Onde
estão as propostas de governo desses candidatos?
Este é o Brasil que não merecemos. Não entendi
a atitude do presidente Lula ao cobrar desculpas de José
Serra a respeito da declaração feita pelo
governador de que a greve dos policiais civis de São
Paulo é eleitoreira. Em nenhum momento Serra citou
o nome do presidente. As acusações do governador
foram dirigidas à CUT e à Força Sindical,
sindicatos comandados pelo PT e pelo PDT, respectivamente.
E o PT é o berço dos aloprados que queriam
fazer um dossiê falso para que seu candidato ganhasse
as eleições. Os petistas também foram
citados pelo Ministério Público como membros
da quadrilha do mensalão. "Se Deus
fosse do PT, eu seria ateu. Para eles, não importam
os valores éticos, o importante é vencer,
custe o que custar."
Tragédia em Santo André Até quando
seremos obrigados a assistir a essas tragédias, que
poderiam ter sido evitadas, se a infância não
estivesse entregue à própria sorte, já
que a vítima iniciou um relacionamento com um homem,
maior de idade, aos 12 anos? Quantas tragédias mais
devemos presenciar para que se desperte este "gigante
adormecido" em retórica, ignorância e
impunidade ("Tragédia de incompetência",
22 de outubro)? Mais uma vítima
do politicamente correto. E não será a última.
Havia antecedentes criminais, o que não havia eram
registros. Ou vão dizer que namorar uma criança
de 12 anos de idade não é pedofilia?
Claudio de Moura Castro O artigo "Os
professores e a regra de três" (22 de outubro)
provoca reflexão entre o "estar professor"
e o "ser professor", valorizando a importância
da prática como realidade educacional. É necessário
avançar mais, eliminando as regras do "fingir
que ensina" e do "fingir que aprende". Para
tanto, professores e alunos devem atuar voltados mais para
os deveres e obrigações e menos para a prevalência
de seus direitos.
Cinema Com relação
à crítica sobre o último filme de Bruno
Barreto, Última Parada 174 (22 de outubro),
de Isabela Boscov, temos a dizer que, a pretexto de fazer
uma análise, ela aproveita a oportunidade para, deixando
de lado o longa, dirigir ataques e comentários sobre
a trajetória da família Barreto no panorama
cinematográfico brasileiro. Nesse sentido, tenta
analisar nossa atuação nestes 45 anos de atividade,
desde os tempos do cinema novo até os dias de hoje.
Ignora que neste período produzimos filmes como Vidas
Secas e Memórias do Cárcere, de
Nelson Pereira dos Santos, Terra em Transe, de Glauber
Rocha, A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto
Santos, Garrincha, Alegria do Povo e O Padre e
a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, Dona
Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto, Bye,
Bye, Brazil, de Carlos Diegues, O Quatrilho,
de Fábio Barreto, O que É Isso, Companheiro?,
de Bruno Barreto, Lição de Amor,
de Eduardo Escorel, Índia, a Filha do Sol,
de Fábio Barreto, Inocência, de Walter
Lima Junior, Bossa Nova, de Bruno Barreto etc., filmes
que fixaram nossa marca no plano nacional e internacional,
marca de qualidade técnica e artística. Dizer
que Última Parada 174 é produção
dos Barreto é uma falta de informação
imperdoável. Para que essa falta não passe
em branco, e fazendo justiça aos produtores desse
belo filme dirigido por Bruno Barreto, queremos informar
que o longa foi produzido pelas empresas Moonshot (Patrick
Siaretta) e Moviart (Paulo Dantas), sendo a LCBarreto mera
co-produtora minoritária, uma participação
afetiva, quase simbólica.
VEJA Acompanho VEJA
desde seu número zero e não poderia deixar
de expressar minha grande admiração, cumprimentando-a
por sua importantíssima contribuição
ao aperfeiçoamento cívico do Brasil. Notadamente
agora, no artigo de Gianetti da Fonseca (Especial
VEJA 40 Anos), em que ficou em relevo a necessidade de que
nossa cultura tenha grande atenção para o
aprimoramento do caráter e da honradez.
Correções: a foto de Claudia Raia publicada na seção Gente (15 de outubro) saiu com o crédito errado. O correto é: Mauricio Nahas/Revista Joyce Pascowitch. A reportagem "O estilo de cada um" (22 de outubro) diz que os debates entre os candidatos à Presidência americana são organizados por uma entidade sem ligação com os partidos. Na verdade, a Commission on Presidential Debates é uma entidade suprapartidária, que tem entre seus dirigentes pessoas ligadas aos dois maiores partidos do país, o Democrata e o Republicano. Os ex-presidentes republicanos Gerald Ford e Ronald Reagan (já falecidos) e os democratas Jimmy Carter e Bill Clinton estão na galeria de seus presidentes honorários.
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