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| Bons
tempos aqueles em que os Três Poderes eram o Exército, a Marinha
e a Aeronáutica! | No
Congresso, só porque não estão se vendendo, alguns se acham
de esquerda. E alguns, só porque se acham de esquerda, acham que não
estão se vendendo. | Aviso
à CPI (qualquer uma): cherchez la femme (qualquer uma) O
primeiro cidadão histórico que pronunciou a frase (não em
francês, claro, em aramaico) foi Salomão. Assim mesmo: "Procurem
a mulher". Desde então a frase foi dita pelos mais variados autores. Até
por Juvenal, o Millôr dos velhos tempos: Nulla ferre causa est in qua
femina litem Moverit. No século XIX
a frase chegou a Alexandre Dumas, pai (aquele do "Todos por um e um por todos"),
em Les Mohican de Paris (vol. III, cap. 10). Aparece várias vezes
no romance, e é repetida na sétima cena do ato III, da peça
do mesmo autor. A expressão percorreu,
e percorre, mundo e, se você quer saber em alemão, lá vai:
"Wie heisst sie?". Eva, no Paraíso, Helena,
em Tróia, Maria Antonieta, em Versalhes, Rosane Canapi, na Presidência
Collor, Elba Farias, do PC Farias, a ministra Zélia de Mello, do tango
lo mango, Roseana Murad, do Sarney, até as ligadas a Pitta e Luxemburgo
(esqueci o nome delas, que injustiça!), tudo, história e cotidiano,
traz de volta a frase incitadora. Chegou até
à história em quadrinhos POGO, dando nome a um personagem
Churchy-la-femme. A frase ecoou
também quando o senador Edward Kennedy se meteu em Chappaquiddick com a
jovem Mary Jo Kopechine, e descobriram a morte trágica da moça,
senão o jornalismo americano continuaria a endeusar os Kennedy, tomando-os
pelo seu valor de face, pelo rótulo. Possivelmente Edward teria sido eleito
presidente dos Estados Unidos, o mundo não teria visto Watergate e o reaganismo
com sua guerra nas estrelas, joystick de Reagan. E, não tivessem
chercheado Monica Lewinsky, o moralismo americano não se teria aberto
tanto ao ridículo, como contrapartida tornando o boquete altamente popular
(com o efeito colateral de ser anticoncepcional) no mundo inteiro.
Em tempo: o autor declara que nada desta cultura foi colhido no Google.
Ainda em tempo: a idéia serôdia
de que onde há confusão há a presença (parda) de uma
mulher parece se confirmar, aqui e agora, com o depoimento da ex-senhora Costa
Neto e o sorriso maroto, diz, não diz, da secretária Somaggio.
Mas queremos deixar claro que em absoluto não
endossamos o viés machista desta nota. E que jamais gritamos no tráfego:
"Mulher guiando!" Enquanto isso na
dispensa...
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