Edição 1873 . 29 de setembro de 2004

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Brasil
Alô? Quem é?

VEJA reproduziu erro da
PF em grampo telefônico

VEJA errou ao informar que o delegado Carlos Fernando Braga, da Polícia Federal, avisou ao doleiro Antônio de Oliveira Claramunt, conhecido como Toninho da Barcelona, que a polícia estava em seu encalço. No âmbito da operação Farol da Colina, na qual prendeu 64 doleiros, a PF disse ter grampeado um telefonema, com autorização judicial, no qual o delegado e o doleiro conversavam. A certa altura, o delegado aconselhava o doleiro a fugir, sob pena de ser preso. A informação de que um dos interlocutores era Carlos Fernando Braga, publicada por VEJA na edição de 1º de setembro, é errada. A identidade da pessoa que conversa com o doleiro Toninho da Barcelona permanece ignorada. "No início, presumimos que fosse um diálogo entre o Toninho e o Braga, mas depois ficou claro que quem falava era uma outra pessoa. Ainda estamos tentando identificar o interlocutor", diz um dos investigadores envolvidos no caso.

Antes mesmo da publicação da reportagem em VEJA, o delegado Carlos Fernando Braga tivera sua prisão preventiva decretada, sob a suspeita de que auxiliara o doleiro. Na terça-feira passada, porém, o juiz federal Sérgio Moro, da 2ª Vara Criminal de Curitiba, no Paraná, decretou a libertação do delegado. Apesar da restituição de sua liberdade, o delegado permanece sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Os dois órgãos dispõem de informações de que Carlos Fernando Braga mantinha estreito relacionamento com o doleiro e chegou a alertá-lo sobre o risco de sua captura, ainda que não tenha travado o diálogo grampeado. O próprio delegado suspeito, ao depor depois de sua prisão, confessou ter dito a Toninho da Barcelona que tivesse "cuidado" e que a operação policial poderia "ser em cima" do doleiro. Esse diálogo relatado pelo delegado, no entanto, se realmente existiu nos termos em que ele confessou, não chegou a ser captado pela escuta legal realizada pela Polícia Federal.

 
 
 
 
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