VEJA Recomenda
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Manuel Vidal/Latinstock
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Claudio Abbado: regência com gestos econômicos
e precisos |
JOHANN SEBASTIAN BACH:
BRANDENBURG CONCERTOS 1-6, Claudio Abbado e Orquestra Mozart
(Music Brokers)
Em 2002, o regente italiano Claudio Abbado deixou a direção
artística da Filarmônica de Berlim, uma das mais prestigiosas orquestras
do mundo e se entregou a projetos ainda mais ambiciosos, como a
Orquestra Mozart, criada em 2004 com músicos de câmara do primeiro
time: a flautista Michala Petri, o cravista Ottavio Dantone e o violinista Giuliano
Carmignola, entre outros. Há dois anos, esse grupo de virtuoses excursionou
pela Itália com um repertório calcado nos seis Concertos de
Brandemburgo, de Johann Sebastian Bach. A performance é curiosa pelo
posicionamento dos instrumentistas quase todos tocam de pé
e pelos gestos econômicos e precisos de Abbado. A música é
sublime.
Divulgação
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Delírios: o encontro do querubim com
o paparazzo |
DELÍRIOS (Delirious, Estados Unidos, 2006. Califórnia)
Steve Buscemi, com aquele jeito de quem está à
beira do desespero, é Les, um paparazzo de terceira linha que mora num
apartamento horrível e mal consegue sobreviver. Ainda assim, ele parece
ter mais sorte do que o jovem sem-teto Toby,
a quem resolve dar abrigo. Interpretado por Michael Pitt (de Os Sonhadores), um ator superlativo e que tira aqui proveito sutil de sua cara de querubim que
caiu do teto da igreja, Toby é uma figura tão doce que não
há como se defender dele mas essa fraqueza é sua força.
Muito cômico, e também profundamente triste, o filme do diretor
Tom DiCillo (que no início dos anos 90 foi um nome festejado) é
uma pequena obra-prima que passou quase
despercebida nos cinemas.
Divulgação
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A ficção científica Cáprica: antecedentes da aniquilação
da humanidade |
CÁPRICA (Caprica, Estados Unidos,
2009. Universal)
Depois de quatro temporadas sensacionais, a série
de ficção científica Battlestar Galactica acabou
mas não vai deixar órfãos seus admiradores. Neste
longa, que servirá de ponto de partida para um novo seriado,
o mesmo time de criadores volta 58 anos no tempo em relação à
narrativa original para mostrar como os terríveis eventos descritos nela
a aniquilação quase total da humanidade em razão
de um ataque de máquinas inimigas e o périplo dos sobreviventes
pelo espaço começaram de maneira fortuita. Não é
preciso conhecer Battlestar para acompanhar o enredo; mas quem o conhece há de
se maravilhar com a explicação. Pela amostra, é seguro
apostar que vêm por aí mais temporadas excelentes.
LIVROS
| Andreu Daumau/Corbis/Latinstock |
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Haruki Murakami:
delírios noturnos
em Tóquio |
APÓS O ANOITECER, de Haruki Murakami (tradução
de Lica Hashimoto; Objetiva/Alfaguara; 208 páginas; 39,90 reais)
A jovem Mari Asai perde o último trem para casa
e decide passar a noite lendo em um café mas acaba se envolvendo
com figuras bizarras da madrugada de Tóquio: um músico de jazz
que já tentou namorar sua irmã (Eri, uma modelo que há
meses vive em um estranho coma), uma gerente de hotel, uma prostituta chinesa
brutalmente espancada. Mais badalado escritor japonês contemporâneo,
Haruki Murakami, 60 anos, é mestre na composição de atmosferas
de delírio muito apropriadas à ação noturna
deste romance. Após o Anoitecer também traz uma visão
sombria da tecnologia: há um celular descartado que insulta os passantes
e uma televisão que abre
portais para mundos sinistros. Leia trecho.
SELEÇÃO NATURAL, de Otavio Frias Filho (Publifolha;
224 páginas; 34 reais)
Diretor de redação do jornal Folha de
S.Paulo, Otavio Frias Filho reúne nesta coletânea 25 artigos
e ensaios de cultura e política, publicados entre 1986 e 2008. É
rara a versatilidade que o autor demonstra não só na escolha dos
temas, mas sobretudo na maneira de abordá-los. Otavio toma os filmes
da série de ficção científica Alien como
mote para uma análise de fôlego sobre o "conflito entre a
natureza e os produtos da cultura técnica" e termina seu
artigo sobre a Ilíada, um clássico fundador da literatura
ocidental, com uma receita de churrasco que Homero inseriu em seu poema épico.
Os artigos políticos incluem"Introdução à história sentimental do tucanato",
um balanço do
primeiro governo Fernando Henrique, publicado em 1998 e uma desassombrada
carta aberta, de 1991, ao então presidente Fernando Collor, que tentava
intimidar
a Folha de S.Paulo com processos. É uma pena que Otavio tenha
deixado de escrever com regularidade em seu jornal.
Cinemateca VEJA
Um executivo de um dos grandes fabricantes americanos
de cigarros não suporta mais conviver com os segredos sujos de sua indústria
e quer divulgá-los mas teme que a destruição venha
a ser mútua. Um produtor de um programa jornalístico convence-o
a revelar o que sabe e garante que vai protegê-lo mas pessoas acima
dele não estão dispostas a cumprir a promessa. O Informante, que a Cinemateca VEJA lança neste sábado
no país (exceto nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro), é
uma raridade: um suspense que parte não de um crime, mas de um dilema
ético,
e que tira sua força da execução
brilhante do diretor Michael Mann
e das interpretações vívidas de
Russell Crowe e Al Pacino.
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Em São Paulo e
no Rio de Janeiro,
nesta semana: Clint Eastwood estrela e
dirige o sinistro O Estranho sem Nome. |
Como comprar a Cinemateca VEJA
Em bancas, livrarias e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso.
Para assinar, ligue 3347-2180 (Grande São Paulo) ou 0800-775-3180 (outras
localidades), de segunda a sexta-feira,
das 8 às 22 horas. Pela internet, acesse www.assineabril.com |
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B] há quantas semanas o livro aparece na lista
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