Edição 1873 . 29 de setembro de 2004

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Gustavo Franco
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
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Cartas

 
"Quem tem dificuldade para engravidar não escolhe o sexo. Apenas espera que o sonho de ter um filho se torne realidade. Tudo tem limite!"
Maria Helena Concato Maruiti
Vila Velha, ES


A escolha do sexo dos filhos

Depois de descobrir que não poderíamos engravidar por meios naturais, procuramos a reprodução assistida para nos ajudar. Estou no quinto mês de gestação e muito feliz. Concordo plenamente que casais que têm problemas para ter filhos procurem profissionais sérios e éticos. Mas utilizar-se da reprodução assistida para escolher o sexo do bebê? Até onde vai o egocentrismo do ser humano ("Menino ou menina? Você já pode escolher", 22 de setembro)?
Ester Cristina Zomer
Rio de Janeiro, RJ

Cada vez mais me surpreendo com os avanços da medicina, mas ao mesmo tempo me assusto com a degradação da ética médica e com a amoralidade dos pretensos pais. A maternidade deixou de ser um desejo e passou a ser um capricho, já que o marketing médico vende a mercadoria conforme a vontade da clientela.
Alexandra Zuqui Auler
Por e-mail

É necessário alertar os pacientes e os profissionais para o fato de que o uso de técnicas de reprodução assistida para a escolha do sexo dos bebês é proibido pelo código de ética da medicina, além de condenado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. A sexagem dos embriões é aceita exclusivamente em casos em que há risco de transmissão de doenças genéticas ligadas aos cromossomos sexuais. Dessa maneira, o "balanço ou equilíbrio familiar" não é uma justificativa aceitável para a prática. Estamos convencidos de que esse procedimento não é usual na grande maioria das clínicas que trabalham dignamente e corretamente com reprodução assistida no Brasil.
Doutor Selmo Geber
Presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Belo Horizonte, MG

Considero importante enfatizar que a escolha do sexo do bebê não faz parte da rotina diária de um serviço de reprodução assistida, que é ajudar casais inférteis a obter uma gravidez que, de outra forma, seria impossível e ter um filho saudável, independentemente do sexo.
Mario Cavagna
Diretor da divisão de Reprodução Humana do Hospital Pérola Byington
São Paulo, SP

 

Roberto DaMatta

Um primor de lucidez e bom senso. Assim se pode qualificar a entrevista de Roberto DaMatta nas Páginas Amarelas (22 de setembro). Destaque para a análise da relação da sociedade brasileira com essa entidade mal definida, mal-entendida a que chamamos governo. Venerado pelos ingênuos como provedor de tudo a todos, fracassa em suas obrigações fundamentais, malbarata nosso patrimônio, inferniza-nos com sua burocracia e adota uma absurda postura imperial, como se fosse ele o patrão, e não o empregado dos cidadãos.
Carlos A. Salles
Rio de Janeiro, RJ

O entrevistado expõe de maneira clara e inteligente como somos vistos lá fora e quais são as possíveis saídas para muitos de nossos problemas. São poucas as vezes que temos a oportunidade de ler uma entrevista com tamanho conteúdo.
Cláudio Deodato de Almeida
Jaboatão dos Guararapes, PE

 

Millôr

Nunca fui fã de Millôr. Sou a Mariazinha do Passo Certo, sendo leitora de VEJA desde seu início. Pois hoje – 19 de setembro – estendo um tapete vermelho, sem brincadeiras, para ele por sua isenção naquilo que escreveu ("Imprensando", 22 de setembro). Pode ser petista, lulista ou seja lá o que for, mas é antes de tudo um jornalista engajado na luta pela liberdade de expressão. Parabéns, Millôr, ganhaste mais uma fã!
Susana Menda
São Paulo, SP

Imagine qual foi minha felicidade ao abrir a primeira página de VEJA e encontrar na seção Carta ao leitor (15 de setembro) um espaço que me presenteava com o retorno de Millôr. Fui rapidamente até a página que tinha sua coluna e me deliciei. Era exatamente o que esperava encontrar. Quando terminei de ler, levantei a cabeça e, olhando para o teto, fiquei refletindo – de fato VEJA pensa em seus leitores. Meu Deus, que presente! Millôr, obrigado por ter voltado. VEJA, obrigado por trazê-lo de volta.
Valter Vicenzi
Por e-mail

Estamos de parabéns pela presença da genialidade de Millôr. VEJA, que já era boa, ficou ótima, insubstituível. Como é possível ser assim tão jovem aos oitentanos? Para o rei do haicai, nossa homenagem: nesta altura da viagem, contar a idade é contar vantagem.
Maria Cândida Guimarães Aguiar
Divinópolis, MG

 

Lya Luft

Muito me encantam a pureza, a simplicidade e a maestria com que Lya Luft expõe assuntos tão profundos. Concordando com ela em todos os aspectos, só me resta dizer que a morte é certa. Mas cabe a cada um de nós escrever durante a vida se ela, a tão temida morte, será nosso início, nosso fim ou apenas uma continuação de uma vida bem vivida, em seus muitos motivos (Ponto de vista, 22 de setembro).
Aletheia Vitorino Soares Diaz Horta
Nova Venécia, ES

 

Gente

Sobre a nota "Sucesso na carreira, briga em casa" (Gente, 22 de setembro), esclareço que o filho do casal Álvaro Jacomossi Júnior e Isabeli Bergossi Fontana está sob "poder familiar", tendo sido o mesmo entregue, voluntariamente, pela mãe, aos cuidados do pai. Não é verdade que Álvaro Jacomossi Júnior tenha dado início a uma demanda judicial contra sua ex-companheira, limitando-se a exercer seu direito legal de se defender. Por outro lado, as partes e seus procuradores judiciais estão compondo acerca da guarda (compartilhada) do filho. Álvaro Jacomossi Júnior desconhece a existência de qualquer demanda envolvendo o patrimônio das partes.
Luiz Carlos Cercato Padilha
Por e-mail

 

CORREÇÕES: O antropólogo Roberto DaMatta, entrevistado nas Páginas Amarelas por VEJA em 22 de setembro, é também professor da PUC do Rio de Janeiro. A frase "Embora apenas alguns poucos possam produzir políticas públicas, todos podem criticá-las e julgá-las", atribuída a Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), na verdade aparece na obra de Tucídides (360 a.C.-395 a.C.), que a atribui ao estadista e general romano Péricles (495 a.C.-429 a.C.) (Carta ao leitor, 18 de agosto). Na revista VEJA Brasília (setembro de 2004), na matéria "Siga os mestres", no destaque Árvores sob medida, consta que Mendo Barreto é "arquiteto e paisagista"; na verdade, ele é artista plástico e paisagista.

 

 

A PRIMEIRA REFINARIA PRIVADA

Na nota "Para que dinheiro público?" (Radar, 22 de setembro) foi dito que o Espírito Santo está concluindo negociações para ter a primeira refinaria privada de petróleo do Brasil. José Antonio Penteado Vignoli, de São Paulo, escreveu para dizer que "a primeira refinaria de petróleo privada do Brasil foi a Indústria Matarazzo de Energia S.A. (IME), parte integrante das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, que funcionava junto ao complexo industrial de São Caetano do Sul. A IME entrou em operação em 1939". José Roberto Medeiros, de Bauru, Desiree Ottoni, de Campinas, e Ruy Edy Iglesias da Silveira, de São Paulo, dão outra informação: "O Brasil já possui uma refinaria de petróleo privada há 67 anos: a refinaria de petróleo Ipiranga, em Rio Grande", escreveu Desiree. O site da companhia de petróleo Ipiranga (www.ipiranga.com.br) confirma que sua primeira refinaria, uma associação de empresários brasileiros, argentinos e uruguaios, entrou em operação no dia 7 de setembro de 1937, na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

 
 
 
 
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