
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
De
pijama
Showtime
prova que De Niro
já
se cansou de trabalhar
Isabela
Boscov
Divulgação/Bruce McBroom
 |
| Murphy
e De Niro: repetição compulsiva |

Veja também |
|
|
|
Aos
58 anos, Robert De Niro está na idade em que os grandes atores,
graças à experiência acumulada, costumam se tornar
melhores ainda. Mas desde 1995, quando fez Cassino para o diretor
Martin Scorsese, esse que já foi tido como o maior expoente de
sua geração não flexiona seus músculos dramáticos.
O método de trabalho de De Niro hoje consiste em escolher papéis
pretensamente sérios, nos quais repete o tipo taciturno e abrutalhado
que celebrizou coisas como Ninguém É Perfeito
ou Homens de Honra , ou ainda colocar esse mesmo tipo a serviço
de comédias como Máfia no Divã e Entrando
numa Fria. Esse filão a comédia era o
que vinha se mostrando mais proveitoso. Um sinal de que De Niro pode ter
levado também ele ao esgotamento está nos contratos que
assinou para a continuação desses dois últimos filmes
e em Showtime (Estados Unidos, 2002), que estréia
nesta quinta-feira no país. Aqui, o ator é mais uma vez
um tira de maus bofes que se vê emparelhado com um novato irritante
(Eddie Murphy, outro repetidor compulsivo), com quem terá de dividir
a cena numa espécie de reality show sobre detetives de verdade.
Tudo o que pode haver de previsível num roteiro como esse está
em Showtime, com uma agravante: além de comédia,
o filme quer ser um policial, daqueles com tiros e explosões. É
provável que, caso se desse ao trabalho, De Niro fosse ainda hoje
capaz de uma interpretação tão intensa quanto as
de Taxi Driver ou Touro Indomável. O problema é
que trabalho, pelo jeito, não é mais com ele.
|
|
 |
|
 |

|
 |