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Edição 1 753 - 29 de maio de 2002
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O fim da janela indiscreta

Fotos divulgação/Arthur Decoração/Casa Fortaleza

Ninguém precisa fechar a janela para ter garantia de privacidade. Uma persiana bem escolhida permite contemplar a paisagem externa sem ser visto. Também dá para desviar os raios de sol para qualquer direção ou até vedar totalmente a luminosidade. Existem modelos sob medida para quem necessita de claridade mas não quer olhar para fora ou então aqueles perfeitos para quem não tem diante de si a melhor vista do mundo, assegura a decoradora Florinda Caggiano, de São Paulo. As fotos acima mostram três opções: as persianas de madeira natural, que desviam os raios solares para cima ou para baixo; os painéis solares, que servem para proteger contra o excesso de sol sem prejudicar a visibilidade da paisagem externa; e as lâminas verticais de poliéster, que direcionam a luz do sol para as laterais. O preço dos exemplos acima varia de 50 a 290 reais o metro quadrado.

 

Cadê minha restituição?


Ricardo Fasanello/Strana


Quatro em cada dez contribuintes acabam pagando mais imposto do que devem ao governo anualmente. O imposto, de até 27,5%, fica retido automaticamente no pagamento dos salários, e a diferença é restituída a partir do ano seguinte. Dos 5 milhões de contribuintes com direito a devolução, 400.000 ficaram com o dinheiro retido em razão da malha fina, no ano passado. Além de se tornarem suspeitos de sonegação, eles raramente conseguem informação sobre seu caso. "Os valores informados pelas fontes pagadoras não conferem com os ganhos declarados pelos assalariados", justifica o auditor fiscal Luiz Monteiro. A espera pode ser de até cinco anos, já que faltam profissionais para conferir tantas declarações, admite o representante da Receita Federal. O tributarista Raul Haidar, de São Paulo, diz que esse tipo de atraso já se tornou uma espécie de empréstimo compulsório sem respaldo legal. "Ninguém pode ser investigado por tanto tempo sem saber nem o motivo", afirma.

 

Contra sol, calor e assaltos


Pedro Rubens


Película escurecedora nos vidros dá mais privacidade e conforto aos veículos. Também diminui o risco de assaltos, já que o ladrão tem mais dificuldade para ver o que ou quantas pessoas há no carro. O filme de poliéster aumenta a resistência do vidro e evita que se estilhace caso venha a quebrar-se. Nem sempre a aplicação é feita de acordo com a lei. Os filmes muito escuros são proibidos, pois atrapalham a visão na hora de dirigir e dificultam a fiscalização. No pára-brisa, a transparência precisa ser de 75%. Nos vidros laterais dianteiros e nos traseiros, ela deve ser de 70% e 50%, respectivamente. A multa para quem foge aos parâmetros legais é de 128 reais. Além disso, o automóvel pode ser apreendido, e o motorista perde 5 pontos na carteira, por infração grave. O preço da instalação do produto varia de 80 a 300 reais, conforme o veículo e o tipo de película. O valor inclui a mão-de-obra.

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"Mais difícil de ver", do especial VEJA Sua Segurança, de 13/6/2001


Fotos José Goes/Domingues/divulgação

 

BOA NOTÍCIA

Vinho contra o resfriado


Marcos Rosa


Além de inibir problemas cardíacos, o consumo moderado de vinho ajuda na prevenção de resfriados. Durante um ano, pesquisadores das universidades de Saúde Pública de Harvard, de Santiago de Compostela e do Hospital Universitário das Ilhas Canárias acompanharam a ocorrência de sintomas em um grupo de 4.272 professores. Os que beberam mais de catorze taças da bebida semanalmente tiveram redução de 40% nos resfriados, em comparação com os demais.

 

MÁ NOTÍCIA

Homens e osteoporose

A osteoporose – perda de massa óssea – é conhecida por atingir especialmente mulheres brancas, de baixo peso e com menopausa precoce. Uma em cada três delas enfrenta a doença a partir dos 50 anos. Mas as estatísticas mostram que um em cada oito homens com mais de 60 anos também sofre desse mal. Ajudam a evitar a doença a prática de exercícios físicos e a moderação no consumo de refrigerante e café, substâncias que atrapalham a absorção de cálcio pelos ossos.

 

Fracassos acontecem

Quem deixa de ser empregado para criar um negócio próprio ou tornar-se autônomo acredita que tudo dará certo, mas nem sempre isso acontece. Como não se pode ter certeza sobre o futuro, é muito importante preservar os contatos feitos no decorrer da carreira e deixar muitas portas abertas. O caminho de volta ao mercado de trabalho pode tornar-se a única saída quando o empreendimento não dá certo. Consultores recomendam que o desligamento da empresa por parte do funcionário sempre ocorra de forma cordial, já que a hipótese de uma nova relação no futuro jamais pode ser descartada. Deve-se justificá-lo por razões positivas, como o desafio profissional ou a realização pessoal. Não é ocasião para deixar aflorar mágoas e reclamações, ainda que a principal motivação da mudança seja a insatisfação com as condições de trabalho, o salário ou o comportamento do chefe. Uma vez reintegrado a um ambiente coletivo de trabalho, viver lamentando o fracasso como empreendedor também não vai ajudar em nada. "Um negócio que não deu certo não é atestado de incompetência", diz o presidente da consultoria Manager, Ricardo de Almeida Prado Xavier. "Deve-se ficar satisfeito pela experiência e sair de cabeça erguida por ter tido coragem de tentar, algo que sempre contribui para o currículo profissional."

 

Editado por Cley Scholz.
Colaboraram Cláudia Bredarioli,
Antonio Celso Villari e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 
Fotos Antonio Milena



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