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Edição 1 715 - 29 de agosto de 2001
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"Os homens têm de entender que viver de aparências, com máscaras e mentiras, só fará mal a eles mesmos."
Raquel Jeber Campos
Belo Horizonte, MG

Homens

"Homens também choram" (22 de agosto) é uma reportagem corajosa que mexe no fundo de nossos sentimentos e nos faz rever nossos conceitos de homem/macho e de masculinidade. Mostra nossas fraquezas e nos dá algumas dicas. Mais uma vez VEJA superou-se.
Jorge Pedrosa
Niterói, RJ

Valeu, VEJA. Lutemos pelo fim do super-herói estereotipado, sem sentimento, sem vida, sem sabor. Os homens também choram, sentem dor, angústia, medo, desejos, carências.
Suelly Maux
Porto Alegre, RS

Já que estamos vivendo a igualdade de direitos, é justo que nós homens tenhamos também o direito de expor sentimentos e chorar.
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

Se os homens aceitassem que são falíveis, que têm problemas sexuais, que são pouco ligados nos problemas pessoais dos amigos, pais, filhos e companheiras, veriam como é bom e gostoso ter alguém para conversar.
Vania Velloso

velloso@domain.com.br

 

Stephen Kanitz

Concordo com o colunista (Ponto de vista, 22 de agosto) que de nada adianta ter saúde ou um mestrado e levar um tiro num assalto. Oxalá nossas autoridades invistam mais em segurança, diminuindo um pouco os investimentos em outras áreas.
Cláudio Rotolo de Moraes
RotolodeMorae@aol.com

Se nossos congressistas e o governo pesquisassem com os policiais e com a sociedade o melhor modelo, em vez de viver de propostas ilusórias, talvez pudessem reformular nosso sistema de segurança pública e não publicar medidas provisórias inócuas como as vistas recentemente.
Clério Rilvan Lima e Silva
Recife, PE

 

Sérgio Abranches

O artigo de Sérgio Abranches é de uma clareza pouco comum no Brasil. Ele nos faz lembrar como pensamos pequeno em relação a nosso país, tão grande e tão cheio de pessimistas ideológicos (Em foco, 22 de agosto).
Nelson Mattos Filho
avoante@ig.com.br

 

Paulo Coelho

Apesar de não ter lido nenhuma obra do escritor Paulo Coelho, devo concordar que Ulisses, de James Joyce, é ilegível (Amarelas, 22 de agosto).
Ubirajara Mendes
Rio de Janeiro, RJ

Paulo Coelho não sabe ler. Quando tenta dizer que leu Hesse, refere-se ao livro deste utilizando comentários irônicos e superficiais, estúpidos, pretensiosos. De fato, o senhor Paulo Coelho não passa de um brincalhão, como ele mesmo se define: brinca de ser escritor mas não é, brinca de ser mago mas não é.
Emanuel Pavoni
Emanuel7@terra.com.br

A crítica pode falar mal, mas o que é a crítica comparada aos 32 milhões de livros vendidos no mundo inteiro? Se o que Paulo Coelho escreve fosse ruim, seus livros não seriam lidos e adorados por milhões de pessoas no mundo. Essa história de ser mago é o que menos importa.
Lilian Regina Gonçalves
vivian.g@uol.com.br

Depois de ler a entrevista que Paulo Coelho deu a VEJA, não pude aceitar que acreditei nele tantos anos. A única coisa que prestava nos livros dele era justamente a magia, a esperança que tínhamos de que aquilo fosse realmente verdade.
Lilian Bianca Cardoso Silveira
Porto Alegre, RS

Quando Paulo Coelho fala mal do livro Sidarta é por uma razão por demais óbvia: seus livros são uma colagem malfeita da obra de Hermann Hesse. Ele fala mal do autor para que seus desavisados leitores não se interessem em conhecer a obra de Hesse e venham a comprovar o plágio. Paulo Coelho, divagando sobre o final de Sidarta, indaga: "Que rio, pô?". Na verdade, ele deveria estar bem mais preocupado com o rio de baboseiras que inunda as páginas de seus livros.
Vanderlou Oliveira
Fortaleza, CE

 

Bolsa-Escola

Houve um equívoco na reportagem "O PT que diz não" (22 de agosto). Nem todas as prefeituras governadas pelo PT estão boicotando o programa Bolsa-Escola. Em nosso município, cujo prefeito é petista, já foram cadastradas 197 crianças.
Henry M. Villela
Secretaria de Comunicação
Iracemápolis, SP

Mesmo sendo administrado pelo Partido dos Trabalhadores, o município de Guarulhos contemplou todas as exigências do governo federal relativas ao Bolsa-Escola. Em nossa cidade, o Fundo Social de Solidariedade já cadastrou 11.125 famílias no programa, exatamente o total a que a cidade tinha direito. O valor não vem sendo pago em Guarulhos justamente porque o governo federal ainda não liberou os recursos nem definiu uma data específica para fazê-lo.
Jaime Silva
Coordenador de imprensa
Guarulhos, SP

 

Diogo Mainardi

O colunista Diogo Mainardi, com precisão e aguçado senso crítico, mandou o recado que milhões de brasileiros amantes da literatura de qualidade dariam, se pudessem, ao escritor Paulo Coelho. Está provado que, assim como acontece na televisão, nem tudo o que dá muita audiência tem qualidade ("Xô, urubu", 22 de agosto).
Silvio Pinto Anunciação Neto
Silvioanunciacao@bol.com.br

Com o colunista Diogo Mainardi também é assim: ou você ama ou você odeia. Só que, ao contrário do que acontece com o escritor Paulo Coelho, Diogo nos dá motivos para amá-lo.
Marcia Aparecida Retamero
Santo André, SP

 

Amazônia

Excelente a reportagem "A floresta dá dinheiro" (22 de agosto), especialmente quando se tenta alterar o Código Florestal no sentido de intensificar o desflorestamento. VEJA conseguiu mostrar como a exploração inteligente das imensas riquezas da Amazônia pode gerar mais renda e melhores empregos. A extração sustentável de recursos naturais, o turismo e o acesso tecnológico ao maior patrimônio genético do planeta, como apontou a reportagem, são algumas das atividades que não só formam uma nova base para a economia amazônica como acenam para a continuidade do desenvolvimento em benefício das gerações futuras.
José Sarney Filho
Ministro do Meio Ambiente
Brasília, DF

 

Devedores

Com relação à reportagem "Devo, não nego, mas também não pago" (15 de agosto), a GKW é na verdade a maior vítima nacional da incompetência do governo. A empresa foi autuada em 1991 por valores supostamente devidos ao imposto de renda referentes aos exercícios de 1987 (de 27.807,31 BTNs) e de 1988 (de 449.085,85 BTNs). No auto de infração o próprio fiscal fez a soma dos débitos, que chegavam a 476.893,16 BTNs, equivalentes em abril de 1991 a 60.499.667,75 cruzeiros. Em 27 de março de 2000, o procurador da Fazenda Nacional, em vez de corrigir monetariamente o valor de 60 milhões de cruzeiros para reais, resolveu, não se sabe por qual critério, transformar em dívida os seguintes valores: 476.893,16 BTNs em Cz$ 476.893.160,00 (BTNs para cruzados novos multiplicados por 1.000) e Cr$ 60.499.667,75 em Cz$ 60.499.667.750,00 (cruzeiros para cruzados novos multiplicados por 1.000). Não satisfeito com tamanha façanha, o procurador corrigiu tais valores para reais e assim chegou aos 853 milhões. Se os valores em BTNs fossem corretamente corrigidos para os de hoje, a suposta dívida seria de aproximadamente 650.000 reais. A incompetência da Fazenda Nacional nos causa prejuízos à imagem, o que se reflete brutalmente em nossos negócios.
Sérgio Henrique Gallucci
Diretor-presidente
GKW Equipamentos Industriais S/A

 

 

SEXO E PRECONCEITO

Recentemente VEJA publicou duas reportagens que falavam sobre o público gay. A primeira foi "Dias alegres" (27 de junho), sobre o sucesso do primeiro Dia Gay no Hopi Hari, parque de diversões em Vinhedo, SP. Valdirene Laginski comemorou: "Até que enfim os gays estão sendo reconhecidos como cidadãos normais". Mirian Savana Nakao, inconformada, perguntou: "Que tipo de pessoa é esse pai que tapa os olhos do filho ao avistar um homossexual?". Mas o outro lado também se manifestou: "Tão lamentável quanto o ódio às pessoas escravas do homossexualismo é aplaudi-las como normais", escreveu Jesse Campos. A outra reportagem foi "Babado forte" (27 de junho), sobre a edição gay do programa da MTV que possibilita aos participantes encontrar um namorado. Marcos Lima sugeriu que a MTV troque a apresentadora Fernanda Lima "por um apresentador do mesmo nível das figuras que aparecerão". Fabio Arthur Dias reclamou da legenda da foto ("Fernanda Lima: pois é, há os que não gostam"): "Por mais que tenha sido redigido em tom de brincadeira, esse tipo de comentário só reforça o preconceito", disse Fabio.

 

OS SOLITÁRIOS

A leitora Sandra Orsi, de Campinas, foi uma das vinte pessoas que escreveram para a redação defendendo a vida solitária, assunto tratado na reportagem de capa "Solidão, lição de casa: aprender a viver só" (25 de julho): "As pessoas custam a acreditar que morar sozinha é uma opção. Claro, eu não quero ficar sozinha a vida inteira, mas estou bem fazendo parte desses 9% da população". Antonio Augusto João, também de São Paulo, concorda: "A solidão muitas vezes não é um fantasma, mas apenas uma maneira de ser". Marluci Muniz Ritondim admite: "Eu amo morar comigo mesma. Pensar em dividir meu espaço com alguém me assusta. Claro que tenho esperança de encontrar um grande amor, mas cada um na sua casa". Marluci vai mais longe na defesa de sua solidão: "De preferência, que ele more em outra cidade". Do time dos gregários, 22 escreveram para condenar o isolamento. O leitor Paulo Seródio alfineta: "Duvido que haja mulheres bonitas vivendo sozinhas". Jorge Wagner apóia: "Viver sozinho contraria o instinto do ser humano. Apesar da dificuldade da vida a dois, é preferível enfrentar esses obstáculos à solidão de não ter com quem dividir alegrias ou tristezas". Adriana Heluy Ribeiro também concorda: "Os solitários que me desculpem, mas a solidão é máquina de fazer maluco!"

CORREÇÕES: Diferentemente do publicado, o preço do relógio Oregon Scientific PM 800 é 408 reais e não 452 reais (Para usar, 22 de agosto). No quadro "Como El Salvador" (22 de agosto) a taxa de mortalidade infantil do relógio Oregon Scientific PM 800 é 408 reais e não 452 reais (Para usar, 22 de agosto). No quadro "Como El Salvador" (22 de agosto) a taxa de mortalidade infantil no Brasil é de 33,6 crianças em cada 1.000 nascidas vivas, e não em cada 100 000, como foi publicado.

 

 
 
   
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