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VEJA Recomenda
DVDs
Warner Bros
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| Os Bons Companheiros:
um dos melhores filmes já feitos sobre a Máfia
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Os Bons Companheiros e Coleção
Martin Scorsese (Warner) O americano Henry Hill não
existe mais como tal desde que entrou para o programa de proteção
às testemunhas do FBI, em troca do depoimento sobre suas
atividades no crime organizado. Durante quatro anos, porém,
ele conversou com o escritor Nicholas Pileggi, que transformou o
relato primeiro num best-seller e, depois, no roteiro de Os Bons
Companheiros o melhor trabalho de Martin Scorsese e,
ao lado dos dois primeiros O Poderoso Chefão, um dos
três melhores filmes já feitos sobre a Máfia.
Scorsese mostra a trajetória de Hill, desde a infância
até o anonimato forçado, como uma escalada febril
de euforia e estupidez, acentuada pelo uso brilhante da música,
da montagem e da narração em off. Até hoje,
poucos filmes atingiram tal excelência e por isso um
dos extras desse disco duplo traz os testemunhos de diversos cineastas
sobre Os Bons Companheiros. Simultaneamente, a distribuidora
lança uma caixa com Quem Bate à Minha Porta?
(1967), Caminhos Perigosos (1973), Alice Não Mora
Mais Aqui (1974) e Depois de Horas (1985). É uma
rara oportunidade de seguir, do início ao apogeu, a carreira
de um dos grandes autores do cinema americano.
O Mistério dos Escavadores
(Holes,
Estados Unidos, 2003. Disney) Acusado de ter furtado um par
de tênis, Stanley Yelnats IV é mandado a um acampamento
para jovens delinqüentes, onde a diretora e seu ajudante (Sigourney
Weaver e Jon Voight) se propõem a melhorar o caráter
dos meninos obrigando-os a cavar um grande buraco por dia. Na verdade,
o que eles querem é encontrar um tesouro escondido 100 anos
antes naquele trecho de deserto. Nessa fábula adaptada por
Louis Sachar de seu próprio best-seller infanto-juvenil,
nenhum dos protagonistas está reunido ali por acaso: todos
são descendentes de personagens cujos destinos se cruzaram
por obra de amores e traições. Uma diversão
saborosa e inteligente, narrada com muita competência por
Andrew Davis, o diretor de O Fugitivo. Trailer.
LIVROS
A
Morte de Aquiles, de Boris Akunin
(tradução de Ana Deiró; Objetiva; 448 páginas;
59,90 reais) É o quarto livro protagonizado pelo detetive
russo Erast Fandórin. Esse personagem dificilmente agradaria
às velhas autoridades soviéticas: afinal, é
um "burguês" a serviço do regime czarista. Talvez por
isso Boris Akunin, pseudônimo de Grigori Tchkartchvili, só
tenha dado início à sua envolvente literatura policial
após a queda do comunismo antes, ganhava a vida como
tradutor de textos técnicos do japonês. Mas a série
agradou no mundo todo. Já vendeu 8 milhões de exemplares.
Nesta nova aventura, Fandórin investiga a morte do general
Sobolev o "Aquiles" do título , em uma trama
que envolve segredos de Estado na Rússia do século
XIX.
O
Último Alquimista, de Iain McCalman (tradução
de Geni Hirata; Rocco; 288 páginas; 35 reais) O conde
de Cagliostro (1743-1795) foi um dos mais bem-sucedidos charlatões
da história. Místico, curandeiro, iniciado nas misteriosas
práticas da maçonaria egípcia, freqüentou
as altas esferas do poder na Europa do século XVIII, despertando
tanto admiração quanto ódio. Chegou até
a inspirar um personagem da ópera A Flauta Mágica,
de Mozart. E acabou sua vida em um calabouço italiano, preso
por heresia, por ordem do papa Pio VI. Ao reconstituir a vida desse
personagem fascinante, o historiador australiano Iain McCalman recupera
o lado mais sombrio daquele que ficou conhecido como o Século
das Luzes.
Os
Demônios, de Fiódor Dostoiévski (tradução
de Paulo Bezerra; Editora 34; 704 páginas; 59 reais)
Ao lado de O Agente Secreto, do britânico nascido polonês
Joseph Conrad, esse é um romance essencial para compreender
a mentalidade de radicais políticos de todos os matizes
e, sobretudo, para compreender uma das mais nefastas criaturas políticas
de todos os tempos: o terrorista. Inspirado pelo assassinato de
um estudante cometido na Rússia por um grupo niilista, em
1869, Dostoiévski fez a anatomia ficcional do fanatismo ideológico,
antecipando muito dos horrores dos séculos seguintes, do
stalinismo ao fundamentalismo que amedronta o mundo hoje. Esse clássico
indispensável é apresentado ao leitor brasileiro em
uma nova tradução, feita diretamente do russo. Leia
trecho.
DISCOS
Fotos divulgação
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| Joss: ela agora também compõe |
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Mind,
Body & Soul, Joss Stone (EMI)
Essa linda adolescente inglesa conquistou as paradas internacionais
com o CD Soul Sessions. Joss reinterpretava, com bastante
propriedade, clássicos da música negra americana
além de oferecer uma releitura original para uma canção
do grupo de rock White Stripes. Mind, Body & Soul é
fiel ao projeto anterior. A cantora reuniu o mesmo time de músicos
e produtores. Também manteve o clima anos 70, com muitos
teclados Hammond (usados pelos artistas de jazz e funk da época)
e piano acústico. A principal novidade está na estréia
de Joss Stone como compositora. Se depender de excelentes faixas
românticas como Killing Time, ela tem tudo para se
firmar como um dos maiores talentos surgidos recentemente na Inglaterra.
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| Libertines: música e confusão |
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Libertines,
Libertines (Trama) O talento musical desse quarteto inglês
é proporcional à sua capacidade de provocar confusão.
Surgido no fim dos anos 90 pelas mãos da dupla Peter Doherty
e Carl Barat, o Libertines emula, com muitas guitarras e canto insolente,
o espírito das bandas de garagem dos anos 60, como os Kinks
e os Rolling Stones. Doherty e Barat possuem uma rivalidade criativa,
que leva os membros restantes do grupo à loucura, mas que
também rende as melhores canções do quarteto.
Libertines, o CD, nasceu em meio às diversas ocasiões
em que a dupla brigou dentro do estúdio. Enquanto Can't
Stand Me Now é um aviso de que os dois não se
suportam mais, a canção Road to Ruin traz um
apelo de Barat para que o amigo se livre do vício em drogas
pesadas. Ouça
o disco.
Uma
Batida Diferente, Bossacucanova (Trama) Existem diversos
grupos e DJs que misturam bossa nova com ritmos eletrônicos,
mas são poucos os que o fazem com tanta propriedade como
esse trio carioca. Uma das razões está na herança
genética. Marcio Menescal, baixista e um dos programadores
das batidas do grupo, é filho do bossa-novista Roberto Menescal.
O trio investe num repertório ousado, em que o destaque são
as parcerias com artistas tarimbados por exemplo, Adriana
Calcanhotto, Marcos Valle e Celso Fonseca. As participações
especiais também são finas. O Trio Mocotó apimenta
o samba Vai Levando, de Chico Buarque, e a cantora Cris Delanno
dá um toque de classe à inédita Bom Dia
Rio.
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