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• Partidos: PMDB: da resistência democrática ao fisiologismoInternacional
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• GenteCarta ao LeitorDa democracia ao fisiologismo
Sob o comando do deputado paulista Ulysses Guimarães, a agremiação comandou a Assembleia Nacional Constituinte em 1988. Ajudou a moldar as feições do texto constitucional influindo especialmente no estabelecimento insustentável de direitos sem deveres e na redação retrógrada dos capítulos econômicos, que criaram despesas sem receitas e cuja aplicação teria inviabilizado as contas públicas não tivessem eles sido rapidamente reformados. Com presença em quase todos os escândalos recentes em Brasília, o PMDB está de novo no centro do debate político sob péssima luz. Sua numerosa bancada, porém, é tratada a pão de ló pelo Palácio do Planalto e por todos os candidatos viáveis à sucessão do presidente Lula em 2010. Essa química volátil que tenta juntar o intolerável ao desejável está na raiz da instabilidade que faz da política um dos campos em que o Brasil ainda não saiu das trevas. Como, ao que parece, o destino da nação está amarrado ao do PMDB, é vital tentar entender se o partido é mesmo a encarnação do mal ou apenas aquele que melhor se aproveita dos incentivos ao fisiologismo e à corrupção oferecidos pelas atuais regras da política brasileira. A reportagem desta edição de VEJA que começa na página 66 tenta justamente dar uma resposta a essa perplexidade. |