Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 753 - 29 de maio de 2002
Artes e Espetáculos Música
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
  Mulher na capa ajuda a vender CD de música clássica
Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder
Crossroads, com Britney Spears
Showtime, com Robert De Niro e Eddie Murphy
A Vida dos Animais, de J.M. Coetzee
Atores hispânicos gravam a novela Vale Tudo no Rio

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA na copa
Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Concertos para a juventude

Gravadora alemã põe mulheres
sensuais nas capas de CDs para tentar
renovar o público da música erudita

Sérgio Martins

A música clássica sempre ocupou uma fatia estreita, mas estável, no mercado de discos. Isso vem mudando nos últimos anos. Calcula-se que, desde 1997, a venda de CDs eruditos tenha caído 19% no mundo. Renovar seu público tornou-se, por isso, uma prioridade para as gravadoras, que estão adotando estratégias inusitadas. A tradicionalíssima Deutsche Grammophon, por exemplo, lançou há pouco na Alemanha uma coleção que traz nas capas, em vez de músicos de fraque, modelos provocantes dos anos 70, retratadas pelo fotógrafo de moda F.C. Gundlach. "Os regentes e músicos costumam ser feios. Já as modelos de Gundlach são lindas e a estética dos anos 70 está de novo na moda", justifica Anne Olschewski, gerente de marketing da gravadora. A série fez sucesso nas lojas e abriu caminho para outras "ousadias". Diretor da Deutsche Grammophon e mentor das mudanças, Christian Kellersmann contratou jovens artistas gráficos para criar novas capas para obras célebres. A ópera Madame Butterfly, de Puccini, será relançada trazendo na capa uma ninfeta seminua – veste somente uma camisa estampada com borboletinhas. Para um CD com o Sonho de Amor, de Liszt, será usada a imagem de uma cama desfeita, que exibe as marcas deixadas por uma noite de sexo. "É a melhor interpretação visual da obra de Liszt que já vi", diz Kellersmann.

Além de reembalar seus produtos, a Deutsche Grammophon está investindo no filão das compilações. Criou uma série chamada Yellow Lounge, com "clássicos para relaxar". O nome foi escolhido tendo os jovens em mira: lounge é a subdivisão mais tranqüila do tecno, com músicas que a garotada ouve estirada no sofá, depois de uma noite no clube. Em outra coleção, personalidades polêmicas são convidadas para apresentar seu compositor favorito. O primeiro lançamento cumpriu o objetivo de causar discussão. Nele, o diretor de teatro Christoph Schlingensief, conhecido na Alemanha como um opositor feroz do nacionalismo, organizou um pot-pourri das óperas de Richard Wagner – um notório anti-semita e cultor do arianismo. Essa idéia já está sendo copiada em outros lugares. Na Inglaterra, o selo Naxos convidou o técnico da seleção inglesa de futebol, Sven-Göran Eriksson, para pinçar suas obras eruditas prediletas. O CD está nas principais colocações da parada de clássicos do país. Entre os músicos e os maestros, compilações desse tipo são execradas. "São pedaços de obra que não dizem nada, um verdadeiro minestrone", rosna Claudio Abbado, regente da Filarmônica de Berlim. Para os executivos das gravadoras, a questão é renovar – ou morrer.

 

DIVAS REMIXADAS

Embora não enfrentem tantos problemas de mercado como os selos de música clássica, os selos tradicionais de jazz também fazem esforços de renovação – uma vez que o gênero freqüentemente é acusado de estar estagnado. Responsável pelo lançamento de discos históricos de artistas como Billie Holiday e Ella Fitzgerald, entre outros, a gravadora americana Verve está franqueando seus arquivos a DJs de música tecno. Acaba de lançar Verve Remixed, em que canções clássicas são desconstruídas e sofrem o acréscimo de efeitos e batidas eletrônicas. Em alguns casos, o resultado é curioso. O inglês Tricky, por exemplo, fez uma recriação soturna e cheia de distorções de Strange Fruit, desenvolvendo um novo contexto para os vocais de Billie Holiday. Mas a maioria dos DJs, embora tenha procurado valorizar a beleza da voz de cantoras como Carmen McRae e Shirley Horn, deixou que as interpretações das divas se perdessem pelo caminho. Até os fãs menos tradicionalistas terão do que reclamar.



   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS