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Brasil
Alô?
Quem é?
VEJA
reproduziu erro da
PF em
grampo telefônico
VEJA errou
ao informar que o delegado Carlos Fernando Braga, da Polícia
Federal, avisou ao doleiro Antônio de Oliveira Claramunt,
conhecido como Toninho da Barcelona, que a polícia estava
em seu encalço. No âmbito da operação
Farol da Colina, na qual prendeu 64 doleiros, a PF disse ter grampeado
um telefonema, com autorização judicial, no qual o
delegado e o doleiro conversavam. A certa altura, o delegado aconselhava
o doleiro a fugir, sob pena de ser preso. A informação
de que um dos interlocutores era Carlos Fernando Braga, publicada
por VEJA na edição de 1º de setembro, é
errada. A identidade da pessoa que conversa com o doleiro Toninho
da Barcelona permanece ignorada. "No início, presumimos que
fosse um diálogo entre o Toninho e o Braga, mas depois ficou
claro que quem falava era uma outra pessoa. Ainda estamos tentando
identificar o interlocutor", diz um dos investigadores envolvidos
no caso.
Antes mesmo
da publicação da reportagem em VEJA, o delegado Carlos
Fernando Braga tivera sua prisão preventiva decretada, sob
a suspeita de que auxiliara o doleiro. Na terça-feira passada,
porém, o juiz federal Sérgio Moro, da 2ª Vara
Criminal de Curitiba, no Paraná, decretou a libertação
do delegado. Apesar da restituição de sua liberdade,
o delegado permanece sob investigação da Polícia
Federal e do Ministério Público Federal. Os dois órgãos
dispõem de informações de que Carlos Fernando
Braga mantinha estreito relacionamento com o doleiro e chegou a
alertá-lo sobre o risco de sua captura, ainda que não
tenha travado o diálogo grampeado. O próprio delegado
suspeito, ao depor depois de sua prisão, confessou ter dito
a Toninho da Barcelona que tivesse "cuidado" e que a operação
policial poderia "ser em cima" do doleiro. Esse diálogo relatado
pelo delegado, no entanto, se realmente existiu nos termos em que
ele confessou, não chegou a ser captado pela escuta legal
realizada pela Polícia Federal.
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