Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 715 - 29 de agosto de 2001
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Notícias do idioma vivo

 
O Aurélio na capa em 1987 e o Houaiss

Numa de suas odes mais famosas, reproduzida em parte na introdução do Aurélio, o poeta chileno Pablo Neruda diz que o dicionário não é uma tumba de palavras, mas o celeiro do idioma. As palavras ali estão vivas esperando para ser embelezadas, ressuscitadas e, freqüentemente, modificadas pela simples razão de que são usadas pelas pessoas na linguagem falada ou escrita. Esse é um dos motivos pelos quais dicionário é notícia jornalística. E das mais quentes. Especialmente quando o que se tem a contar é a saga da criação do mais completo e moderno dicionário da língua portuguesa. Durante um mês, o editor especial de VEJA Silvio Ferraz mergulhou na história recente de mais de uma centena de estudiosos que compilaram os 228.500 verbetes do Dicionário Houaiss, materialização do sonho do filólogo Antônio Houaiss, morto em 1999, pouco antes de ver os originais da obra irem para uma gráfica na Itália, onde foram impressos.

"Pelo que vi e ouvi dos especialistas que fizeram o Houaiss, essa é uma das empreitadas humanas mais complexas e estafantes, tanto física quanto mentalmente", diz Silvio. O resultado do trabalho do editor de VEJA pode ser conferido na reportagem Especial desta edição. Não é a primeira vez que a revista dedica uma matéria de destaque a um dicionário. Em 1987, quando a segunda edição do Aurélio foi lançada, VEJA colocou na capa um relato da aventura cultural e comercial do livro que, àquela altura, vendera três vezes mais do que toda a obra de Jorge Amado, o escritor baiano morto há três semanas. Dicionários são também, como se viu acima, ótimo negócio para quem consegue vencer todas as etapas de sua compilação e edição. Somente por essa razão já mereceriam ser notícia. Mas eles interessam mesmo pelo impacto cultural que produzem e pelo grau de maturidade civilizatória que a sociedade brasileira reflete através de suas páginas.

 
 
   
  voltar
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS