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"Homens
também choram" (22 de agosto) é uma reportagem corajosa
que mexe no fundo de nossos sentimentos e nos faz rever nossos conceitos
de homem/macho e de masculinidade. Mostra nossas fraquezas e nos dá
algumas dicas. Mais uma vez VEJA superou-se. Valeu, VEJA.
Lutemos pelo fim do super-herói estereotipado, sem sentimento,
sem vida, sem sabor. Os homens também choram, sentem dor, angústia,
medo, desejos, carências. Já
que estamos vivendo a igualdade de direitos, é justo que nós
homens tenhamos também o direito de expor sentimentos e chorar.
Se os homens
aceitassem que são falíveis, que têm problemas sexuais,
que são pouco ligados nos problemas pessoais dos amigos, pais,
filhos e companheiras, veriam como é bom e gostoso ter alguém
para conversar.
Concordo
com o colunista (Ponto de vista, 22 de agosto) que de nada adianta ter
saúde ou um mestrado e levar um tiro num assalto. Oxalá
nossas autoridades invistam mais em segurança, diminuindo um pouco
os investimentos em outras áreas. Se nossos
congressistas e o governo pesquisassem com os policiais e com a sociedade
o melhor modelo, em vez de viver de propostas ilusórias, talvez
pudessem reformular nosso sistema de segurança pública e
não publicar medidas provisórias inócuas como as
vistas recentemente.
O artigo
de Sérgio Abranches é de uma clareza pouco comum no Brasil.
Ele nos faz lembrar como pensamos pequeno em relação a nosso
país, tão grande e tão cheio de pessimistas ideológicos
(Em foco, 22 de agosto).
Apesar de
não ter lido nenhuma obra do escritor Paulo Coelho, devo concordar
que Ulisses, de James Joyce, é ilegível (Amarelas,
22 de agosto). Paulo Coelho
não sabe ler. Quando tenta dizer que leu Hesse, refere-se ao livro
deste utilizando comentários irônicos e superficiais, estúpidos,
pretensiosos. De fato, o senhor Paulo Coelho não passa de um brincalhão,
como ele mesmo se define: brinca de ser escritor mas não é,
brinca de ser mago mas não é. A crítica
pode falar mal, mas o que é a crítica comparada aos 32 milhões
de livros vendidos no mundo inteiro? Se o que Paulo Coelho escreve fosse
ruim, seus livros não seriam lidos e adorados por milhões
de pessoas no mundo. Essa história de ser mago é o que menos
importa. Depois de
ler a entrevista que Paulo Coelho deu a VEJA, não pude aceitar
que acreditei nele tantos anos. A única coisa que prestava nos
livros dele era justamente a magia, a esperança que tínhamos
de que aquilo fosse realmente verdade. Quando Paulo
Coelho fala mal do livro Sidarta é por uma razão
por demais óbvia: seus livros são uma colagem malfeita da
obra de Hermann Hesse. Ele fala mal do autor para que seus desavisados
leitores não se interessem em conhecer a obra de Hesse e venham
a comprovar o plágio. Paulo Coelho, divagando sobre o final de
Sidarta, indaga: "Que rio, pô?". Na verdade, ele deveria
estar bem mais preocupado com o rio de baboseiras que inunda as páginas
de seus livros.
Houve um
equívoco na reportagem "O PT que diz não" (22 de agosto).
Nem todas as prefeituras governadas pelo PT estão boicotando o
programa Bolsa-Escola. Em nosso município, cujo prefeito é
petista, já foram cadastradas 197 crianças. Mesmo sendo
administrado pelo Partido dos Trabalhadores, o município de Guarulhos
contemplou todas as exigências do governo federal relativas ao Bolsa-Escola.
Em nossa cidade, o Fundo Social de Solidariedade já cadastrou 11.125
famílias no programa, exatamente o total a que a cidade tinha direito.
O valor não vem sendo pago em Guarulhos justamente porque o governo
federal ainda não liberou os recursos nem definiu uma data específica
para fazê-lo.
O colunista
Diogo Mainardi, com precisão e aguçado senso crítico,
mandou o recado que milhões de brasileiros amantes da literatura
de qualidade dariam, se pudessem, ao escritor Paulo Coelho. Está
provado que, assim como acontece na televisão, nem tudo o que dá
muita audiência tem qualidade ("Xô, urubu", 22 de agosto).
Com o colunista
Diogo Mainardi também é assim: ou você ama ou você
odeia. Só que, ao contrário do que acontece com o escritor
Paulo Coelho, Diogo nos dá motivos para amá-lo.
Excelente
a reportagem "A floresta dá dinheiro" (22 de agosto), especialmente
quando se tenta alterar o Código Florestal no sentido de intensificar
o desflorestamento. VEJA conseguiu mostrar como a exploração
inteligente das imensas riquezas da Amazônia pode gerar mais renda
e melhores empregos. A extração sustentável de recursos
naturais, o turismo e o acesso tecnológico ao maior patrimônio
genético do planeta, como apontou a reportagem, são algumas
das atividades que não só formam uma nova base para a economia
amazônica como acenam para a continuidade do desenvolvimento em
benefício das gerações futuras.
Com relação
à reportagem "Devo, não nego, mas também não
pago" (15 de agosto), a GKW é na verdade a maior vítima
nacional da incompetência do governo. A empresa foi autuada em 1991
por valores supostamente devidos ao imposto de renda referentes aos exercícios
de 1987 (de 27.807,31 BTNs) e de 1988 (de 449.085,85
BTNs). No auto de infração o próprio fiscal fez a
soma dos débitos, que chegavam a 476.893,16
BTNs, equivalentes em abril de 1991 a 60.499.667,75
cruzeiros. Em 27 de março de 2000, o procurador da Fazenda Nacional,
em vez de corrigir monetariamente o valor de 60 milhões de cruzeiros
para reais, resolveu, não se sabe por qual critério, transformar
em dívida os seguintes valores: 476.893,16
BTNs em Cz$ 476.893.160,00
(BTNs para cruzados novos multiplicados por 1.000)
e Cr$ 60.499.667,75
em Cz$ 60.499.667.750,00
(cruzeiros para cruzados novos multiplicados por 1.000).
Não satisfeito com tamanha façanha, o procurador corrigiu
tais valores para reais e assim chegou aos 853 milhões. Se os valores
em BTNs fossem corretamente corrigidos para os de hoje, a suposta dívida
seria de aproximadamente 650.000 reais. A incompetência
da Fazenda Nacional nos causa prejuízos à imagem, o que
se reflete brutalmente em nossos negócios.
CORREÇÕES:
Diferentemente do publicado, o preço do relógio Oregon
Scientific PM 800 é 408 reais e não 452 reais (Para
usar, 22 de agosto).
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